Em DomTotal
“Destruamos a árvore em seu vigor. Arranquemo-la da terra dos vivos, e que seu nome caia no esquecimento”. Assim o profeta Jeremias interpretou, quase sete séculos antes de Jesus Cristo, a perseguição que estava sofrendo, promovida pelos opressores econômicos e políticos de então, contrariados por ele denunciar a injustiça social muito ativa contra gente pobre e indefesa, já naquela época.
Embora pareça incrível, depois de tanto tempo e tanta interpretação dessa queixa, o povo indígena e todo contingente de pessoas com direito de acesso à terra, por meio da reforma agrária, no Brasil, estão padecendo do mesmo mal, sofrendo como Jeremias sofreu. Como suas próprias vidas, culturas, costumes e religiões são reconhecidas, em mais de uma disposição da Constituição Federal, mas tudo isso dependendo de terra, só muita ingenuidade impedirá de constatar-se que, em vez de verem garantidos o exercício e o gozo desses direitos, estão sendo muito mal vistos pela CPI exatamente por isso: o bem terra, por eles reivindicado por imposição de lei, é disputado por gente com muito maior poder econômico e político, suficiente para “arrancá-los da terra dos vivos e o seu nome cair no esquecimento.” Continue lendo “A CPI da Funai/Incra contra o povo indígena e as/os sem-terra, por Jacques Távora Alfonsin”










