O Mito de Cáceres e o Legado dos Lencas

Por Alenice Baeta, no Combate Racismo Ambiental

Um mês se completa após o assassinato da liderança indígena e ambientalista hondurenha Berta Cáceres, mesmo com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos tendo obrigado o governo de Honduras a garantir a sua proteção, após sucessivas ameaças à sua integridade e de sua família. Apesar do reconhecimento internacional de seu importante trabalho em defesa de temas sociais mais amplos envolvendo o patrimônio imaterial, ambiental e territórios indígenas, Cáceres foi morta no dia 03 de março de 2016. Continue lendo “O Mito de Cáceres e o Legado dos Lencas”

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O País precisa de uma campanha de vacinação antirrábica, urgente!

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

A primeira vez que li a notícia sobre a pediatra que havia se recusado a continuar a tratar de uma criança de um ano e um mês porque a mãe era petista, e o pai, do Psol, pensei que era coisa de rede social, onde nem sempre as pessoas se preocupam em checar os fatos, e notícias falsas às vezes abundam. A história era tão absurda, que segui adiante, sem sequer me dar ao trabalho de verificar. Assim, só dias mais tarde a primeira menção a ela foi aparecer neste blog, já com repercussões e declarações a respeito. E, em lugar de diminuir, meu espanto continuou aumentando.

É óbvio que sei muitíssimo bem como as informações vêm sendo manipuladas dia a dia neste País, a partir da mera escolha dos verbos. Quando um jornalista opta por usar “alegar” em lugar de “afirmar”, sabe precisamente o que está fazendo, assim como o sabe a comentarista da Globo News que ‘explica’ que na manifestação anti-golpe estavam presentes “militantes”, e na outra, “cidadãos”, o “povo brasileiro”. Só que isso é feito em geral para gente que se deixa tocar como gado. Continue lendo “O País precisa de uma campanha de vacinação antirrábica, urgente!”

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Três homens de nome José: a vida depois da escravidão

A história de três migrantes nordestinos submetidos a trabalho escravo pela empreiteira OAS nas obras de ampliação do aeroporto de Guarulhos, em 2013

Por Igor Ojeda, na Repórter Brasil

José Alex é pernambucano de Águas Belas, mas há duas décadas vive em Petrolândia, a menos de 200 quilômetros dali.

José Evanci é sergipano de Poço Redondo, e também mora em Petrolândia, para onde se mudou aos dois anos.

José Hildo é baiano de Glória. Nascido e criado na zona rural do município, onde vive até hoje. Continue lendo “Três homens de nome José: a vida depois da escravidão”

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A esquerda é maior que partidos políticos. E mais resistente ao tempo, por Leonardo Sakamoto

No blog do Sakamoto

Somos educados desde cedo para tomar partido na luta do bem contra o mal e não para entender a pluralidade de pontos de vista ou mesmo o fato de que “bem” e “mal”’ são construções que atendem a interesses de determinados grupos sociais. Que não são absolutos e precisam ser enxergados à luz de seu contexto.

É tão raso quando alguém atribui a origem de todos os males a um único partido, seja PT ou PSDB (tenho dúvidas sobre o PMDB, mas vá lá). Ainda mais quando sabemos que as coisas são bem mais complexas e que um posicionamento político não significa filiação partidária. Continue lendo “A esquerda é maior que partidos políticos. E mais resistente ao tempo, por Leonardo Sakamoto”

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Operação Lava Jato esculacha Constituição, por Breno Altman

No Opera Mundi

Fui surpreendido, na manhã de hoje (1º/04), com a notícia de que a Policia Federal havia comparecido à minha casa, em São Paulo, com um mandado de condução coercitiva e outro de busca e apreensão.

Tinha viajado a Brasília para participar de atividades da Jornada Nacional pela Democracia, que ontem (31/03) reuniu duzentas mil pessoas apenas na capital do país. Continue lendo “Operação Lava Jato esculacha Constituição, por Breno Altman”

