Algodão transgênico foi plantado em zona proibida de Mato Grosso

  • Durante cinco anos, agricultor desrespeitou medida de biossegurança e avançou sobre área que impedia contaminação de algodão nativo.
  • Em maio deste ano, a Embrapa, dona de patentes de algodão transgênico, atuou e conseguiu derrubar as zonas de exclusão em Mato Grosso.
  • Indígenas temem que liberação do cultivo de algodão transgênico em todo o estado contamine as suas variedades crioulas, usadas na produção de artesanato e para fins medicinais.

A reportagem é de Adriana Amâncio e André Uzêda, publicada por Mongabay, 29-10-2024.

Uma lavoura de algodão transgênico foi plantada em área irregular durante cinco anos no estado de Mato Grosso, desrespeitando abertamente uma medida de biossegurança criada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A Mongabay identificou com exclusividade o cultivo desta semente em Marcelândia – município a 641 km da capital, Cuiabá, e que tem no agronegócio o seu principal modelo econômico. Continue lendo “Algodão transgênico foi plantado em zona proibida de Mato Grosso”

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Starlink: Militares usam internet via satélite de Elon Musk sem teste de segurança da rede

Exército recomendou proteção extra sobre a Starlink e Marinha depende da rede de Musk em navios importantes de sua frota

Por Caio de Freitas | Edição: Ed Wanderley, em Agência Pública

O Exército Brasileiro usa serviços da Starlink sem ter feito estudo ou avaliação técnica sobre a segurança da rede de internet via satélite oferecida pelo bilionário Elon Musk. Ao menos um órgão do governo federal, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), deixou de comprar produtos do grupo por suspeita de falhas de segurança. A suposta vulnerabilidade da rede foi reforçada pelo próprio Exército, que afirmou que irá adotar medidas extras de segurança para o uso futuro da Starlink pelo Comando Militar da Amazônia. Continue lendo “Starlink: Militares usam internet via satélite de Elon Musk sem teste de segurança da rede”

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Saúde da população negra: é hora de avanços

A política que busca enfrentar a desigualdade racial no SUS completa 15 anos, mas ainda há muito o que fazer. Seis capitais brasileiras ainda não implementaram nenhuma medida; bem como 52% dos municípios. Governo é sensível à pauta: oportunidade para expandi-la

Por Diana Anunciação e Ionara Magalhães de Souza*, para a coluna Saúde É Coletiva

Dezoito anos após a aprovação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) em 10 de novembro de 2006 e de seu lançamento no 2º Seminário Nacional de Saúde da População Negra, e, ainda, 15 anos após a sua promulgação por meio da Portaria GM/MS n. 992, de 13 de maio de 2009 – contendo o plano operativo que define protocolos e metas para a sua implementação –, o Brasil ainda precisa avançar muito para garantir a equidade em saúde. Continue lendo “Saúde da população negra: é hora de avanços”

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As epistemologias colaborativas das periferias

WikiFavelas mostra: fervilham iniciativas de produção de conhecimentos e memórias nas quebradas. Resgate dos legados ancestrais é a tônica; assim o “nós por nós” para gerar dados locais e contextualizados. Mas, muitas vezes, Academia e Estado tentam deslegitimar-los

por Palloma Menezes, ​Gustavo Azevedo e Kharine Gil, Thaís Cruz, Hugo Oliveira e Caíque Azael, em Outras Palavras

Há um ano, o governo federal lançava o Mapa das Periferias, iniciativa que pretende reunir e visibilizar ações em diferentes favelas e periferias por todo o país. No início de 2024, o IBGE eliminou o termo aglomerados subnormais do conceito de favelas e comunidades para a produção do Censo e das demais pesquisas feitas pelo Instituto. Há poucas semanas, em São Paulo, foi criado pela Fapesp o Centro de Estudos da Favela (CEFAVELA). Continue lendo “As epistemologias colaborativas das periferias”

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História viva: assim se constroem as “Cracolândias”

Narrativa e mapas da degradação urbana, no centro de SP. Como a omissão do Estado, e mais tarde a especulação imobiliária, abandonaram uma área habitada pelos pobres; para em seguida tentar expulsá-los à força e dar lugar a obras suntuosas ou empreendimentos privados

Por Aluízio Marino, Alec Akasaka Benedusi, Renato Abramowicz Santos, Débora Ungaretti, Raquel Rolnik, no LabCidade

