Samarco: É sempre bom olhar para ̶t̶o̶d̶o̶s̶ ̶o̶s̶ ̶l̶a̶d̶o̶s̶ o nosso próprio lado

Pela Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale

A campanha milionária da Samarco, exibida em horário nobre nas principais redes de televisão, mascara o crime socioambiental cometido pela empresa em Minas Gerais. Ao não assumir sua responsabilidade e ainda por cima gastar milhões em publicidade para tentar limpar sua imagem, a mineradora controlada pela Vale e pela BHP desrespeita todas as vítimas de suas ações.

Como seria um comercial da Samarco se ela dissesse a verdade sobre seus atos? Continue lendo “Samarco: É sempre bom olhar para ̶t̶o̶d̶o̶s̶ ̶o̶s̶ ̶l̶a̶d̶o̶s̶ o nosso próprio lado”

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Nota da Defensoria Pública do Estado de São Paulo sobre decisão do STF e os mais afetados

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo lamenta profundamente a decisão do Supremo Tribunal Federal que autoriza a prisão de réus condenados ainda em segunda instância judicial, ou seja, antes de se esgotarem todos os recursos possíveis da defesa.

Um dos direitos humanos que cumpre à Defensoria Pública defender é a presunção de inocência, garantido no artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal. Para tanto, sempre se pautou pelo entendimento consolidado pelo STF há mais de 25 anos, segundo o qual a prisão antes do trânsito em julgado de sentença penal condenatória viola a presunção de inocência. Continue lendo “Nota da Defensoria Pública do Estado de São Paulo sobre decisão do STF e os mais afetados”

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Umberto Eco: A morte e a “legião de imbecis” nas redes sociais, por Leonardo Sakamoto

No Blog do Sakamoto

Não, você não é obrigado a conhecer Umberto Eco.

Talvez o único contato direto que tenha tido com uma obra do recém falecido escritor italiano seja aquele filme estranho… como é mesmo o nome?… tinha flor no título, não?… passou um tempo atrás no Corujão… com o cara que fazia o 007… sim! o Sean Connery… e tinha um monte de monge… enfim. Digo contato direto porque sua produção influenciou o pensamento no século 20 e, portanto, a minha e a sua vida indiretamente. Continue lendo “Umberto Eco: A morte e a “legião de imbecis” nas redes sociais, por Leonardo Sakamoto”

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O Supremo sucumbiu ao populismo penal

“… se o STF sucumbe aos impulsos do populismo penal, buscando resguardar a própria legitimidade, a quem caberá a preservação de direitos e da liberdade contra uma sociedade autoritária e ansiosa por mais punição?”

Por Frederico de Almeida, em Justificando

Há dois problemas na decisão do STF que nesta semana admitiu a possibilidade de prisão já após condenação em segunda instância, mesmo que pendentes recursos. O primeiro é de natureza jurídica, formal. O segundo é político, e pode estar por trás do primeiro problema. Continue lendo “O Supremo sucumbiu ao populismo penal”

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Carta do Povo Matis ao presidente da Funai

A carta abaixo foi enviada pelos Matis ao presidente da Funai, João Pedro Gonçalves, com cópia ao procurador da República em Tabatinga. Nela, além de historiar suas relações com os ‘brancos’ desde o primeiro contato, os Matis esclarecem seus motivos no atual conflito com a Fundação. (TP).

*

Senhor Presidente,

Em 1976, contato estabelecido pelo sertanista Rubens, Wellington Figueiredo, Pedro Coelho, Samuel Cruz e demais funcionários. No período de contato os Matis contraíram gripe e retornaram para Rio Branco na maloca tradicional, onde houve tragédia na história dos Matís, a maioria dos corpos não eram sepultados. Apenas 87 pessoas Matis da maloca do igarapé Jacurapa sobreviveram. Primeiro episódio cometido pela FUNAI com os nossos povos, onde perdemos dois terços do nossos povos, onde ainda continua acobertado pela FUNAI e o estado nunca investigou tal descasos, que foi um grande desrespeitos e desumanos com nós Matis. Continue lendo “Carta do Povo Matis ao presidente da Funai”

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Não precisava…

Por Lara Schneider

Ontem, no mercado, conheci um senhor: chapéu de palhinha, negro, rosto comum, pessoa comum, com história não tão comum assim… Enquanto a gente estava na fila, começamos a conversar (e eu achei que iria cair naquela conversa do tempo, do calor… aquelas conversas impessoais com verniz de civilidade). Mas, não.