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Fala do fim do mundo

Por Alexandra Lucas Coelho, no Público

1. Com o Brasil a abrir brechas, uma multidão de cariocas lotou uma sala de cinema. Aconteceu num sábado de manhã, no pino do Verão. Não se tratava, pois, de fugir a pensar (para isso tinham a praia), nem propriamente de pensar, e sim de experimentar outro pensamento, como diria Eduardo Viveiros de Castro, o antropólogo que apresentou o filme. Um mês depois, e já tendo passado pelos Óscares, O Abraço da Serpente, de Ciro Guerra, estreia em Portugal na próxima quinta-feira. Mas antes de tudo isto foi visto por índios que viajaram durante dias até à maloca onde seria a projecção. Maloca é a casa comunal amazônica, hoje desaparecida em muitos povos indígenas, tal como tantas línguas. O velho xamã do filme, por exemplo, é interpretado por um índio ocaina, língua que só tem 16 falantes. Mais do que um filme sobre a Amazônia, O Abraço da Serpente será um filme em que o fim do mundo fala do que tem visto. A floresta sabe que o apocalipse não é de agora. Os índios estão à nossa frente, não atrás. Continue lendo “Fala do fim do mundo”

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Documentos indicam grampo ilegal e abusos de Moro na origem da Lava Jato

Por Pedro Lopes e Vinícius Segalla, do UOL, em São Paulo

Nas últimas semanas, a operação Lava Jato levantou polêmica ao divulgar conversas entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a atual presidente Dilma Rousseff (PT). Os questionamentos sobre a legalidade da investigação, entretanto, surgem desde sua origem, há quase dez anos. Documentos obtidos pelo UOL apontam indícios da existência de uma prova ilegal no embrião da operação, manobras para manter a competência na 13ª Vara Federal de Curitiba, do juiz Sergio Moro, e até pressão sobre prisioneiros. Continue lendo “Documentos indicam grampo ilegal e abusos de Moro na origem da Lava Jato”

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Nota da comunidade Tekoa Pindó Poty sobre racismo na UFRGS (+ vídeo da manifestação)

Nerlei Kaingang é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo!

Na última quinta feira, dia 31, comunidade universitária, movimentos e organizações sociais realizaram ato de apoio ao estudante de veterinária Nerlei Kaingang no pátio do campus central da UFRGS, no acesso secundário do prédio da Faculdade de Direito. Nerlei Kaingang foi covardemente espancado por seis ou sete estudantes desta universidade no dia 19 de março na entrada da CEU (Casa do Estudante Universitário na Av. João Pessoa em POA) aos gritos de “bugre sujo” e exclamações de “O que esse índio tá fazendo aqui?”. As violências que vitimaram Nerlei foram filmadas pela câmera de segurança e foram divulgadas na web causando comoção e revolta. O ato em apoio a Nerlei realizou uma marcha pelos prédios do campus centro e realizou uma fala em ato da universidade em prol da democracia no Salão de Atos. Continue lendo “Nota da comunidade Tekoa Pindó Poty sobre racismo na UFRGS (+ vídeo da manifestação)”

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Nota de Repúdio da ex-ministra e atual deputada Maria do Rosário à Istoé

Repudio de forma veemente matéria da Istoé desta semana que, sem nenhum compromisso com a boa prática jornalística, publica em sua capa um suposto ato de desrespeito da Presidenta da República comigo.

Jamais fui desrespeitada por Dilma. Fui apoiada por ela para colocar a Comissão da Verdade em funcionamento e para resgatar a história do ex-presidente João Goulart. Dilma sempre me apoiou no trabalho como ministra. Eu também não me submeteria a um trato desrespeitoso. Continue lendo “Nota de Repúdio da ex-ministra e atual deputada Maria do Rosário à Istoé”

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E se houver golpe?, por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

Há um brasileiro que quer viver / e começa a viver dividido / entre um Brasil que morre / e outro Brasil que esperneia./ Brasileirinho que vens ao mundo, / Que Deus te proteja. / Um dos dois Brasís há de ferir teu coração. / (Parafraseando Antonio Machado)

Foi no auditório lotado da Universidade Federal Fluminense (UFF), quarta-feira (30) na mesa em que participei. Havíamos acabado de gritar juntos: Não vai ter golpe! – E se houver? – indaguei na minha fala. Para o Brasil mobilizado contra o golpe, a pergunta é impertinente, mas também o é para o outro Brasil que crê tratar-se de um impeachment legal e talvez descubra, tarde demais, que foi mesmo um golpe. Neste caso, por razões diferentes, os dois Brasis foram enganados por aqueles que planejaram e executaram o golpe. Esse filme já passou aqui, em 1964, e na Espanha, em 1936. Continue lendo “E se houver golpe?, por José Ribamar Bessa Freire”

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