Lideranças apresentam projeto político pedagógico para licenciatura indígena no estado de São Paulo

Proposta foi elaborada por professores de diferentes povos, com consulta a especialistas e apoio do MPF

Procuradoria da República no Estado de S. Paulo

Lideranças indígenas estiveram na última sexta-feira (8) na sede do Ministério Público Federal, na capital paulista, para apresentar o projeto político pedagógico para licenciatura intercultural indígena no estado de São Paulo. O documento foi construído por professores e lideranças indígenas em parceria com docentes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), os quais, desde junho do ano passado, compõem o grupo de trabalho “Por uma licenciatura indígena no estado de São Paulo”. A demanda por essa licenciatura veio do Fórum de Articulação dos Professores Indígenas do Estado de São Paulo (Fapisp) em parceria com o Comitê Interaldeias, entidade que representa comunidades indígenas da Grande São Paulo e Litoral, e foi acolhida como um curso de extensão pela Unifesp.

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Manhã foi marcada por atos de rua em defesa da Previdência e da Educação pelo país

Manifestações ocorrem em pelo menos 150 municípios de todas as regiões durante esta terça-feira (13)

Do Brasil de Fato / MST

Nesta terça-feira (13) pela manhã, atos em todas as regiões do país marcaram mais uma jornada de luta pela Educação pública de qualidade e contra a reforma da Previdência, a principal meta da política neoliberal do ministro Paulo Guedes (Fazenda), aprovada pela Câmara Federal e tramitando no Senado. 

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Discurso e mídia na Amazônia: uma escola sem aula. Por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

“Há, portanto, toda uma geografia ( e uma cronologia) cultural da verdade”. (Foucault citado por Rosário Gregolin em “Mídia, Poder e Resistência”).

No Rio, um professor guarani confessa que na escola de sua aldeia ele faz o maior esforço para não dar aulas. Em Roraima, a funcionária da Secretaria de Educação censura um docente makuxi por se ausentar da sala no horário de trabalho. No Amazonas, um educador waimiri-atroari interrompe a alfabetização de seus alunos para sair correndo com a turma atrás de uma paca. Afinal, que escola indígena é essa? Esses e outros fatos foram relatados na mesa redonda “Memória e Educação Escolar Indígena: Diálogos Interculturais” no “IV Colóquio Internacional Discurso e Mídia na Amazônia: interculturalidade e resistência” (DCIMA) realizado em Marabá (PA) de 7 a 9 de agosto.

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Escolas na mira das corporações da internet

Diversas secretarias de educação fecharam parcerias com Google e Facebook. Com ações suspeitas — como usar estudantes para divulgar ferramentas — educação brasileira é usada para captura de dados e propaganda gratuita

por Fabiana Oliveira, em Outras Palavras

“Crie rimas sobre as ferramentas do Google for Education e torne-se um Rap-baixador no Brasil”. É com esta chamada que o Google se dirige a professores, sugerindo que eles incentivem seus alunos a fazer rimas sobre as ferramentas do Google for Education e também que gravem suas manifestações. A proposta, entretanto, não explicita como e nem para quê os vídeos serão utilizados. Segundo especialistas, a falta de transparência e a ausência de informações detalhadas é exemplar do grau de liberdade com que as empresas de tecnologia têm atuado nas escolas brasileiras. No horizonte da empresa estaria a coleta de dados dos usuários norteada pelo capitalismo de vigilância.

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Carta de Ipegue: Documento Final da 13º Assembleia Terena

“ […] antigamente, quando puxarará falava, tínhamos que ficar quietinhos, pois quem retruca o trovão? Mas hoje não! Puxarará falou, nós respondemos a altura, seja no Congresso Nacional, no Judiciário e na instância do Executivo”.

O Conselho do Povo Terena, organização tradicional base da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), reunido na aldeia Ipegue, por ocasião da 13º Hanaiti Hó`únevo Têrenoe, entre os dias 08 a 11 de maio de 2019, juntamente com representantes dos povos Guarani Kaiowá, Kadiwéu, Kinikinau, Guató, Guajajara, Xukuru, Kaigang e Xakriabá, vem expressar o compromisso de luta pelo bem viver da humanidade e oferecer a sociedade envolvente a oportunidade de construirmos juntos, um mundo baseado no respeito aos modos de vida de cada um e à Mãe Terra. Nos últimos anos, nós lideranças indígenas temos feito o enfrentamento necessário para defender as nossas vidas e o direito de viver em nossos territórios tradicionais, de acordo com nossas cosmovisões e modo próprio de ver e entender o mundo.

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Em Brasília, povos indígenas exigem justiça contra violações de seus direitos constitucionais

Por Mobilização Nacional Indígena

Vindos das cinco regiões do Brasil, milhares de indígenas iluminaram a Praça dos Três Poderes com a palavra “Justiça” após marcharem nesta noite pela Esplanada dos Ministérios para reivindicar seus direitos constitucionais e denunciar a explosão de violência em seus territórios. Eles estão em Brasília reunidos para o Acampamento Terra Livre (ATL).

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Avanços para a Pedagogia de Alternância são debatidos na CDHM

Está pronto para ir para votação no plenário do Senado o projeto de lei que propõe mudar a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, de diretrizes e bases da educação nacional. A ideia é reconhecer a Pedagogia de Alternância como possibilidade oficial de ensino nas escolas do campo. Com esse reconhecimento, poderiam ser garantidos recursos para as escolas que hoje utilizam esse método, nos orçamentos da União, governos estaduais e municipais.

Por Pedro Calvi*, CDHM 

Na tarde desta terça-feira (9), representantes da União Nacional das Escolas Familiares Agrícolas, dos estados do Rio Grande do Sul, Bahia, Minas Gerais, Goiás e Espírito Santo estiveram com o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Helder Salomão (PT/ES) que é o autor do projeto de lei. Eles buscaram informações sobre a tramitação do projeto e trouxeram apoio à iniciativa.  

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A história de João Victor Teodoro, que via FIES cursa Relações Internacionais para entender e ajudar o mundo

João Victor Teodoro, morador do Pavão-Pavãozinho, tem trabalhado ativamente em sua comunidade, para tornar o mundo um pouco melhor. Através do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) ele ingressou no Curso de Relações Internacionais na Faculdade Estácio, o que veio a ampliar cada vez mais seu horizonte de ação. Conheça neste perfil um pouco da história de João Victor

por Mareen Butter, em RioOnWatch

O jovem de 26 anos nasceu no Pavão-Pavãozinho, na Zona Sul do Rio, mas aos dois anos sua família se mudou para Botafogo, bairro de classe média. Filho de líder comunitário, João decidiu voltar a morar no morro aos 20 anos, quando saiu de casa devido a conflitos com familiares. O pai de João já havia falecido, mas ainda era muito querido no Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, por ter tentando unir a favela durante seus anos na frente da Associação de Moradores.

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Defensoria Pública obtém liminar para implementação de educação diferenciada na comunidade quilombola de Bombas, no Vale do Ribeira

Na DPESP

A Defensoria Pública de SP obteve uma decisão liminar favorável a uma ação civil pública em face do Estado de São Paulo, em favor da comunidade quilombola de Bombas, no município de Iporanga (a 360 km da Capital), localizado no Vale do Ribeira, com o objetivo de que o poder público preste serviço educacional gratuito e diferenciado, na própria comunidade. (mais…)

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