A sociedade tradicional brasileira estrebucha com a intervenção cirúrgica no mundo da política. Entrevista especial com Luiz Werneck Vianna

Cáspite! Mas publicar coisas das quais se discorda também é importante na democracia. [TP]

Por Patricia Fachin – IHU On-Line

“Eu tenho medo de que se perca o que há de ‘revolução verdadeira’ nesse processo, e de que a velha política, o que há de pior na tradição republicana brasileira, reencontre o seu lugar. Nesse momento em que você me telefona (11-03-2015), o que está em curso é isso: a tentativa de desautorização, desmoralização e desqualificação do papel desses reformadores da vida republicana brasileira”. Continue lendo “A sociedade tradicional brasileira estrebucha com a intervenção cirúrgica no mundo da política. Entrevista especial com Luiz Werneck Vianna”

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Nota da Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares-RENAP sobre a conjuntura

A Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares-RENAP é constituída por pessoas que compõem assessoria de diversos movimentos sociais, organizada de forma horizontal e sem hierarquia. Sendo assim, seus membros têm posicionamentos diferenciados sobre o Governo Federal e outras questões de conjuntura.

Contudo, a RENAP se constitui em uma Rede de advogadas e advogados para a defesa de causas populares, dos direitos humanos e da democracia. Preocupa, então, à Rede, a instrumentalização das instituições que deveriam atuar para o bom funcionamento da democracia. Não se pode aceitar com tranquilidade ataque à sede da UNE (tal como em março de 1964), a grande mídia exortando uma ruptura institucional e antidemocrática, quadros políticos das forças mais atrasadas do país chamando pessoas às ruas na defesa de valores e do sistema que mantém a exploração e a desigualdade no país ha mais de 500 anos. Continue lendo “Nota da Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares-RENAP sobre a conjuntura”

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A Constituição e o Ministério Público: reflexões necessárias, por Claudio Lemos Fonteles e Alvaro Augusto Ribeiro Costa

A Constituição federal de 1988 definiu o Ministério Público como instituição essencial ao regime democrático, que lhe cumpre defender, porque na Democracia abre-se pleno espaço ao exercício dos direitos individuais e comunitários.

Instituição que, é seus membros – promotoras e promotores, procuradoras e procuradores – devem ter bem presente que o trabalho institucional não condiz com arroubos espetaculares, protagonismos em demasia, exaltações midiáticas e prejulgamentos. Continue lendo “A Constituição e o Ministério Público: reflexões necessárias, por Claudio Lemos Fonteles e Alvaro Augusto Ribeiro Costa”

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João Batista Damasceno: Entre a toga e a Constituição

Juízes devem saber que são guardiães da legalidade, marco civilizatório que nos distingue da barbárie

Em O DIA

Rio – A independência judicial, com atuação dos juízes pautada pela ordem jurídica, é garantia para a sociedade; não é privilégio que os coloca acima do bem e do mal. A pior das ditaduras é a do Judiciário, pois nelas não se tem a quem recorrer. De um juiz se espera que respeite o ordenamento jurídico. Um cirurgião que sonega Imposto de Renda pode continuar sendo um grande médico, diferentemente de um juiz. Por isso, juízes não podem defender, em nome do corporativismo, o arbítrio judicial, a ascensão do fascismo, a supressão das garantias constitucionais e o sacrifício de direitos fundamentais. Continue lendo “João Batista Damasceno: Entre a toga e a Constituição”

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Manifesto das defensoras e defensores públicos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito

A Defensoria Pública é instituição autônoma, constitucionalmente prevista e destinada à prestação de assistência jurídica integral e gratuita à grande maioria da população brasileira, que não tem condições de aceder à Justiça.

