Um vespeiro histórico. Por Eliana Alves Cruz

Quem usufruiu e ainda desfruta dos lucros saídos dos porões dos tumbeiros?

No ICLNotícias

Façamos um exercício de fabulação. Imagine que em vez de acordar uma barata, como o personagem de Franz Kafka no livro Metamorfose, você acordou hoje transformado em uma nota de dinheiro. Digamos que você, leitor, que você, leitora, são moedas. Isso mesmo. Não há nada de estranho, pois esta era a condição de qualquer pessoa escravizada nas Américas e Europa modernas e, como capital no sistema econômico nascente, sua função principal não era carregar água, lavar, cozinhar ou servir. Sua principal função na vida era dar lucro para quem, literalmente, te possuía de papel passado. Continue lendo “Um vespeiro histórico. Por Eliana Alves Cruz”

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Uma voz radical na sociedade pós-abolição. Por Vladimir Miguel Rodrigues

O jornalista e escritor Lima Barreto faleceu neste dia [01/11/2023] em 1922. Com seus textos, ele quebrou o monopólio literário dos brancos, fez de sua obra um espelho de sua realidade e denunciou a falsa abolição da escravidão que, na prática, mantém até hoje o racismo estrutural na base do capitalismo brasileiro.

Na Jacobin

O 13 de maio de 1888 não passou despercebido pelo menino Lima Barreto, que comemorava 7 anos naquele dia. Como em toda a infância, gostos, sons, símbolos formam o imaginário da criança. No caso de Lima, a semiótica tornava-se ainda mais forte pela sua cor. O garoto foi influenciado pelo famoso evento ocorrido da assinatura da Lei Áurea no Paço Imperial. Um acontecimento histórico que contou com a presença das lideranças abolicionistas. Continue lendo “Uma voz radical na sociedade pós-abolição. Por Vladimir Miguel Rodrigues”

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“Lima Barreto é proibido no jornal!”. Por Denilson Botelho

Lima Barreto, cuja morte completa 101 anos hoje [01/11/2023], teve a publicação de seu nome proibida ao longo de décadas num dos maiores jornais do Rio de Janeiro. A perseguição ao escritor negro, que flertava com o anarquismo e o socialismo, expõem a hipocrisia da imprensa brasileira que diz defender a liberdade de expressão ao mesmo tempo em que tentam silenciar as vozes mais críticas.

Na Jacobin

O escritor cuja morte completa 101 anos neste 1º de novembro de 2023 faleceu muito precocemente, aos 41 anos de idade, em 1922, mas legou-nos muitas histórias importantes sobre sua própria vida e sobre a sociedade brasileira. Continue lendo ““Lima Barreto é proibido no jornal!”. Por Denilson Botelho”

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‘O rejeito sobe e desce no nosso rio e manguezal, conforme a maré. Pesca acabou’

Pescadores atingidos recebem perplexos decisão da Justiça de questionar danos ao litoral capixaba

Fernanda Couzemenco, Século Diário

“Oito anos do crime de Mariana e agora o desembargador pede para fazer tudo de novo. Quer deixar tudo para trás, as nossas lutas. Somos diretamente impactados, porque nós pescamos no rio e no mar. Morreu tudo na época [em 2015], os peixes, a flora, os caranguejos, ostras, mariscos…depois foi ficando esses ciclos de ‘morre e volta’. Dependendo da lua, se é maré cheia, o mar entra no rio e no estuário, revirando o rejeito, vai remexendo conforme a maré. A pesca acabou, não tem como mais”. Continue lendo “‘O rejeito sobe e desce no nosso rio e manguezal, conforme a maré. Pesca acabou’”

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RJ tem alta de casos de violência sexual contra a mulher, aponta dossiê do ISP

Mais de 125 mil mulheres foram vítimas de violência doméstica e familiar no estado, ou seja, 14 mulheres por hora

Redação Brasil de Fato

O Rio de Janeiro registrou alta de casos de violência sexual contra a mulher durante o ano de 2022, é o que aponta o Dossiê Mulher lançado nesta terça-feira (30) e produzido pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), órgão vinculado ao governo do estado do Rio. Foram 7.363 casos, o que corresponde a 5,9% de alguma forma de violência contra a mulher. O número é o maior desde 2014. Continue lendo “RJ tem alta de casos de violência sexual contra a mulher, aponta dossiê do ISP”

