COESUS
Numa semana movimentada para a luta contra o FRACKING no Noroeste do Paraná, avançam as discussões em Altônia e Xambrê para debater modelo de legislação que proíbe o fraturamento hidráulico, método não convencional altamente poluente para exploração de petróleo e gás de xisto (shale gas).
A audiência pública em Altônia será nesta quarta (22), às 19h, no Centro Cultural Nelson Cadari. Na quinta (23), às 19h30, será a vez de Xambrê mobilizar a população para debates os riscos e perigos do Fracking. A audiência será no Colégio Estadual em direção ao Salão Paroquial.
O fundador da COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil e pela Sustentabilidade – e coordenador da Campanhas Climáticas da 350.org Brasil, Eng. Dr. Juliano Bueno de Araujo, estará na região participando das audiências e se reunindo com prefeitos, vereadores, representantes dos movimentos sindicais, de agricultores, líderes religiosos e demais entidades.
Segundo Reginaldo Urbano Argentino, coordenador da COESUS no Noroeste do Paraná e Presidente da Cáritas do Paraná, “a exemplo de Umuarama que foi declarada território livre de Fracking em 14 de maio, nosso movimento está mobilizando autoridades, movimentos sociais e várias instituições para impedirmos que a nossa água, terra e nosso povo sejam contaminados”.
Fracking é um método de perfuração que utiliza uma mistura de água, areia e um composto de produtos químicos para atingir a camada de xisto, que se encontra a cerca de quatro quilômetros da superfície.
Londrina
No Norte do Paraná, a campanha Não Fracking Brasil também avança. No último dia 17, Reginaldo Urbano Argentino participou em Londrina de uma reunião na Câmara de Vereadores para debater a questão e evitar os impactos ambientais e o Projeto de Lei para proibir o Fracking na cidade.
Para a vereadora Lenir de Assis (PT), autora do projeto, há riscos de danos ambientais, que podem ocorrer tanto no momento da perfuração quanto no momento da extração do gás de xisto. “Para muitos especialistas da área ambiental, o processo é uma catástrofe ecológica, o encerramento mais desastroso que se poderia imaginar para a era dos combustíveis fósseis. Desta forma, o projeto de lei visa proteger as reservas naturais de água potável, lavouras e animais”, afirma a vereadora na justificativa do projeto.
Outros municípios do Norte e Norte Pioneiro do Paraná também estão temerosos de que a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), que realiza testes sísmicos na região, inclua o subsolo de outras 172 cidades na próxima rodada de leilões de petróleo e gás de xisto.
Foto: COESUS
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Enviada para Combate Racismo Ambiental por Juliano Bueno de Araujo.
