Produtivismo neoliberal levou a Academia à miséria criativa – e burocratizou a produção de saberes. Sofrimento, que poderia ser estímulo à reinvenção da vida, é sufocado por gestão química. Poderíamos construir outra ética do cuidado mental?
Por Ricardo Pimentel Méllo*, autor convidado, em Outra Saúde
O conceito de “saúde mental” é usado de modo amplo e abrangente, relacionado a uma ambição idealizada de vida equilibrada, significando em nossa sociedade hedonista, vida alegre e sem sofrimentos. Daí emergirem outros conceitos que lhe dão suporte e vida prática, tais como: “bem-estar emocional”; “autoconhecimento”; “autocuidado”; “autoestima”; “resiliência”; “relacionamentos saudáveis”; “produtividade e motivação no trabalho” e a busca por “prevenção” que aumente a capacidade de lidar com situações de estresse, frustração e tristeza, além de estar sempre disposto a enfrentar desafios. Ou seja, o conceito vai se mantendo em uso, a partir de mudanças em seus arrimos estruturais. Continue lendo “Assim as universidades se entorpecem”










