Silveira defende estudos para exploração de gás por fracking

Método para extrair gás fóssil tem altíssimo impacto ambiental, como já mostraram indígenas Mapuche, da Argentina, que sofrem com o fraturamento hidráulico em seu país.

ClimaInfo

Quando se trata do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, nada é tão ruim que não possa ser piorado. Árduo defensor da exploração de combustíveis fósseis no país, inclusive na foz do Amazonas, “até que o Brasil seja um país desenvolvido”, Silveira também pressiona a Petrobras para que ofereça mais gás fóssil ao mercado. E para aumentar a oferta de energia suja vale tudo, até mesmo técnicas de grande impacto ambiental e social. Continue lendo “Silveira defende estudos para exploração de gás por fracking”

Ler maisSilveira defende estudos para exploração de gás por fracking

Gaza: seis meses de horror

Um Estado que faz da barbárie sua lei. A fome como estratégia de guerra e o trabalho humanitário sob ameaça. Uma superpotência cúmplice e isolada. Direito internacional em xeque. A catástrofe de um povo chama o mundo a refletir e agir

por Glauco Faria, em Outras Palavras

Seis meses após o início da ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza, o cessar-fogo imediato determinado pela Resolução 2728 do Conselho de Segurança da ONU ainda está longe de se tornar realidade. Ainda que os ataques aos trabalhadores da World Central Kitchen (WKC) tenham feito os Estados Unidos elevarem o tom de seu discurso e Israel anunciar algumas medidas para permitir mais acesso da ajuda humanitária, nada indica que os ataques devam parar. Continue lendo “Gaza: seis meses de horror”

Ler maisGaza: seis meses de horror

Como a mineração é estimulada a devastar

Setor esbanja benesses fiscais, com base em leis defasadas. Segundo o Inesc, cinco empresas deixaram de pagar R$ 22 bi em 2023; no Pará, renúncias reduzem alíquotas de imposto para apenas 8%, com baixíssimas contrapartidas

Por Pablo Pires Fernandes, no Observatório da Mineração

“A estrutura de incentivos na área da Amazônia é absurdamente anacrônica desde sua origem”, afirma Alessandra Cardoso, analista do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc). A crítica ganha relevância à medida que a Amazônia se torna centro de um debate mundial sobre a preservação ambiental. Mais ainda diante dos desafios enfrentados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de suas promessas de enfrentar os problemas dessa região e equacionar um desenvolvimento compatível com a agenda ambiental. Continue lendo “Como a mineração é estimulada a devastar”

Ler maisComo a mineração é estimulada a devastar

Assim o neoliberalismo capturou a família

Nos anos 60, o sistema saiu em defesa desta instituição: desmontar o Estado, exigia que ela assumisse o ônus do bem-estar social e de dívidas individuais, transmitidas entre gerações. Movimentos, hoje, a contestam: seria frente de luta anticapitalista?

Melinda Cooper em entrevista a Nuria Alabao, no CTXT | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

Os valores da família: entre o neoliberalismo e o novo social-conservadorismo, de Melinda Cooper (Sydney, 52 anos), é uma obra fundamental para entender por que o neoliberalismo defende a instituição familiar. Cooper é professora de sociologia na Universidade Nacional Australiana em Camberra e, atualmente, pesquisa políticas neoliberais e finanças públicas. Esta entrevista é um resumo da recente apresentação de seu livro em Madrid. Continue lendo “Assim o neoliberalismo capturou a família”

Ler maisAssim o neoliberalismo capturou a família

Fascismo e democracia: o verme na maçã. Artigo de Eva Illouz

IHU

“Se quisermos entender por que motivo alguns quadros podem chegar a distorcer nossa percepção do mundo social, por que motivo somos incapazes de nomear corretamente um mal-estar real, devemos levar o pensamento de Adorno a novos patamares e captar mais firmemente do que ele a interconexão do pensamento social com as emoções”, escreve Eva Illouz, diretora de estudos na Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais (EHESS) em Paris e professora de sociologia na Universidade Hebraica de Jerusalém, em artigo publicado em Nueva Sociedad, em abril de 2024. Continue lendo “Fascismo e democracia: o verme na maçã. Artigo de Eva Illouz”

Ler maisFascismo e democracia: o verme na maçã. Artigo de Eva Illouz

DENÚNCIA: Vivendo em território há mais de um século, comunidade tradicional sofre despejo em Porto Velho (RO)

