Tombamento de terreiros e quilombos pelo Iphan é ferramenta contra ameaças e conflitos de terra

Apenas dois territórios quilombolas são tombados atualmente

Isabelle Rieger, do Nonada, no Brasil de Fato

Especulação imobiliária nos quilombos urbanos, grilagem, avanço da monocultura de soja e geradores de energia nos quilombos rurais e ameaças a terreiros estão entre os ataques que esses territórios mais enfrentam. Com possibilidade de violação de direitos humanos, o tombamento pode ser utilizado como uma estratégia de preservação da cultura e dos próprios territórios. Continue lendo “Tombamento de terreiros e quilombos pelo Iphan é ferramenta contra ameaças e conflitos de terra”

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Trabalho escravo, gado ilegal e pressão política: o que acontecia na terra indígena mais desmatada sob Bolsonaro?

Expulsão de invasores do território Apyterewa completa um mês; é o fim do prazo para saída voluntária de não indígenas

Murilo Pajolla, Brasil de Fato

A megaoperação de desintrusão – como é chamada a expulsão de invasores não indígenas – da terra indígena Apyterewa, no Pará, completou um mês nesta quinta-feira (2). Conforme as autoridades avançavam sobre a área dominada pela pecuária, confirmavam-se ilegalidades e abusos explícitos, que fizeram dos Parakanã reféns dentro da própria terra. Continue lendo “Trabalho escravo, gado ilegal e pressão política: o que acontecia na terra indígena mais desmatada sob Bolsonaro?”

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Alunos da Pós-Graduação em Artes da UFBA criam abaixo-assinado pela retirada de pintura sobre a Lei Áurea

Abaixo, reprodução do abaixo-assinado, que tem por título “Retirada da pintura Alegoria da Lei Áurea (1888) em exposição nas dependências da EBA/UFBA”

Por Representação Discente PPGAV

Hoje, dia 27 de outubro de 2023, ao entrarmos no casarão da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia e subirmos suas escadas, chegaremos à antessala do Salão Nobre (onde acontecem muitos eventos da referida instituição, inclusive aulas). Lá, deparamo-nos com uma grande quantidade de quadros dispostos na parede, dentre os quais, gostaríamos de chamar a atenção para um em particular, objeto deste abaixo assinado. Imediatamente ao lado esquerdo da entrada mais utilizada do Salão, uma pintura de tamanho modesto, compensado pela moldura espessa e adornada, carrega a seguinte legenda: “Alegoria da Lei Áurea”. Pintura de Miguel Navarro y Cañizares, 1888. Acervo da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia. Continue lendo “Alunos da Pós-Graduação em Artes da UFBA criam abaixo-assinado pela retirada de pintura sobre a Lei Áurea”

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Reforma Tributária, debate sonegado

Outras Palavras abre, na próxima terça-feira (7/11), série de diálogos sobre um tema crucial para a reconstrução do país. No mesmo dia, ele volta à pauta no no Congresso, porém, de costas para a sociedade e em meio a enganos e mistificações

por Antonio Martins, em Outras Palavras

Em 1917, às vésperas da revolução de outubro, Lênin imaginou que, numa sociedade socialista, uma cozinheira seria capaz de participar da direção do Estado. A ideia concentrava as ambições de dois projetos emancipatórios: o marxista, que propunha libertar os trabalhadores da opressão; mas também o iluminista, para o qual os seres humanos precisavam ser chamados a assumir as rédeas de sua própria história. Foi um sonho jamais realizado nas democracias “proletárias”; e parece cada vez mais distante, nos regimes liberais. Mas não está morto. Talvez por isso haja, até hoje, tanto empenho em blindar os negócios do Estado – e em especial as finanças públicas – do escrutínio e da decisão dos cidadãos comuns. Continue lendo “Reforma Tributária, debate sonegado”

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Por que perde essa chance, presidente Lula?

por João do Vale, em CPT*

Querido presidente Lula, que o mundo pode acabar, a gente já sabe. Ou melhor, que a existência humana na terra pode chegar ao fim, não há mais como duvidar. Aquele tempo, que chamávamos de futuro, e tinha dentro dele catástrofes ambientais gigantescas, chegou. Em níveis diversos, e com propósitos também diversos – você já deve ter observado isso – a humanidade tem apresentado caminhos de salvação. Os povos da natureza estão propondo a salvação da vida. As empresas e governos a salvação do capitalismo. Continue lendo “Por que perde essa chance, presidente Lula?”

