Sem abastecimento, indígenas do Oeste do Paraná são obrigados a beber água de córrego

Riacho cruza terras de fazendeiro e, por isso, comunidade tem medo de intoxicação por agrotóxicos

Isadora Stentzler, Brasil de Fato

Indígenas da aldeia Tajy Poty, de Terra Roxa, no Oeste do Paraná, estão há pelo menos uma semana sem água potável. A comunidade tem bebido água do Córrego Tapera, que desce pelas terras de um fazendeiro que cultiva milho e soja ao lado da aldeia.

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Estimuladas por Bolsonaro, 97 áreas indígenas foram invadidas em 2020

A Comissão Pastoral da Terra registrou 178 invasões, bem mais que as 9 de 2019. Foram invadidas também 21 áreas quilombolas e 19 de famílias posseiras

Por Redação RBA

Dados preliminares da Comissão Pastoral da Terra (CPT) indicam a invasão de 97 áreas indígenas em 2020 pelo setor privado. Com o apoio do governo de Jair Bolsonaro, 21 áreas quilombolas e 19 ocupadas por posseiros também foram invadidas. Ao todo foram registradas 178 invasões, com uso de violência, contra 55.821 famílias.

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Justiça determina que União providencie a perfuração de poços artesianos em área de retomada indígena no município de Miranda (MS)

Grupo de indígenas da etnia terena convive com o desabastecimento de água potável desde 2011

Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul

A 2ª Vara Federal em Campo Grande (MS) deferiu pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF), em tutela de urgência, e determinou que a União providencie, no prazo de 100 dias, o início das obras de perfuração e construção de poços artesianos na área em que se encontra instalada a comunidade indígena Ka’ikoe, na retomada Charqueada do Agachi, localizada no município de Miranda (MS). A União deverá promover ainda a instalação de uma rede de distribuição de água de maneira a possibilitar o abastecimento da referida comunidade, em quantidade suficiente para o fornecimento médio de 50 a 100 litros/dia, por morador.

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Água vendida como petróleo na Bolsa de NY: para o capitalismo, tudo deve ser privatizado

O futuro que a humanidade lá encontrará, entretanto, ninguém sabe qual é, mas o capitalismo tem certeza que nele tudo estará privatizado

Por Roberto Malvezzi (Gogó), Diálogos do Sul

Nada de novo sob o sol, o capitalismo tudo transforma em mercadoria, cuja mercadoria mais vil é o ser humano (Marx em algum lugar dos Manuscritos). Um dia chegaria também na água, como chegou na terra, na biodiversidade, na cultura, nas religiões, nas pessoas humanas, inclusive nos órgãos humanos. A notícia é que a água começou a ser cotizada como uma comoditie no mercado futuro de Wall Street, cujo preço flutuará “como fazem o petróleo, o outro e o trigo, tendo como base o índice Nasdaq Veles California Water (NQH2O) informou hoje CME Group” (El País).

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Extrativismo é violência contra a mulher

Lideranças femininas da Argentina, Brasil, Colômbia e Peru gravam série de vídeos para mostrar sua luta contra os impactos do extrativismo em seus corpos e territórios

Por Água para os povos

O extrativismo irrompeu como um terremoto nos territórios de comunidades ancestrais na Argentina, Brasil, Colômbia e Peru. A expansão das diferentes atividades extrativistas destruiu o equilíbrio desses territórios, enfraqueceu suas culturas, destruiu o meio ambiente e pisoteou seus direitos. Em meio a isso, surgiu uma resistência dentro das comunidades que lutam pela defesa de seus territórios. As mulheres, que foram afetadas por estes impactos de maneira mais acentuada, foram chamadas em muitas ocasiões a liderar esta luta.

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Comunidades maranhenses Piquiá de Baixo e Santa Rosa dos Pretos fazem apelo à Nações Unidas para garantir o direito de acesso à água

Por Justiça nos Trilhos

Em setembro de 2020, comunidades da América Latina que participam da campanha internacional Água para os povos enviaram petição online à representantes da Organização das Nações Unidas (ONU). Encabeçando a campanha no Brasil estão as comunidades maranhenses Piquiá de Baixo (Açailândia) e Quilombo Santa Rosa dos Pretos (Itapecuru-mirim) que sofrem os impactos negativos do setor de mineração e siderurgia, representado na região, sobretudo, pela atuação da empresa transnacional Vale S.A. Este mês de novembro, as duas comunidades lançaram nas redes sociais da campanha dois vídeos com a hashtag #TeHablamosONU apelando à Organização para que atenda às solicitações enviadas na petição. 

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Comunidades de 5 municípios trancam a Transamazônica por liberação de água no Xingu

Na CPT

Em protesto contra vazão ineficiente para que ocorra a piracema – período em que os peixes migram para a cabeceira dos rios para se reproduzirem – 150 pessoas impediram o fluxo de automóveis no km 27 da BR-230. Nível do rio é controlado pela barragem da hidrelétrica de Belo Monte. Escassez de água, além de impedir a piracema, dificulta navegação no Rio Xingu e produção de alimentos pelas comunidades locais.

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