O enfrentamento

É preciso processar e prender os peixes graúdos do 8 de janeiro

Por Gilberto Maringoni, em A Terra é Redonda

É muito bom que o governo federal promova nesta segunda-feira o ato solene em defesa da “Democracia inabalada”. Ele acontecerá no Senado para marcar o primeiro aniversário da tentativa de golpe do 8 de janeiro e contará com a presença dos presidentes dos três Poderes, governadores, prefeitos, parlamentares e outras autoridades. Mas, pelo andar da carruagem, periga ser um acontecimento estridente na forma e pasteurizado no conteúdo. De outra parte, a extrema direita faz barulho para fazer valer sua visão dos fatos. Continue lendo “O enfrentamento”

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“Militares atuaram em 8 de janeiro por omissão e também por ação”, diz historiador

Francisco Teixeira, da UFRJ, revela que pesquisadores intercederam para governo não aprovar GLO após invasão em Brasília

Por Natalia Viana, Agência Pública

Houve uma tentativa de insurreição, segundo conceito da ciência política – e uma insurreição que repete ações semelhantes que ocorreram recentemente da Ucrânia à Bolívia e nos Estados Unidos. Essa é a avaliação do historiador Francisco Teixeira, que estuda a relação entre civis e militares e mantém contato com oficiais. Em conversa com a Agência Pública, ele analisa os eventos de 8 de Janeiro e a não punição dos principais envolvidos. Continue lendo ““Militares atuaram em 8 de janeiro por omissão e também por ação”, diz historiador”

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Governo Lula 3 navega em águas turbulentas na relação com as Forças Armadas

Depois de um ano de governo Lula 3, é possível concluir que foi conquistada uma subordinação dissimulada dos militares

Jorge Rodrigues, Carla Teixeira, Rodrigo Lentz, Ana Penido, Ananias Oliveira, Pollyana Andrade e Suzeley Mathias, Brasil de Fato

Nem parece que foi há um ano, mas o período de transição para o governo eleito foi trepidante com os militares: acampamentos da “família militar” em frente aos quartéis; nota pública do Comando das Forças em apoio aos acampados, críticas veladas ao Poder Judiciário e ausência de reconhecimento do resultado eleitoral, alimentando a narrativa golpista. Além disso, a Defesa foi a única área a ficar de fora dos grupos de transição. Continue lendo “Governo Lula 3 navega em águas turbulentas na relação com as Forças Armadas”

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Garimpo ilegal no Amazonas é alvo de operação da Polícia Federal

Draga atracada na região do Lago Tarumã foi inutilizada

Por Agência Brasil

Em uma ação conjunta com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), a Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (8) a Operação A Praia é Nossa, para prevenir e reprimir a extração ilegal de ouro e areia, no Amazonas. Continue lendo “Garimpo ilegal no Amazonas é alvo de operação da Polícia Federal”

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Supremo é o único a contar sobre 8 de janeiro a quem visita a corte

Já Congresso e Planalto não mencionam a invasão golpista em suas visitas públicas

Por Laura Scofield, Agência Pública

O que poderia ser apenas uma metáfora não é. No Supremo Tribunal Federal (STF), a pátria e a família protegem a Constituição. Mas há exato um ano, em 8 de janeiro de 2023, foi justamente quem entoava esses dizeres que roubou uma cópia fidedigna da Carta Magna de 1988 que ficava em um mostruário cercada por duas estátuas: a “La défense du foyer”, nome que pode ser traduzido como “a defesa do lar”, e a “Pro-patria”. Continue lendo “Supremo é o único a contar sobre 8 de janeiro a quem visita a corte”

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Um ano depois, entenda a narrativa da associação dos familiares dos presos no 8 de janeiro

Quem são os membros da Asfav, criado por familiares de presos golpistas com apoio de parlamentares bolsonaristas

Por Gabriel Máximo | Edição: Thiago Domenici, em Agência Pública

Há um ano, em 8 de janeiro de 2023, pessoas contrárias à posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente da República e inconformadas com a derrota de Jair Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de 2022 invadiram e depredaram o Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto. Continue lendo “Um ano depois, entenda a narrativa da associação dos familiares dos presos no 8 de janeiro”

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Um ano depois do 8 de janeiro, militares não sofrem punições significativas da Justiça

Até o momento, sequer foi apresentada denúncia contra membros das Forças Armadas por omissão no dia das invasões

Mateus Coutinho, em Brasil de Fato
Passado um ano do pior ataque às instituições democráticas brasileiras desde 1988, realizado em 8 de janeiro do ano passado e que levou à depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília, não há nenhum registro de condenação significativa de membros das Forças Armadas que deveriam ter protegido o patrimônio público ou mesmo que participaram dos atos no dia. Continue lendo “Um ano depois do 8 de janeiro, militares não sofrem punições significativas da Justiça”
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Curso de Juristas Populares mobiliza agentes e lideranças comunitárias em Rondônia e Amazonas

Também fazem parte, como bolsistas, integrantes da coordenação e conselheiros da CPT Regional Rondônia e das equipes de Lábrea e Humaitá, no Sul do Amazonas, além de jovens agentes dos territórios e comunidades

Por Carlos Henrique Silva (Comunicação CPT Nacional)

Para grande parte da sociedade brasileira, principalmente pobres, trabalhadoras e trabalhadores rurais, povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais, uma das grandes barreiras do exercício pleno da cidadania é o conhecimento jurídico. Conhecer as leis, os direitos e deveres do Estado e da sociedade sempre foi mostrado como privilégio da elite, sendo isto uma das causas da exploração e da opressão desses segmentos. Continue lendo “Curso de Juristas Populares mobiliza agentes e lideranças comunitárias em Rondônia e Amazonas”

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“Violência no campo vai aumentar”, afirma professor da Unesp

Para o geógrafo Bernardo Mançano Fernandes, os governos são reféns do agronegócio; ele diz que o campo hegemônico do agronegócio define cargos, mas um governo progressista pode criar políticas que fortaleçam os excluídos, em uma reforma agrária “possível”

De Olho nos Ruralistas

Movimentos e intelectuais do campo da resistência costumam dizer que no Brasil nunca ocorreu uma reforma agrária que efetivamente desconcentrasse a propriedade de terras. Para o professor Bernardo Mançano Fernandes, professor livre-docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e coordenador do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária (Nera), o que temos é a reforma agrária possível. Para ele, o campo hegemônico do agronegócio e da bancada ruralista define ou aprova, por exemplo, quem será o nome à frente do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A vantagem de um governo progressista é a de poder criar políticas públicas que fortaleçam comunidades e povos excluídos; e que, no médio e longo prazos, isso possa corroer o poder hegemônico. Mançano tem entre seus temas centrais de estudo o capitalismo agrário, a reforma agrária, desenvolvimento territorial, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Via Campesina. O pesquisador aponta os movimentos sociais como impulsionadores da reforma agrária — por isso as tentativas fracassadas de criminalização, como a CPI do MST. Ele prevê mais violência no campo com o aumento das armas, mas acredita que o modelo destruidor vigente está se esgotando.  “O agronegócio não é sustentável, está morrendo; as forças populares estão nascendo”.  Confira a entrevista concedida em agosto a Alceu Luís Castilho e Nanci Pittelkow. Continue lendo ““Violência no campo vai aumentar”, afirma professor da Unesp”

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