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As pedras Ühtã Hori e a cosmologia indígena do Rio Negro

Por Ivan Tukano, Carla Wisu e Pedro Tukano, especial para a Amazônia Real

Com a seca histórica registrada no Amazonas, Ühtã Hori (expressão na língua Tukano de “Gravuras Rupestres”) de diferentes formas, como a de rostos, gravadas por nossos antepassados nas paredes rochosas, reapareceram no sítio arqueológico e geológico Ponta das Lajes, na margem esquerda do Rio Negro, em Manaus. Continue lendo “As pedras Ühtã Hori e a cosmologia indígena do Rio Negro”

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Incra estabelece diálogo sobre regularização fundiária de quilombolas

Medida foi publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial

Por Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) criou, nesta quarta-feira (1º), a Mesa Nacional de Acompanhamento da Política de Regularização Fundiária Quilombola para estabelecer diálogo entre o governo federal e a sociedade civil organizada. O espaço estratégico foi estabelecido por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da União. Continue lendo “Incra estabelece diálogo sobre regularização fundiária de quilombolas”

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Vi e ouvi na Palestina. Por que apoiar o Povo Palestino? Por frei Gilvander Moreira

Com a brutalidade de dragão do Apocalipse, como Estado colonialista, racista e que submete a aparthaid há 76 anos o Povo Palestino, Israel segue aumentando os ataques e exterminando milhares de civis palestinos em Gaza. A cada minuto aumenta o número de mortos. O Ministério da Saúde da Palestina informou dia 30 de outubro último (2023), que, em Gaza,  são mais de 20 mil feridos e 10 mil palestinos assassinados, sendo que 73% dos mortos são crianças, mulheres e idosos. Já são mais de 3 mil crianças mortas e tem mais de 2 mil crianças desaparedidas.

Eu estive duas semanas na Palestina estudando arqueologia bíblica e geografia bíblica. Vi com meus olhos o tanto que o povo palestino vem sendo injustiçado e violentado pelo Estado de Israel há muitas décadas, de forma muito mais brutal agora, com Israel sob governo fascista de extrema-direita atrelada ao senhor da guerra tio Sam. Continue lendo “Vi e ouvi na Palestina. Por que apoiar o Povo Palestino? Por frei Gilvander Moreira”

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Como a supremacia branca agrava a desigualdade ambiental

O que a  supremacia branca tem a ver com a crise climática ? Essa é a pergunta que o seminário Emergência Climática: uma herança da branquitude vai tentar responder no dia 8 de novembro, no Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), no Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro.

O objetivo é ampliar o debate sobre o racismo ambiental, uma temática ainda pouco conhecida no Brasil , mas que vem ganhando espaço nos estudos acadêmicos e nas mobilizações sociais. Continue lendo “Como a supremacia branca agrava a desigualdade ambiental”

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O genocídio palestino e as palavras que matam. Por Berenice Bento

Os bárbaros decapitam bebês e estupram mulheres, diz o Ocidente. A verdade não importa: “se não fizeram, um dia farão”, afinal, não se assassina apenas corpos. Leviandade é arma de guerra para que a voz do colonizado seja grunhidos ininteligíveis

No Outras Palavras

Cena 1: Luto sem corpos?

“40 bebês são decapitados pelo Hamas.” Impossível não sentir uma corrente elétrica percorrer a espinha depois de ler essa notícia. Tentei encontrar mais informações. Nada. Poucas horas depois, escutei o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, repetindo a mesma informação. Produziu-se uma comoção global. Mas onde estão os pais dessas crianças? Onde estão os corpos? O mundo ocidental, como um rastilho de pólvora, entrou em luto imediatamente. Uma punição exemplar foi exigida. Aos poucos, a história começou a girar. Diante da impossibilidade de seguir adiante com a narrativa, a jornalista que espalhou a notícia pediu desculpas e reconheceu que não viu nenhum corpo. Confiou em uma fonte israelense e não fez o necessário trabalho de investigação. Mesmo depois de toda a história ter sido negada, de Joe Biden afirmar que, de fato, não tinha visto nenhuma foto, o luto por crianças que não existiram continuou (Veja a notícia Jornalista da CNN pede desculpas por espalhar fake news sobre “bebês decapitados” pelo Hamas). Seguiu-se justificando o massacre de Gaza pelas almas de 40 crianças que não existiram. E aqui está a eficácia simbólica máxima de uma notícia que, embora mentirosa, torna-se verdade: produzir o luto sem corpos. Continue lendo “O genocídio palestino e as palavras que matam. Por Berenice Bento”

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