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Doenças neurológicas ligadas a uso de agrotóxicos crescem 600% em cidade paraense

Em 10 anos, conflitos entre sojicultores e camponeses expostos ao veneno se agravaram na região do planalto santareno

Por  Leandro Barbosa, Agência Pública

Ao redor da casa de Francisco Rodrigues, 43 anos, e sua esposa, Márcia Guerreiro, 50 anos, sobrou apenas um naco de floresta, que serve de moradia para alguns macacos que “gritam” em busca de comida. “É como se eles exigissem [o alimento]. O homem destruiu, que dê um jeito de resolver”, conta o agricultor que hoje vive rodeado pela soja, na comunidade Fé em Deus, no km 55 da Rodovia Santarém-Curuá-Una, em Santarém (PA). O casal convive há mais de 20 anos com os agrotóxicos da soja, um problema que continua a se expandir no Planalto Santareno. Dos anos 2000 a 2021, houve uma perda de aproximadamente 25 mil hectares de floresta para o plantio da monocultura, de acordo com dados solicitados pela Agência Pública ao MapBiomas, instituição que mapeia anualmente a cobertura e uso da terra do Brasil e monitora as mudanças do território. Continue lendo “Doenças neurológicas ligadas a uso de agrotóxicos crescem 600% em cidade paraense”

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Projeto promove reconhecimento da medicina indígena no Brasil

Fiocruz Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (Fiocruz Amazônia), a Associação Rede Unida e a Rede Unida Itália lideram, no Brasil, um movimento nacional pelo reconhecimento da medicina indígena como um sistema de saúde, que há milênios atende e cura povos indígenas. As diferentes medicinas indígenas ainda permanecem vivas e ativas em diferentes territórios brasileiros, sem muito apoio das políticas públicas. A proposta do movimento que envolve especialistas, pesquisadores indígenas e não-indígenas, movimentos sociais é que as medicinas indígenas, como parte dos conhecimentos e saberes dos povos tradicionais indígenas sejam reconhecidas como efetivamente uma medicina e façam parte da rede de cuidados do Sistema Único de Saúde (SUS), não só para povos indígenas como também aos “brancos”, que precisarem de cuidados para diversos tipos de doenças. Continue lendo “Projeto promove reconhecimento da medicina indígena no Brasil”

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Agronegócio favorece desequilíbrio ambiental e climático, diz pesquisador

Modelo baseado em monocultura e uso de agrotóxicos ainda prejudica produção de alimentos e encarece custos

Gabriel Carriconde, Brasil de Fato

Chuvas acima da média no sul do Brasil, com prejuízo à produção de alimentos e aumento dos preços; seca histórica na Amazônia, impactando atividades pesqueira, sobretudo de ribeirinhos. Esses são alguns exemplos de como a crise climática se abateu com força no Brasil. Continue lendo “Agronegócio favorece desequilíbrio ambiental e climático, diz pesquisador”

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Observatório do Clima: desmatamento precisa cair pela metade para Brasil cumprir sua NDC

Segundo nota técnica do Observatório do Clima, taxa de desmatamento precisa diminuir pela metade para viabilizar corte de 48% nas emissões do país até 2025.

ClimaInfo

O Observatório do Clima divulgou uma nota técnica sobre os desafios para a implementação dos compromissos do Brasil sob o Acordo de Paris. O documento analisa a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) revisada em setembro passado pelo governo federal, que retificou a “pedalada climática” imposta pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e estabeleceu uma meta de redução de 48% das emissões de gases de efeito estufa do país até 2025. Continue lendo “Observatório do Clima: desmatamento precisa cair pela metade para Brasil cumprir sua NDC”

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Cidades brasileiras crescem mais em áreas de risco a desastres climáticos

Levantamento do MapBiomas mostra avanço da urbanização, especialmente de comunidades mais pobres e marginalizadas, em áreas suscetíveis a inundações e deslizamentos de terra no Brasil. 

ClimaInfo

A vulnerabilidade de grupos sociais mais pobres aos efeitos da mudança do clima é visível no mapa. Enquanto na média nacional, 3% da área urbana total está localizada em regiões de risco, nas favelas esse percentual é seis vezes maior, de 18%. Os dados são de um novo estudo divulgado nesta 3ª feira (31/10) pelo MapBiomas, que analisou imagens de satélite que abrangem o período entre 1985 e 2022. Continue lendo “Cidades brasileiras crescem mais em áreas de risco a desastres climáticos”

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