Ministério dos Povos Indígenas ‘não consegue resolver’ crise Yanomami, diz Kopenawa em Cannes

O xamã Yanomami Davi Kopenawa e o antropólogo francês Bruce Albert estão em Cannes para participar da apresentação do documentário “A Queda no Céu”. O filme integra a prestigiosa mostra paralela Quinzena de Cineastas. O longa, dirigido por Ery Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, sobre a cosmologia Yanomami, é baseado no livro que leva o mesmo nome, escrito por Kopenawa e o antropólogo francês. 

Por Adriana Brandão, em RFI

“A Queda do Céu” foi publicado inicialmente em francês em 2010. A tradução para o português é de 2013. O filme levou sete anos para ficar pronto e foi rodado na Amazônia, no território e na língua Yanomami. Davi Kopenawa, um dos principais porta-vozes dos povos indígenas brasileiros na atualidade, é o narrador, o guia do documentário. O longa é centrado na festa Reahu, o ritual funerário dos Yanomami.   Continue lendo “Ministério dos Povos Indígenas ‘não consegue resolver’ crise Yanomami, diz Kopenawa em Cannes”

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A agonia da seca na Amazônia

Um calor descrito como infernal tomou conta da Aldeia Porto Praia, às margens do rio Amazonas. A cena lembrava a de um deserto de areia escaldante. A seca implacável de 2023 não apenas desidratou os cursos d’água da Amazônia, mas impôs uma adaptação quase impossível para os povos da floresta. Como sobreviver se as panelas recheadas de peixe foram substituídas por sardinha, salsicha e outros produtos industrializados? Como ir e voltar se muitas das embarcações não serviam para mais nada? No município de Tefé, quando o rio secou, foi como se a garganta e o coração secassem e morressem

Por Wérica Lima, em Amazônia Real

Tefé (AM) – O que aconteceu em Tefé e em outros municípios da região Norte no ano passado tem nome e sobrenome: racismo ambiental. Populações mais vulneráveis, incluindo indígenas e ribeirinhos, foram os mais afetados pela grande estiagem que atingiu os rios da bacia amazônica. Da noite para o dia, largas “estradas de água” se transformaram em lamaçais, e, conforme os dias passavam, em areia e pó. Muitos acompanharam esse drama pela TV, mas nem podem imaginar como isso afetou a vida da população local. Continue lendo “A agonia da seca na Amazônia”

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MPF quer solução do Comitê da Bacia Hidrográfica sobre variações intensas na vazão do Rio São Francisco

Câmara técnica tem chance de assumir o protagonismo em controvérsia que causa sérios danos ao meio ambiente em Alagoas e Sergipe

MPF

Na próxima quinta-feira (23), o Ministério Público Federal acompanhará reunião da Câmara Técnica Institucional e Legal (CTIL), do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), em Recife (PE). Na ocasião, os técnicos analisarão a admissibilidade do Procedimento de Resolução de Conflito de Uso dos Recursos Hídricos provocado pelo MPF, em razão das intensas variações na vazão do Rio São Francisco causada pela Hidrelétrica de Xingó, situada entre os estados de Alagoas e Sergipe. Continue lendo “MPF quer solução do Comitê da Bacia Hidrográfica sobre variações intensas na vazão do Rio São Francisco”

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A lenta execução de Julian Assange continua. Por Chris Hedges

O direito de recorrer da decisão de extradição aos EUA não garante que o jornalismo se salve do massacre judicial. Seus algozes não descansarão. Livrá-lo da prisão prolongada e morte em “câmera lenta”, como definiu relator da ONU sobre tortura, é urgente

No Outras Palavras (tradução GGN)

A decisão do Supremo Tribunal de Londres de conceder a Julian Assange o direito de recorrer da ordem de extradição para os Estados Unidos pode revelar-se uma vitória de Pirro. Isso não significa que Julian escapará da extradição. Isso não significa que o tribunal tenha decidido, como deveria, que ele é um jornalista cujo único “crime” foi fornecer ao público provas de crimes de guerra e mentiras do governo dos EUA. Isso não significa que ele será libertado da prisão de alta segurança HMS Belmarsh onde, como Nils Melzer, o Relator Especial da ONU sobre Tortura, depois de visitar Julian lá, disse que estava a ser submetido a uma “execução em câmara lenta”. Continue lendo “A lenta execução de Julian Assange continua. Por Chris Hedges”

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Pequenas mineradoras e pedreiras trazem problemas e preocupação à população no sudoeste da Bahia