Com informações de Josep Iborra Plans (CPT Regional Rondônia)

Cerca de 50 famílias moradoras da Comunidade Vila São João II, localizada na BR-319 em Porto Velho (RO), procuraram a CPT Regional Rondônia por estarem sendo despejadas de suas terras. A violência aconteceu, mesmo apesar que a maioria da comunidade ser nascida e criada no local, uma propriedade titulada e registrada pelo avô deles. Continue lendo “DENÚNCIA: Vivendo em território há mais de um século, comunidade tradicional sofre despejo em Porto Velho (RO)”

Ler maisDENÚNCIA: Vivendo em território há mais de um século, comunidade tradicional sofre despejo em Porto Velho (RO)

Brasil não cumpre decisões da Corte Interamericana sobre polícia e Forças Armadas

Tribunal internacional condenou novamente o país por crimes cometidos por policiais militares

Por Matheus Santino, Rafael Oliveira | Edição: Bruno Fonseca, em Agência Pública

Em 14 de março deste ano, o Brasil foi notificado da sentença de dois casos julgados pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (IDH). Em um deles, do início dos anos 2000, um trabalhador rural sem terra foi assassinado e uma centena foi agredida enquanto se dirigia a uma marcha pela reforma agrária em Curitiba (PR). No outro, na mesma época, 12 homens que seriam membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) receberam informações falsas de infiltrados e acabaram assassinados sumariamente em um pedágio em Itu (SP), em uma emboscada. Em comum nos dois casos, estão os atores responsáveis pelas principais violações de direitos humanos no país julgadas pelo tribunal internacional: membros da Polícia Militar (PM). Continue lendo “Brasil não cumpre decisões da Corte Interamericana sobre polícia e Forças Armadas”

Ler maisBrasil não cumpre decisões da Corte Interamericana sobre polícia e Forças Armadas

O que a ciência brasileira perdeu com a repressão durante a ditadura?

Durante duas décadas, cientistas brasileiros viveram entre a repressão e a adesão

Por Sérgio Barbo, Agência Pública

“Se é verdade que não há fronteiras para a ciência, também é exato que há fronteiras para os cientistas.” A declaração, feita em de 24 de abril de 1964, poucos dias após o golpe militar, pelo ministro da Saúde Raymundo de Moura Britto ao jornal Correio da Manhã, disfarçava uma ameaça àqueles cientistas tidos como “subversivos” e demonstrava que medidas autoritárias ditariam as regras para a ciência no regime de exceção. Continue lendo “O que a ciência brasileira perdeu com a repressão durante a ditadura?”

Ler maisO que a ciência brasileira perdeu com a repressão durante a ditadura?

MPF ajuíza ação para que União e Funai concluam demarcação de território indígena do povo Tapuia, no Rio Grande do Norte

Processo está parado há mais de uma década, mesmo após os indígenas do Tapará se manifestarem publicamente a favor da demarcação

Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública para que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) finalizem o processo de demarcação de terras indígenas reivindicadas pelo povo Tapuia, no Rio Grande do Norte. A reserva indígena Lagoa do Tapará está localizada entre os municípios de Macaíba e São Gonçalo do Amarante. Conforme informações fornecidas pela Funai, os indígenas do Tapará se manifestaram publicamente pela demarcação de seu território em 2013. Apesar disso, mais de uma década depois o processo permanece parado. Continue lendo “MPF ajuíza ação para que União e Funai concluam demarcação de território indígena do povo Tapuia, no Rio Grande do Norte”

Ler maisMPF ajuíza ação para que União e Funai concluam demarcação de território indígena do povo Tapuia, no Rio Grande do Norte

Incra e União devem concluir relatório de identificação da comunidade quilombola Alagamar em Sergipe

Tribunal manteve sentença que determinou a conclusão e reconheceu omissão do Incra e da União

Ministério Público Federal

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) manteve a determinação para que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a União concluam o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) da comunidade quilombola Alagamar, em Pirambu (SE). A decisão, que segue parecer do Ministério Público Federal (MPF) em ação civil pública movida pelo próprio MPF, reconheceu a omissão do Incra e da União e a falta de razoabilidade e eficiência na condução do processo de regularização fundiária, que já dura 12 anos. Continue lendo “Incra e União devem concluir relatório de identificação da comunidade quilombola Alagamar em Sergipe”

Ler maisIncra e União devem concluir relatório de identificação da comunidade quilombola Alagamar em Sergipe