A persistência da cracolândia na região entre os Campos Elíseos, Santa Efigênia e Luz, há mais de três décadas, é resultado de decisões de política urbana, e não da falta delas. Por diversas vezes, ao longo da história recente, esse fragmento da cidade foi alvo de ações policiais e urbanísticas tendo em vista solucionar um processo de “degradação”, cujo sinônimo oculto é o deslocamento das elites e classes médias (suas formas de consumo e habitação) dessa área da cidade durante o processo de urbanização de São Paulo, e o rechaço de formas populares de morar e viver. Continue lendo “História viva: assim se constroem as “Cracolândias””

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Eleições: Por que as esquerdas perderam vereadores

Eleitorado cresceu 5,4%; os votos válidos, 9,6%. Porém, esquerdas perderam cadeiras nas Câmaras. Dois fatores explicam: uso massivo de emendas pelos conservadores e “politização à direita” diante da institucionalização de partidos progressistas

por Andre Luiz de Souza e Jefferson Ferreira do Nascimento, em Outras Palavras

Nos últimos anos, o crescimento eleitoral da direita e extrema direita, especialmente do bolsonarismo, gerou várias hipóteses explicativas. Uma delas, proposta pelo professor Alysson Mascaro, aborda a politização do povo brasileiro pela direita, exigindo uma reflexão crítica sobre as recentes mudanças no cenário político. Mascaro argumenta que, nas últimas décadas, a conscientização política da população foi direcionada por um viés conservador, influenciada por crises econômicas, políticas e pela manipulação midiática, além do uso estratégico das redes sociais. Continue lendo “Eleições: Por que as esquerdas perderam vereadores”

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TI Guyraroká sofre novo ataque por agrotóxicos: “nos chamam de amargoso, resistente ao veneno”, diz Guarani Kaiowá

A chuva tóxica caiu sobre escola; 4ª Câmara do MPF defende em nota técnica regulamentação e analisa brecha para punição internacional

Por Renato Santana, do Cimi

A Terra Indígena (TI) Guyraroká voltou a ser alvo do despejo de agrotóxicos. No início desta semana, os Guarani Kaiowá registraram o momento em que um avião sobrevoa a comunidade para pulverizar o veneno na lavoura de soja sobreposta à TI. A chuva tóxica caiu sobre moradias, escola e área de circulação dos indígenas no tekoha. Continue lendo “TI Guyraroká sofre novo ataque por agrotóxicos: “nos chamam de amargoso, resistente ao veneno”, diz Guarani Kaiowá”

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Indígenas marcham em Brasília e bloqueiam vias contra marco temporal

Rodovias bloqueadas ocorreram em pelo menos cinco estados

Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil 

Cerca de 400 indígenas marcharam, nesta quarta-feira (30), em Brasília, e fizeram bloqueios em rodovias de pelo menos cinco estados. Os atos são contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48, de 2023, que inclui a tese do marco temporal na Constituição do país. Continue lendo “Indígenas marcham em Brasília e bloqueiam vias contra marco temporal”

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MST desenvolve área experimental de produção agroecológica modelo na Venezuela

Colaboração entre o MST e o governo venezuelano tem como objetivo fortalecer a produção agroecológica e a soberania alimentar no país

Por Solange Engelmann, Da Página do MST

Por meio de uma parceria com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, trabalhadoras e trabalhadores Sem Terra da brigada internacionalista do MST na Venezuela desenvolvem o projeto Pátria Grande do Sul, voltado para a produção de alimentos saudáveis em um terreno de mais de 10 mil hectares no estado Bolívar, no sul do país. Continue lendo “MST desenvolve área experimental de produção agroecológica modelo na Venezuela”

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Como o Bixiga se tornou o bunker vermelho no coração de São Paulo

Formado por quilombolas, imigrantes italianos e, depois, trabalhadores nordestinos, um dos mais tradicionais bairros de São Paulo tem se tornado o último reduto da esquerda na cidade. Mas nem sempre foi assim: mesmo com histórico de luta, a região voltou a guinar à esquerda nos últimos anos devido a inúmeras iniciativas culturais, sociais, teatros e livrarias – operando uma transformação radical no território.

Por Hugo Albuquerque e Cauê Seignemartin Ameni*, Jacobin

O Bixiga não existe. É o que você vai ler em boa parte dos relatos sobre ele. Formalmente, este que é o bairro síntese de São Paulo não existe mesmo – ou teria por nome oficial Bela Vista, que é praticamente uma gêmea e antagonista. Mas poucos lugares existem – e resistem – tanto quanto o Bixiga, incrustado no coração de São Paulo, bem no meio do caminho entre o Centro Velho e a Avenida Paulista. Continue lendo “Como o Bixiga se tornou o bunker vermelho no coração de São Paulo”

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