Emílio Ribas: 10 anos à espera de uma reforma

Uma ala do hospital paulista foi fechada, com a promessa de que haveria uma grande ampliação. Uma década depois, nada mudou. Servidores protestam pelo atraso, além do desmantelamento geral de um dos serviços de referência em infectologia no Brasil

por Gabriel Brito, Outra Saúde

Em São Paulo, servidores do Instituto de Infectologia Emílio Ribas prepararam um protesto inusitado: um desaniversário de uma promessa de ampliação do hospital, feita pelo governo do estado em 2014. “Montaram um plano de reforma que consistia em fechar uma das alas do hospital. Operávamos com 192 leitos e, na época, esse número caiu pela metade, em torno de 100. A promessa era que, ao final da obra, chegaríamos a 300 leitos e um hospital totalmente novo, maravilhoso. Mas não passamos da promessa em 10 anos. Por isso fizemos uma manifestação em comemoração a este aniversário, cantando parabéns e bolo”, sintetizou a médica Claudia Mello. Continue lendo “Emílio Ribas: 10 anos à espera de uma reforma”

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A pedido da Funai, Justiça Federal extingue ação contra comunidade indígena Kurupi Santiago Kue

Funai

A 1ª Vara Federal de Naviraí em Mato Grosso do Sul extinguiu ação ajuizada contra a comunidade indígena Kurupi Santiago Kue a pedido da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). O autor da ação havia solicitado a expedição de um mandado de interdito proibitório, um procedimento judicial destinado à proteção preventiva de determinada posse em situação de ameaça. Porém, não apresentou provas. Continue lendo “A pedido da Funai, Justiça Federal extingue ação contra comunidade indígena Kurupi Santiago Kue”

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Brasil: A água sob o domínio do rentismo?

Crise climática é usada por instituições internacionais para tentar capturar o saneamento do país, estimulando privatizações e PPPs. Resultado: o privado abocanha subsídios, entrega péssimos serviços e coloca em risco a soberania nacional. E governos caem na arapuca…

por Helder Gomes e Merci Pereira Fardin, em Outras Palavras

Devemos ficar muito atentos ao movimento de expansão das privatizações e das Parcerias Público-Privadas (PPP) na área do saneamento ambiental. O grande capital e as agências multilaterais de financiamento (Banco Mundial, entre outras) aproveitam muito bem o momento de explicitação da crise climática, bem como da urgência que ela impõe por mudanças nos sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, para difundir programas de reestruturação das cidades, como sinônimo de adequação aos chamados desafios do novo milênio. No entanto, o que está em jogo, de um lado, é a concorrência pelo controle das fontes de água potável pelos grandes conglomerados capitalistas, que disputam as fontes de matérias-primas em nível mundial. Continue lendo “Brasil: A água sob o domínio do rentismo?”

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Nota pública do MST sobre acordo de Mariana-MG

Posição do MST sobre acordo assinado em 25/10/2024 para os direitos coletivos dos atingidos pelo desastre em Mariana

Da Página do MST

O MST destaca a importância do acordo assinado em 25/10/2024 para os direitos coletivos dos atingidos, em especial ao povo Sem Terra, que vive nos 37 assentamentos ao longo da Bacia do Rio Doce. Continue lendo “Nota pública do MST sobre acordo de Mariana-MG”

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Eleições de 2024 trazem vitória do centrão, uma esquerda em reconstrução e o bolsonarismo enfraquecido. Algumas análises

Nas entrevistas a seguir, pensadores refletem sobre como as forças do centrão, da direita e da esquerda emergem deste pleito e de que forma é possível prever as eleições de 2026 a partir deste cenário complexo

Por: André Cardoso e Patricia Fachin, em IHU

As eleições municipais de 2024 terminaram neste último domingo, 27-10, e o cenário que deixam Brasil afora é complexo. Há derrotas e vitórias tanto na extrema-direita quanto na esquerda, com ascensões de políticos jovens em ambos os espectros. Segundo Melilo Dinis, em entrevista concedida por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU, os dois lados não entenderam a cabeça do eleitorado, “que carrega novas pautas e novos hábitos, mas que mantém, como tradição brasileira, um olhar conservador na política em termos de valores, trazendo possibilidades para o que chamo de “centro ampliado”, com grupos fisiológicos que se somam ao universo tradicional da política, independentemente do partido político de plantão. O mundo do trabalho, as classes, as religiões, as organizações e a política exigem um outro olhar”, finaliza. Continue lendo “Eleições de 2024 trazem vitória do centrão, uma esquerda em reconstrução e o bolsonarismo enfraquecido. Algumas análises”

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Em carta, indígenas Avá-Guarani do Tekoha Y’hovy manifestam preocupação por suas vidas

