Gravidez por estupro e tortura revelam como a era Pinochet fez das mulheres troféus de guerra

Quarenta e seis anos após golpe contra Allende, livro reúne trechos de relatório que revelou atrocidades da ditadura chilena

por Rocío Montes, em El País

Quase todas as mulheres que foram torturadas no Chile desde o golpe de Estado de 11 de setembro 1973, há exatos 46 anos, sofreram também violência sexual, sem distinção de idade. Pelo menos 316 foram estupradas, incluindo 11 que estavam grávidas. Do total das vítimas que depuseram entre 2003 e 2004 na Comissão Nacional sobre a Prisão Política e Tortura, 12,5% eram mulheres (3.399). Dessas, 229 esperavam um filho, e algumas o perderam; outras deram à luz após serem estupradas por seus torturadores, e muitas passaram por intrincadas e recorrentes tortura sexuais que incluíam agressões físicas e humilhações diante de pais e irmãos.

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Google e Facebook: pior do que Crivella?

Um grito que se cala

Fausto Salvadori, editor e repórter da Ponte Jornalismo

O horror volta e meia mostra a sua cara no cotidiano de quem trabalho com temas ligados a direitos humanos no Brasil. Nos dias que correm, costuma aparecer na forma de vídeos amadores, com enquadramento torto e áudio entrecortado, e tanto pode ser flagrado pelos celulares de testemunhas que buscam denunciar o horror como por algozes que fazem questão de filmar e exibir o horror que provocaram.

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Desprezível

Após a sessão de tortura em um de seus supermercados, a Ricoy escreveu uma nota. Vejam bem: os fios elétricos, transformados em chicote, foram empunhados por outras mãos — mãos terceirizadas, vale destacar

por Priscila Figueiredo*, em Outras Palavras

Em dezembro de 1888, já passada a Abolição, Machado de Assis cismou com a forma como veio a se noticiar a morte de um carrasco de Minas Gerais, o qual teria exercido o “desprezível ofício desde 1835 até 1858”: “Por que carga d’água há de ser desprezível um ofício criado por lei? Foi a lei que decretou a pena de morte, e desde Caim até hoje, para matar alguém é preciso alguém que mate. A bela sociedade estabeleceu a pena de morte para o assassino, em vez de uma razoável compensação pecuniária aos parentes do morto, como queria Maomé. Para executar a pena não se há de ir buscar o escrivão, cujos dedos só se devem tingir no sangue do tinteiro. Usamos empregar outro criminoso” (Bons dias!, 27/12/1888).

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ONU alerta para redução de espaço democrático no Brasil. Bolsonaro rebate com ataque a pai de Bachelet torturado e morto pela ditadura Pinochet

Michelle Bachelet destacou ataques contra defensores da natureza e dos direitos humanos. Em resposta, o presidente brasileiro chamou agenda de direito humanos de ”bandidos”

Por Agência France-Presse, no Correio Brazilense

A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, alertou, nesta quarta-feira (4/9), sobre uma “redução do espaço democrático” no Brasil, especialmente com ataques contra defensores da natureza e dos direitos humanos. 

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Uma cruel vitrine do Brasil que ainda celebra a tortura

Cena de adolescente chicoteado por furtar barra de chocolate em São Paulo não é episódio isolado no país que maltrata jovens negros nas ruas e no sistema prisional

por Breiller Pires, em El País

Enquanto tenta implorar a seu algoz pelo fim do açoite, com gritos abafados por uma mordaça, o adolescente de 17 anos recebe chicotadas pelo corpo despido, seguidas de risos e intimidações de outro homem que filmava a cena que viralizou nesta terça-feira. De acordo com o boletim de ocorrência registrado em uma delegacia na zona Sul de São Paulo, o episódio aconteceu no mês passado, nas dependências de um supermercado da rede local Ricoy, onde o garoto foi acusado de ter furtado uma barra de chocolates. No vídeo com menos de um minuto, ele também é ameaçado de morte pelos dois agressores, que, segundo o inquérito, são seguranças do estabelecimento.

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1964, o ano que não termina. Por Marcio Sotelo Felippe

Na Revista Cult

No dia anterior à decisão do STF sobre a soltura de Lula, um tuíte do general Villas Boas, comandante do Exército, mandou um recado aos ministros: “asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais”.

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Justiça nega recurso do governo e reintegra peritos de combate à tortura exonerados por Bolsonaro

Decreto do presidente exonerava peritos e extinguia cargos do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura

Por Juliana Dal Piva, Leandro Prazeres e João Paulo Saconi, O Globo

A Justiça Federal do Rio de Janeiro manteve nesta quinta-feira a decisão de suspender parte do decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) para exonerar 11 integrantes do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT) e acabar com a remuneração destinadas aos cargos deles. Trata-se da segunda derrota judicial em desfavor do governo no caso.

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Justiça revoga decisão de Bolsonaro que exonerou integrantes de grupo de combate à tortura

Mecanismo é responsável por vistoriar as condições de tratamento concedidas em presídios mantidos pelo Estado

Por Leandro Prazeres, O Globo

A Justiça Federal do Rio de Janeiro suspendeu parte do decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) em junho que exonerou 11 integrantes do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT) e mandou reintegrar os funcionários exonerados. O mecanismo é responsável por vistoriar as condições de tratamento concedidas empresídios e outros tipos de unidade de internação mantidas pelo Estado. A decisão foi dada em caráter liminar (provisória) em resposta a uma ação movida pela Defensoria Pública da União (DPU). O governo ainda pode recorrer.

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Lucas Pedretti: “Ele quer construir uma sociedade que aceita a tortura, o extermínio, a violência de Estado”

Em entrevista, historiador Lucas Pedretti destrincha atuação do presidente e grupos ligados às Forças Armadas para consolidar visão positiva sobre a ditadura militar, possivelmente usando a estrutura do Estado.

Por João Soares, na DW

O presidente Jair Bolsonaro se envolveu ativamente, nas últimas duas semanas, com uma agenda que dominou sua atuação como parlamentar durante 30 anos: a promoção de uma memória apologética da ditadura militar.

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