Em Rondônia, povos do campo e da cidade se manifestam sobre risco de alagamentos por conta de hidrelétricas

Em Moção de Repúdio produzida durante Assembleia de escuta do Sínodo Para a Amazônia, em Porto Velho (RO), povos do campo e da cidade se manifestam sobre a ameaça de novos alagamentos na região de Velha Mutun e Jacy-Paraná em decorrência do aumento do nível de água dos lagos das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. Confira:

CPT

Moção de Repúdio: Assembleia territorial de escuta do Sínodo da Amazônia

Nós, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, sem-terra, pequenos agricultores, atingidos por barragens, religiosos e religiosas, agentes de pastorais, com presença do Arcebispo de Porto Velho, Dom Roque Paloschi, reunidos nos dias 30 de novembro, 01 e 02 de dezembro de 2018, no Centro Arquidiocesano de Pastoral (CAPS), localizado em Porto Velho, Rondônia, na Assembleia de escuta do Sínodo Para a Amazônia, vindos dos municípios de: Costa Marques, Vilhena, Ariquemes, São Francisco do Guaporé, Cacoal, Candeias do Jamari, Ji-Paraná, Alto Paraíso, Colorado do Oeste, Cerejeiras, Alta Floresta, Pimenteiras do Oeste, além dos participantes de Porto Velho com representantes também dos Distritos de Calama, São Carlos e Jacy-Paraná e do Sul do Amazonas, Humaitá, tornamos público a Moção de Repúdio à ameaça de alagamento de trechos da BR-364 entre Velha Mutun e Jacy-Paraná, causada pela elevação do nível dos lagos de Jirau e Santo Antônio. (mais…)

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Lutar e resistir: o drama das famílias atingidas por barragens com o anúncio de reintegração de posse

No município de Filadélfia, no Tocantins, 31 famílias da comunidade Barra do Grotão, atingidas pela Usina Hidrelétrica do Estreito, resistem a um novo conflito: uma reintegração de posse do território onde vivem há cerca de seis anos. Na imagem ao lado, as plantações dos/as integrantes da comunidade.

por MAB-TO / CPT

O município de  Filadélfia está a 512 km de Palmas, capital do Tocantins, com população estimada 8.937 (Dados estimados do Censo – 2010/2018). E Filadélfia faz parte dos doze municípios atingidos pela construção da Usina Hidrelétrica (UHE) do Estreito, no Maranhão – o responsável pela operação da Usina, o Consórcio Energético do Estreito (CESTE), está localizado no Rio Tocantins, na divisa dos estados do Maranhão e Tocantins. (mais…)

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Trabalhadores do campo se formam em Serviço Social pela Universidade Estadual do Ceará

O curso, que começou em 2013, é fruto de uma articulação feita entre movimentos populares organizados na Via Campesina

Por Gene Santos, na Página do MST

Nesta quinta-feira (29), 49 militantes do MST, do Movimento dos Atingidos Por Barragens (MAB), do Movimento Quilombola e do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), reuniram-se no auditório central da Universidade Estadual do Ceará (UECE), para a formatura do curso de serviço social da terra. (mais…)

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Em meio a irregularidades, sentença de acusados de matar Berta Cáceres deve sair hoje

Movimentos denunciam envolvimento de poderes econômicos e políticos no assassinato de líder indígena hondurenha

Zoe PC*, Peoples Dispatch, no Brasil de Fato

Mais de dois anos e meio depois do assassinato da ativista e liderança indígena Berta Cáceres e a tentativa de assassinato de Gustavo Castro, a justiça de Honduras deve anunciar hoje o resultado do julgamento de oito pessoas acusadas de envolvimento no crime. (mais…)

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Continua a luta dos/as atingidos/as pela UHE Baixo Iguaçu

Na manhã desta terça-feira (27/11), em reunião da Comissão de Mediação de Conflitos Fundiários no Centro Cívico em Curitiba-PR, atingidos e atingidas entregam pauta de reivindicações de direitos que estão sendo negados e violados na construção da UHE Baixo Iguaçu.

