MST repudia o mandado de reintegração de posse da Suzano Papel e Celulose, no ES

Confira nota oficial do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) sobre o mandado de reintegração de posse por parte da empresa Suzano Papel e Celulose, na cidade de Aracruz

Da Página do MST

Na quinta-feira (13), cerca de mil mulheres do MST ocuparam uma área da empresa Suzano, com o objetivo de denunciar o impacto ambiental causado pela monocultura de eucalipto. A liminar para a desocupação saiu no mesmo dia em que a ação foi realizada, e a notificação foi entregue logo na manhã do dia 14. Paralelo às questões judiciais, políticos da extrema-direita ameaçam e provocam as mulheres do MST em frente ao acampamento, e policiais e grupos privados de segurança, acompanhados de cachorros, pressionam e criam clima de insegurança e medo em frente à área ocupada. Continue lendo “MST repudia o mandado de reintegração de posse da Suzano Papel e Celulose, no ES”

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Semana de mobilização Pataxó e Tupinambá: sem demarcação, povos prometem continuar luta nos territórios

Em Brasília (DF), indígenas do sul e extremo sul da Bahia cobraram demarcação de suas terras e derrubada da lei 14.701; sem resposta, povos garantem que avançarão na luta por seus territórios

Por Tiago Miotto, do Cimi

Mobilização, violência e frustração marcaram a semana dos povos Pataxó e Tupinambá. Cerca de 300 indígenas do sul e extremo sul da Bahia estiveram em Brasília (DF), entre os dias 11 e 13 de março, reivindicando a demarcação de seus territórios tradicionais. Os indígenas participaram de audiências, reuniões e realizaram manifestações em defesa de seus direitos. Continue lendo “Semana de mobilização Pataxó e Tupinambá: sem demarcação, povos prometem continuar luta nos territórios”

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“Sentimentos de raiva e frustração nas camadas sociais são capturados por movimentos de direita e extrema-direita, sobretudo os de viés fascista”. Entrevista especial com Hugo Fanton

Território historicamente dominado pela esquerda, a extrema-direita obteve resultados eleitorais expressivos na periferia brasileira em 2024. Segundo o cientista, o campo conservador atua com política grande e com política pequena nas regiões pobres

Por: Elstor Hanzen, em IHU

A entrada da direita e extrema-direita em territórios populares de periferia, em que a esquerda era predominante, deve seguir produzindo reflexos nas próximas eleições, assim como ocorreu no pleito de 2024. Quem faz a constatação e a análise é o professor e cientista social Hugo Fanton, pesquisador do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania da USP. “Hoje as famílias pobres lidam com o alto endividamento e outros mecanismos de expropriação financeira, como as apostas, a precarização do trabalho e o aumento do custo de vida”. Continue lendo ““Sentimentos de raiva e frustração nas camadas sociais são capturados por movimentos de direita e extrema-direita, sobretudo os de viés fascista”. Entrevista especial com Hugo Fanton”

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A Força das Mulheres no Campo: A Luta pela Regularização Fundiária e pelos Direitos das Comunidades da Amazônia Legal

Nossa luta pela terra, pelos direitos e pela dignidade é uma luta pela preservação do nosso futuro e da nossa identidade

Eliane Gentil, Le Monde Diplomatique

A luta das mulheres da Amazônia Legal é uma história de resistência, coragem e liderança diante dos inúmeros desafios que enfrentamos. Vivemos em territórios onde a insegurança fundiária é uma ameaça à nossa terra, à nossa cultura e à nossa dignidade. É nesse cenário de conflitos e disputas por terra que as mulheres, muitas vezes à frente de nossas comunidades, se tornam as maiores defensoras dos nossos territórios e dos nossos direitos. Continue lendo “A Força das Mulheres no Campo: A Luta pela Regularização Fundiária e pelos Direitos das Comunidades da Amazônia Legal”

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‘A lição desse processo é tão relevante quanto a reparação às vítimas’

Advogados destacam confiança na condenação da BHP na Corte Inglesa

Por Mariah Friedrich, Século Diário

“A BHP forçou centenas de milhares de vítimas a viajarem ao redor do mundo para brigarem por justiça. É, sem dúvida, o pior comportamento corporativo já visto de uma empresa no mundo.” A declaração do CEO do Pogust Goodhead, Tom Goodhead, que representa cerca de 620 mil pessoas e 31 municípios atingidos pelo crime socioambiental da Samarco/Vale-BHP, ocorrido em 2015, resume o impacto do julgamento que chegou ao fim nesta quinta-feira (13) na Corte Inglesa. A decisão sobre a responsabilidade da mineradora está nas mãos da juíza Finola O’Farrell, que deve emitir sua sentença ainda no meio deste ano. Continue lendo “‘A lição desse processo é tão relevante quanto a reparação às vítimas’”