Os Defensores Públicos abaixo assinados, em razão dos recentes episódios de arbítrio judicial, vêm a público apresentar suas considerações sobre a crescente ameaça ao Estado Democrático de Direito. Continue lendo “Manifesto das defensoras e defensores públicos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito”

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Em consenso inédito, entidades pedem mudanças em comissão de REDD+

No Observatório do Clima

Um consenso sem precedentes entre entidades ambientalistas, povos indígenas, comunidades tradicionais, empresas e movimentos sociais foi formado nesta sexta-feira (11/3) para cobrar do governo mudanças na composição e no processo decisório da CONAREDD (Comissão Nacional de REDD+). As entidades escolheram quatro representantes para tomar assento na comissão, mas condicionaram o exercício das vagas a um aumento da representatividade da comissão, que tem 84% de seus membros do governo. Continue lendo “Em consenso inédito, entidades pedem mudanças em comissão de REDD+”

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Racismo Ambiental e neocolonialidade nas Unidades de Conservação em sobreposição territorial iindígena*

Por Paulo de Tássio Borges da Silva**, no Combate Racismo Ambiental

Há mais de uma década trabalhando com o Povo Pataxó do Território Kaí-Pequi, venho vivenciando com eles os entraves da sobreposição territorial por Unidades de Conservação. Os conflitos dos Pataxó com as Unidades de Conservação (UCs) são marcados com o Decreto de Lei nº. 12.729 de 19 de abril de 1943, promulgado pelo interventor da Bahia que cria o Parque Monumento Nacional do Monte Pascoal – PMNMP. Dentre os objetivos do parque estavam a: “rememoração do fato histórico do descobrimento do Brasil”, “a preservação da flora e a fauna típicas da região, segundo as normas científicas” e “a conservação das belezas naturais na preservação e organização dos serviços e atrativos turísticos”. Continue lendo “Racismo Ambiental e neocolonialidade nas Unidades de Conservação em sobreposição territorial iindígena*”

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O risco fica, por Janio de Freitas

Na Folha de São Paulo

Os que mais exibem susto e medo, e recuam com apelos à tolerância dos apoiadores de Lula e Dilma, nas ruas de hoje, são os que mais incitaram a atitudes de ódio e provocação, de desafio e humilhações. O juiz Sergio Moro despertou, sem pretendê-lo, certa altivez em um lado e covardia no outro. Dilma, o governo e a direção petista tiveram a difícil sensatez de pedir que a massa dos provocados se contenha, de preferência, em casa.

Mas nada é garantido. Continue lendo “O risco fica, por Janio de Freitas”

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Raquel Rolnik lança o livro ‘Guerra dos Lugares’ na Vila Autódromo

No Rio On Watch

“Não é todo autor de livro, não é todo professor, não é todo pesquisador que tem o privilégio de poder lançar o seu livro exatamente no lugar e na situação sobre a qual o livro está falando.”

Essas foram as primeiras palavras que a renomada arquiteta, urbanista, professora e pesquisadora Dra. Raquel Rolnik falou no lançamento do seu novo livro Guerra dos Lugares: a Colonização da Terra e da Moradia na Era das Finanças na Vila Autódromo no sábado, 5 de março. Aproximadamente 100 pessoas se juntaram no parquinho da comunidade na Vila Autódromo para ouvir a ex-relatora especial em Direito a Moradia Adequada da ONU (Organização das Nações Unidas). De pé sobre uma pedra, Rolnik fez um discurso apaixonado sobre a urgência da situação nesse momento tenso da comunidade. Continue lendo “Raquel Rolnik lança o livro ‘Guerra dos Lugares’ na Vila Autódromo”

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Idioma e tradições culturais ainda são obstáculos para mulheres indígenas

Por Maiana Diniz, repórter da Agência Brasil

Além de estarem sujeitas as mesmas dificuldades que todas as brasileiras, as mulheres indígenas enfrentam barreiras próprias, como a falta de informação sobre os seus direitos, dificultada pelos obstáculos linguísticos, e as tradições culturais que não permitem que elas tenham voz na comunidade.

“Na minha tradição terena, por exemplo, as mulheres não podem falar muito. Hoje podem um pouco, mas quando as mulheres falam alto elas são discriminadas pelos homens, eles ficam meio preocupados, e avalio que eles têm também um pouco de medo de que elas tomem o lugar deles.  Não é da tradição falar muito, e as mulheres respeitam a tradição. Porém, a voz da mulher indígena é necessária e precisa ser ouvida.”, disse Míriam Terena, ativista da causa indígena e funcionária da Fundação Nacional do Índio (Funai), lembrando que elas também enfrentam muito preconceito fora das aldeias. Continue lendo “Idioma e tradições culturais ainda são obstáculos para mulheres indígenas”

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