Ele me falou que estava vendendo a casa dele, e narrou toda a luta que foi a construção dessa casa, que fica em bairro pobre, periférico, que fica junto a um monte de outras casas que misturaram cimento, sonho e suor. Quem acha que casa sai se erguendo sozinha, nunca viu a luta que isso significa… E ele seguiu dizendo do quanto gostava, desde sempre, de colocar a cadeira dele na calçada e tomar a ‘fresca’ até umas onze da noite… e falou do quanto a mulher dele era ‘amigueira’ e de como eram solidários os vizinhos dele. Continue lendo “Não precisava…”

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Quanto vale a cultura? Dos R$ 350 mil de Claudia Leitte a um filme sobre a catástrofe em Mariana

A captação de recursos pela cantora, via Lei Rouanet, reacende debate sobre financiamento cultural; antes de sua distorção existe um sequestro das pautas

Por Alceu Castilho, em seu Blog

De um lado, Claudia Leitte quer biografar Claudia Leitte. Valor pretendido: R$ 356 mil. A verba chegou a ser aprovada pelo Ministério da Cultura, conforme a Lei Rouanet. O ministro Juca Ferreira já avisou que vai barrar a liberação; a própria Claudia disse que desistiu. Mas a notícia sobre o caso reacendeu o debate sobre financiamento da cultura. É razoável uma cantora com visibilidade global se beneficiar, de alguma forma, de recursos públicos polpudos para celebrar seu narcisismo? A sociedade que chiou contra a leitura de poemas por Maria Bethânia – com financiamento similar – apoiará a pretensão da popstar? Continue lendo “Quanto vale a cultura? Dos R$ 350 mil de Claudia Leitte a um filme sobre a catástrofe em Mariana”

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Guarani Kaiowá: PM esteve em aldeia com despejo marcado

Por Cimi Regional MS

Segundo indígenas, a Polícia Militar (PM) esteve nesta sexta, 19, no tekoha Tajasu Iguá, comunidade Guarani Kaiowá ameaçada de despejo. Os indígenas permanecem no local e afirmam que irão resistir à ação policial, prevista para ser realizada na próxima segunda, 22, conforme anunciado pela Polícia Federal (PF).

Também na quinta, a Fundação Nacional do Índio (Funai) recorreu da decisão de primeira instância, por meio de um pedido de suspensão de segurança, para que seja cassada a decisão do juiz da 1a. Vara da Justiça Federal de Dourados (MS). Continue lendo “Guarani Kaiowá: PM esteve em aldeia com despejo marcado”

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O que está acontecendo com os Pataxó no sul da Bahia?

Após violenta operação policial em um de seus territórios, os índios Pataxó preparam-se para ir a Brasília no final deste mês. Ao menos 75 famílias tiveram suas casas destruídas na Terra Indígena Comexatibá no início deste ano

Por Isabel Harari e Tatiane Klein, no ISA

O primeiro mês de 2016 foi marcado por uma violenta operação policial, movida por particulares, no extremo sul da Bahia, que teve como alvo a aldeia Cahy, na Terra Indígena Comexatibá (Cahy-Pequi), no município de Prado. Segundo os Pataxó, às 7h do dia 19/1, viaturas das polícias Militar e Federal, máquinas da prefeitura e uma retroescavadeira invadiram a aldeia Cahy, demolindo moradias de 75 famílias, além do posto de saúde e parte da escola. Muitos sequer tiveram tempo de retirar seus pertences e além da ação nessa aldeia, outros dez mandados de reintegração estavam em vias de serem cumpridos. Continue lendo “O que está acontecendo com os Pataxó no sul da Bahia?”

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Haverá gentrificação: o padrão de deslocamento dos Jogos Olímpicos desde 1988

Por Adam Talbot, no RioOnWatch

Como tem sido relatado neste site, muitos cariocas foram e continuam sendo removidos de suas casas ao longo dos preparativos para os Jogos Olímpicos. Este artigo pergunta se este é um caso especial da cidade do Rio, que é mundialmente famosa como ‘cidade partida’, onde os fabulosamente ricos vivem em estreita proximidade com aqueles em situação de pobreza, ou se é um problema mais sistêmico relacionado aos Jogos Olímpicos e outros megaeventos. Responder a esta pergunta nos obriga a olhar para trás e ver como as outras cidades-sede das Olimpíadas se prepararam para sediar “o maior espetáculo da Terra”. Continue lendo “Haverá gentrificação: o padrão de deslocamento dos Jogos Olímpicos desde 1988”

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