Por CPT Sul-Sudoeste, na CPT-BA

A atividade de extração mineral necessita ser repensada. Nos últimos anos acidentes vêm se multiplicando e os impactos socioambientais vêm se revelando irremediáveis. Os desastres criminosos de Mariana e Brumadinho são os dois exemplos mais catastróficos que logo vêm à nossa mente. Continue lendo “Pequenas mineradoras e pedreiras trazem problemas e preocupação à população no sudoeste da Bahia”

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Ozempic e ultraprocessados: o ciclo se fecha

A indústria alimentícia e a de remédios para perda de peso estão cada vez mais interdependentes. Uma vende vício – a outra, a “solução” para a obsessão com a magreza. Os preços altos ainda criam obstáculo aos diabéticos…

Por Sonali Kolhatkar, no CounterPunch

Fabricantes de novos medicamentos para emagrecimento estão ansiosos com a perspectiva de lucro que enxergam no horizonte. Continue lendo “Ozempic e ultraprocessados: o ciclo se fecha”

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O nome do culpado é capitalismo

Marx não foi, evidentemente, um ambientalista avant la lettre. É inútil buscar nele uma presciência milagrosa sobre os desafios ecológicos que enfrentamos hoje. Mas a crítica ao capitalismo, a seu caráter predatório, à violência que ele engendra, cujos mecanismos foram em grande medida desvendados por Marx e pelos pensadores que seguiram seus passos, tudo isso é essencial a qualquer enfrentamento consequente da crise ambiental.

Por Luis Felipe Miguel, Blog da Boitempo

Os gaúchos ainda esperam a água baixar para voltar às suas casas, contam os mortos e avaliam a medida da devastação. Nem por isso os negacionistas do colapso climático se calam. Aferram-se ao fato de que no passado também ocorreram cheias (a de 1941, em Porto Alegre, é sempre evocada) para enquadrar a tragédia como “fatalidade”. Prosseguem na cruzada contra o método científico, usando casos isolados para contestar regularidades e tendências, tal como fizeram durante a pandemia do novo coronavírus. Continue lendo “O nome do culpado é capitalismo”

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O legado de uma década perdida. Por Renato Janine Ribeiro

A esquerda é inteiramente representativa do senso comum de nossa sociedade – tudo de bom que acontece, e tudo de ruim, é só do Presidente

No A Terra é Redonda

1.

Não sou um fã das instituições, quero dizer: não considero que a chave para a democracia esteja nelas. Na verdade, há duas vertentes para se pensar a política moderna – uma é a da ação, outra a da instituição. Desenvolvi este tema em meu livro A sociedade contra o social, de 2000, resumo-o rapidamente aqui. Continue lendo “O legado de uma década perdida. Por Renato Janine Ribeiro”

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Fiocruz divulga nota técnica sobre os impactos imediatos das inundações no RS

Icict/Fiocruz

Pesquisadores do Observatório de Clima e Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) elaboraram uma nota técnica sobre As inundações no Rio Grande do Sul, seus impactos imediatos e suas possíveis consequências sobre a saúde da população. De acordo com o documento, além de atingir mais de 3 mil estabelecimentos de saúde (como hospitais, postos de saúde, farmácias e clínicas particulares) em todo o Rio Grande do Sul, o desastre climático já impactou de alguma forma mais de 2,5 milhões de pessoas e deixou 1,3 milhão de residências em zonas de risco. A nota também destaca a situação das populações mais vulneráveis: 240 favelas, 40 comunidades quilombolas e cinco aldeias indígenas estão em contato direto com as áreas de inundação. O desastre deste ano já é o pior da história do estado: até 13 de maio de 2024 foram contabilizadas 147 mortes, contra 104 mortes em 2023. Continue lendo “Fiocruz divulga nota técnica sobre os impactos imediatos das inundações no RS”

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Nove territórios indígenas, incluindo isolados, são impactados por projeto de hidrelétrica em Rondônia

O projeto da Usina Hidrelétrica (UHE) Tabajara prevê um reservatório de 97 km² em Machadinho d’Oeste

Murilo Pajolla e Leandro Melito, Brasil de Fato e InfoAmazônia

Entre decisões judiciais e denúncias, o projeto da Usina Hidrelétrica (UHE) Tabajara segue de pé. A previsão de um reservatório de 97 km² sobre o rio Machado, em Machadinho d’Oeste, Rondônia, irá afetar, segundo análise exclusiva da InfoAmazonia em parceria com o Brasil de Fato, sete áreas com registros de presença de grupos indígenas isolados. Continue lendo “Nove territórios indígenas, incluindo isolados, são impactados por projeto de hidrelétrica em Rondônia”

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