Massacre de camponeses no Pará é o terceiro na Amazônia em 12 dias

Caso na região de Altamira soma-se a outros crimes ocorridos em regiões de expansão da fronteira agrícola amazônica, projeto defendido pelo governo Bolsonaro; os outros dois ocorreram no Pará e no Amazonas

Por Julia Dolce, em De Olho nos Ruralistas

Um tiroteio em um acampamento de agricultores no Pará, ocorrido na quarta-feira, elevou para onze o número de vítimas de conflitos no campo em 2019. O assassinato de um camponês ainda não identificado ocorreu nas proximidades da Vila de Mocotó, entre os municípios de Altamira, Anapu e Senador José Porfírio, durante um despejo sem ordem judicial. A ação deixou três camponeses feridos e provocou a morte de um sargento da Polícia Militar, Valdenilson Rodrigues da Silva. O massacre foi o terceiro do tipo em menos de duas semanas.

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México: 50 anos depois de 1968 e a tarefa de não esquecer os herdeiros perpetradores da repressão. Entrevista especial com Larissa Jacheta Riberti

por Wagner Fernandes de Azevedo, em IHU On-Line

A próxima eleição presidencial mexicana, marcada para 3 de junho deste ano, coincide com os 50 anos do Massacre de Tlatelolco, que ocorreu em 2 de outubro de 1968, considerado “a expressão máxima de um Estado autoritário, da prática repressiva em nome da hegemonia priista” e “um dos episódios mais tristes da história mexicana”, diz a historiadora Larissa Jacheta Riberti à IHU On-Line. Segundo ela, no atual contexto eleitoral, em que o Partido Revolucionário Institucional – PRI do atual presidente Enrique Peña Nieto voltou ao poder em 2012, depois de ter governado o país entre 1929 e os anos 2000, “ativar a memória sobre o Movimento Estudantil de 1968 é uma ação importante para que possamos promover debates sobre o que representou a mobilização daquele momento e suas críticas a um modelo político e partidário que, já naquela época, encontrava-se esgotado”. (mais…)

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17 de abril: o que inspira o massacre de Carajás a novos projetos de lei, por Jacques Távora Alfonsin

No Sul21

No dia 17 de abril de 1996 foram assassinados 19 agricultores sem terra, pela força pública do Pará, em Eldorado do Carajás. Repetia-se mais um dos muitos conflitos por terra e pelo atraso na implementação da reforma agrária que a nossa história registra.  A violência da repressão policial a esse contingente de povo com direito de acesso a terra foi de tal ordem que repercutiu no mundo todo, ao ponto de a data passar a ser lembrada como dia internacional da luta campesina, uma espécie de “1º de maio do campo.” (mais…)

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O agro é pop, mas também mata, por Leonardo Sakamoto

no blog do Sakamoto

O ano de 2017 foi o mais violento no campo desde 2003. De acordo com o levantamento anual da Comissão Pastoral da Terra (CPT), divulgado nesta segunda (16), 70 assassinatos em conflitos foram registrados.

Antes que algum semovente grite que isso não é nada comparado à outra tragédia (os 6.731 óbitos de forma violenta no Estado do Rio de Janeiro, em 2017), vale considerar que Altamira (PA), base para a construção da hidrelétrica de Belo Monte e de um sem-número de violações aos direitos de trabalhadores e povos do campo, apresentava 107 mortes para cada 100 mil habitantes segundo o Atlas da Violência 2017,  do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A taxa no Rio, no ano passado, foi de 40 mortos para cada 100 mil habitantes. (mais…)

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Em Maceió, Sem Terra realizam ato ecumênico em memória aos 22 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás

O ato deve reunir milhares de pessoas na Praça Deodoro que, em memória aos 21 trabalhadores rurais assassinados no massacre no estado do Pará pela Brigada Militar em 1996

por Gustavo Marinho, em Página do MST

Seguindo as ações da Jornada de Lutas pela Reforma Agrária, os cinco mil Sem Terra acampados em Maceió desde o último domingo (15), realizam na manhã de quarta-feira (17) um grande ato ecumênico em memória aos 22 anos do massacre de Eldorado dos Carajás. (mais…)

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Dois anos após massacre de Quedas do Iguaçu, no Paraná, nenhum PM foi punido

Agricultores mortos em 7 de abril de 2016 serão homenageados pelo MST no local dos assassinatos

Por Daniel Giovanaz, em Brasil de Fato / MST

O assassinato dos agricultores sem terra Vilmar Bordim e Leonir Orback por policiais militares em Quedas do Iguaçu, Centro-Sul do Paraná, completou dois anos na tarde deste sábado (7). O acontecimento passou a ser chamado de “massacre” depois que a Polícia Militar (PM) admitiu a autoria de 128 disparos. As vítimas estavam todas do mesmo lado, e nenhum policial ficou ferido. (mais…)

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Massacre da Fazenda Santa Elmira: 29 anos de um marco na vida do MST

Episódio, ocorrido em 11 de março de 1989, representou o início de uma nova fase na luta pela Reforma Agrária no Brasil

Por Catiana de Medeiros, na Página do MST

“Uma praça de guerra: tiros, gente ferida, avião soltando bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo. Desespero, gritos e choro por todos os cantos”. Este é a descrição de Frei Sérgio Görgen sobre o cenário provocado pelo então governo do estado do Rio Grande do Sul, na figura de Pedro Simon (MDB), e pela Brigada Militar no dia 11 de março de 1989, quando ocorreu o Massacre da Fazenda Santa Elmira, no município de Salto Jacuí, localizado na região do Alto Jacuí. (mais…)

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STF mantém prisão de policiais acusados de massacre em Pau D’Arco

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, negou liminar de habeas corpus requerida pela defesa dos policiais civis e militares acusados da morte de dez trabalhadores rurais sem-terra – nove homens e uma mulher –, que ocorreu no município de Pau D’Arco, no Pará, no dia 24 de maio de 2017

CPT com informações do STF

Conforme notícia publicada no site do STF nesta última terça-feira, 16, Cármen afirma que “a decisão da presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Laurita Vaz, que restabeleceu a prisão está de acordo com a jurisprudência do STF no sentido de que a periculosidade do agente, evidenciada pelo risco de reiteração delitiva, é motivo idôneo para a custódia cautelar”. (mais…)

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Prisão de Chafik é resposta à ofensiva da direita contra MST

O mandante do Massacre de Felisburgo estava foragido desde junho, agora pagará a pena de 115 anos de prisão

Por Geanini Hackbardt
Da Página do MST

Na tarde desta quinta-feira, 14|12, o mandante do Massacre de Felisburgo (MG), Adriano Chafik Luedy, foi preso em Salvador, pela Polícia Civil. O criminoso foi julgado e condenado em 2013, no entanto saiu impune do tribunal, através de um Habeas Corpus que garantiu sua liberdade imediata. Chafik é latifundiário também na Bahia e estava foragido no Uruguai, numa fazenda comprada por ele após o julgamento. (mais…)

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