No MAB

Desde o início da construção da UHE Baixo Iguaçu, há mais de 5 anos, o consórcio formado pela empresa Neoenergia (70%) e Copel (30%) procura negar e violar direitos dos atingidos. Optam pela judicialização, truculência, coação e ameaças ao invés de buscarem espaços de negociação, mediação e dialogo com os atingidos. (mais…)

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Encontro reúne atingidas e atingidos no México

Aconteceu entre os dias 15 e 18 de novembro, em Salsipuedes, na região de Guerrero, Município de Acapulco no México, o XIII Encontro Nacional do Movimento Mexicano de Atingidos por Barragens e em defesa dos rios (MAPDER), que está fazendo 15 anos de existência e luta no país.

No MAB

Na carta final do Encontro, que reuniu mais de 130 atingidas e atingidos, o MAPDER analisa a conjuntura atual no México, que define como de “grande efervescência e mudança política”. Daqui a 15 dias assumirá um novo governo, liderado pelo progressista Andrés Manuel López Obrador: “Existe uma esperança de mudança nos 32 milhões de mexicanos que rejeitaram o regime que imperou por mais de 80 anos de imposição, autoritarismo, corrupção e impunidade, e com a ascensão da direita na América Latina entendemos a importância de um novo governo progressista no continente. Mas para os movimentos que fazemos oposição ao extrativismo depredador e o modelo energético atual, no nosso país isso não significa uma mudança em favor das nossas demandas. Temos claro que só a organização e articulação de movimentos populares poderá fazer valer a determinação dos povos nos seus territórios”. (mais…)

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Fundação Renova tenta subornar prefeitos de cidades atingidas a desistirem de ações judiciais contra Samarco/Vale/BHP

por Maurício Angelo, em Miniver

Prevendo a derrota certa e a condenação na ação movida na corte inglesa pelo escritório SPG Law, a Renova tenta intimidar e subornar prefeitos das 39 cidades atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, que segue impune no Brasil três anos após o crime. Ciente da conivência e da lentidão da justiça brasileira e ciente também de que na Inglaterra as coisas tendem a ser diferentes, documentos revelados pelo Estado de Minas e pela Agência Brasil mostram que a Renova emitiu um termo de transação, quitação e exoneração de responsabilidade, que condiciona a liberação de R$ 53.3 milhões à extinção e abandono de ações na Justiça nacional e internacional contra a própria Renova, a Samarco e suas operadoras, as mineradoras Vale e BHP Billiton, com efeito sobretudo sobre processos movidos no exterior. (mais…)

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MPF garante na Justiça suspensão do licenciamento da Usina Hidrelétrica Sacre 14 no Rio Juruena

Conforme pedidos liminares na ação civil pública, não houve participação dos indígenas que seriam afetados pelo empreendimento

Procuradoria da República em Mato Grosso

O Ministério Público Federal em Juína (MT) garantiu, mediante decisão liminar concedida pela Justiça Federal, a suspensão do procedimento de licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica (UHE) Sacre 14, até que seja demonstrada a efetiva realização do procedimento de consulta livre, prévia e informada às populações indígenas situadas na sua área de influência direta e indireta. Na consulta, deverão ser abordadas eventuais medidas mitigadoras de possíveis impactos ao meio ambiente e aos indígenas decorrentes do empreendimento. (mais…)

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Um caminho sem retorno: o trauma de Belo Monte

“E agora estamos vivendo um outro e mais assombroso momento, com a entrada em cena de Jair Bolsonaro. A situação que se anuncia é muito mais dolorosa e desastrosa. Estamos diante de um risco ainda mais aniquilador: da entrega da Amazônia”, escreve Faustino Teixeira, teólogo, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora – MG

IHU On-Line

No seu belo livro, Estar vivo, o antropólogo Tim Ingold define de forma extraordinária o que entende por atenção. Ele diz: “Estar atento significa estar vivo para o mundo” [1]. É ao longo da vida que vamos tecendo nossas trilhas e delineando o mundo vital. Para isso, o que há de mais fundamental são nossas relações. Elas também compõem o ritmo e a alegria da nossa vida. Nesse itinerário de construção identitária, o habitar encontra um lugar decisivo. Para Tim Ingold, habitar é um verbo intransitivo, algo que “concerne à maneira como os habitantes, isolados e em conjunto, produzem as suas próprias vidas” [2]. Na visão desse antropólogo, com base em Heidegger, o habitar é o modo como os seres ganham inserção no mundo. Só na medida em que somos capazes de habitar é que podemos construir. Antes de pensar em qualquer empreendimento de construção é necessário verificar as condições que favoreçam verdadeiramente o habitar. (mais…)

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