Ruralistas convocaram o movimento regional para manifestação em Guaíra neste sábado (26), em meio a contexto de ataques contra indígenas; povo teme novas agressões

Em carta destinada a diversos órgãos públicos e a organizações indígenas, os Avá-Guarani do Tekoha Y’Hovy, na Terra Indígena (TI) Tekoha Guasu Guavirá, no oeste do Paraná, manifestam preocupação por suas vidas e solicitam proteção da Força Nacional (FN) frente ao risco de novos ataques nos próximos dias. Desde julho, os Avá-Guarani têm vivido sob tensão e sofrido intimidações, ameaças e uma série de violentos ataques. Continue lendo “Em carta, indígenas Avá-Guarani do Tekoha Y’hovy manifestam preocupação por suas vidas”

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Nota do Cimi Regional Mato Grosso: violência cruel contra criança Iny/Karajá é inaceitável e exige investigação e punição

Criança indígena de seis anos teve braço marcado por ferro em brasa na Ilha do Bananal, entre Tocantins e Mato Grosso

Cimi

Desde a chegado dos colonizadores ao Brasil, os povos indígenas que aqui vivem têm sofrido muitos tipos de violência, roubo de seus territórios, perseguições, racismo, massacres. No dia 6 de outubro, a vítima foi uma criança Iny/Karajá de seis anos, que sofreu violência física e simbólica em seu próprio território, na Ilha do Bananal, nas proximidades da aldeia Macaúba, na Terra Indígena (TI) Parque do Araguaia. Ela foi marcada no braço com um ferro usado para marcar gado. A agressão foi praticada por um capataz que aluga pastagens na Ilha, onde deveria ser garantido o usufruto exclusivo dos povos sobre seu território. Continue lendo “Nota do Cimi Regional Mato Grosso: violência cruel contra criança Iny/Karajá é inaceitável e exige investigação e punição”

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Fórum das Águas no Amazonas divulga Carta com alerta para os riscos de colapso dos biomas brasileiros

Mais de 30 organizações da sociedade civil alertam para os impactos devastadores que as políticas antiambientais podem ocasionar aos biomas amazônicos e do Pantanal

Por Lígia Apel, Cimi Regional Norte I

“A Amazônia e o Pantanal, biomas essenciais à vida do Planeta, estão à beira do colapso. As regiões sofrem impactos devastadores sobre a biodiversidade, os serviços ecossistêmicos e as populações humanas, especialmente entre os grupos sociais mais vulneráveis”, afirmam as mais de 30 organizações da sociedade civil que integram o Fórum das Águas no Amazonas em Carta à sociedade e tomadores de decisão, lançada nesse mês de outubro de 2024. Continue lendo “Fórum das Águas no Amazonas divulga Carta com alerta para os riscos de colapso dos biomas brasileiros”

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Os Subterrâneos da Psiquiatria em Sergipe… Por Antonio Samarone

Presa pichando muro contra a ditadura, militares mantêm poetisa internada em hospital psiquiátrico durante nove anos

No Documentos Revelados

Em meados da década de 1970, a Atalaia Nova, na Barra dos Coqueiros, era uma Arembepe de Província, frequentada por hippies, comunistas, artistas, bichos grilos, maconheiros e desocupados. Era a nossa Praia. Sem contar que o aluguel era barato.

Circulava entre os moradores uma lenda, de que antes do golpe de 1964, morou na Ilha, num barraco isolado, um mulher desconhecida, altiva, bem falante, feminista, poeta, jornalista e escritora. Era vista diariamente na tó-tó-tó, indo e vindo de Aracaju. Se falava que era até comunista. Continue lendo “Os Subterrâneos da Psiquiatria em Sergipe… Por Antonio Samarone”

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Israel mata os jornalistas. A mídia ocidental mata a verdade do genocídio em Gaza. Por Jonathan Cook

Os cidadãos ocidentais estão a ser sujeitos a uma campanha de guerra psicológica, onde o genocídio é classificado como “autodefesa” e a oposição a ele como “terrorismo”.

No Middle East Eye

Israel sabia que, se conseguisse impedir que correspondentes estrangeiros reportassem diretamente de Gaza, esses jornalistas acabariam cobrindo os eventos de maneiras muito mais do seu agrado.

Eles cobririam cada relato de uma nova atrocidade israelense – se é que cobririam – com “reivindicações do Hamas” ou “membros da família de Gaza alegam”. Tudo seria apresentado em termos de narrativas conflitantes em vez de fatos testemunhados. O público se sentiria incerto, hesitante, distante. Continue lendo “Israel mata os jornalistas. A mídia ocidental mata a verdade do genocídio em Gaza. Por Jonathan Cook”

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