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PF, MTE, MPT, IBAMA, Funai e PM combatem garimpo ilegal e identificam trabalhadores em situação análoga à escravidão no Amazonas

Na Funai

A Polícia Federal, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a Polícia Militar Ambiental deflagram, entre os dias 10 e 13 de março, a Operação Xapiri para combater organizações criminosas que atuam no garimpo ilegal, no leito do Rio Madeira, nas proximidades do município de Borba/AM. A ação ocorre a pedido e com articulação da Funai. Continue lendo “PF, MTE, MPT, IBAMA, Funai e PM combatem garimpo ilegal e identificam trabalhadores em situação análoga à escravidão no Amazonas”

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CIDH condena Brasil por violar direitos de quilombolas em Alcântara

Sentença foi divulgada nesta quinta-feira (13) pela Corte

Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil

A Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou o Estado brasileiro por violar direitos humanos de 171 comunidades quilombolas que vivem em Alcântara, no Maranhão. Continue lendo “CIDH condena Brasil por violar direitos de quilombolas em Alcântara”

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A jovem Beka Munduruku usa a comunicação para defender seu povo

Por meio do projeto Vozes da Amazônia, jovens transformam histórias em resistência, amplificando as vozes de seu povo na defesa do território e da cultura indígena

Unicef Brasil

No coração da Amazônia, entre os rios e florestas do território Munduruku, nasce a história de Beka Munduruku, de 22 anos, uma jovem comunicadora e defensora de seu povo. Desde 2014, quando cofundou o coletivo audiovisual Daje Kapap Eypi, Beka se dedica a registrar e amplificar as vozes de sua comunidade. Seu trabalho não apenas documenta a luta contra o desmatamento, a mineração ilegal e a falta de demarcação de terras, mas também preserva a memória dos anciões e lideranças Munduruku. Continue lendo “A jovem Beka Munduruku usa a comunicação para defender seu povo”

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MPF recorre para condenar União e estado do Acre por omissão em investigações da morte de Wilson Pinheiro na ditadura

Líder seringueiro foi assassinado na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Acre, em 1980

MPF/AC

O Ministério Público Federal (MPF) recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília, para condenar a União e o estado do Acre por omissão nas investigações da morte de um líder seringueiro durante o período da ditadura militar. O sindicalista Wilson Pinheiro foi morto na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Acre, na cidade de Brasileia, em 1980. Continue lendo “MPF recorre para condenar União e estado do Acre por omissão em investigações da morte de Wilson Pinheiro na ditadura”

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O último discurso de Marielle Franco: quando a verdade ameaça quem está no poder

Em ocasião do sétimo aniversário da execução de Marielle Franco, publicamos um trecho de “Intersecções letais” em que Patricia Hill Collins discute a atuação política da vereadora e o contexto histórico-social do crime. Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados na noite de 14 de março de 2018. Em 24 de março de 2024, o processo de investigação do crime foi encerrado pelo Ministério da Justiça com a prisão de Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro; Chiquinho Brazão, deputado federal pelo Rio de Janeiro do partido União Brasil; e Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Eles foram apontados nas investigações como mandantes do crime. Além deles, o ex-policial militar Élcio Queiroz, motorista do carro utilizado no crime, e o policial militar reformado Ronnie Lessa, autor dos disparos, foram condenados, em 31 de outubro de 2024, como executores

Por Patricia Hill Collins, no blog da Boitempo

Em 2018, quando Marielle Franco se aproximou da tribuna para fazer seu discurso em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, nem todos os membros da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro quiseram ouvi-la. Como presidente da Comissão para a Defesa das Mulheres, Marielle havia defendido vigorosamente a temática das mulheres nos debates legislativos desde sua eleição, dois anos antes. Ela manifestava preocupações sobre os direitos humanos das mulheres e também das populações empobrecidas, e em grande parte negras, que vivem nas favelas do Rio. Sendo a primeira mulher negra eleita para a Câmara Municipal, ela propôs projetos de lei que representavam os interesses desses grupos – por exemplo, creches noturnas para crianças cujos pais tinham de trabalhar ou estudar durante a noite, uma campanha contra a violência e o assédio às mulheres, sobretudo nas escolas, e mais transparência nos contratos feitos pela prefeitura. Ela estava especialmente preocupada com a potencial corrupção que atingia o sistema de transporte público, bem como com os contratos concedidos a empresas envolvidas na construção de estádios para a Copa do Mundo Fifa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Continue lendo “O último discurso de Marielle Franco: quando a verdade ameaça quem está no poder”

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