“Não temos tempo de criar agendas para 2030, 2040. Não. É para agora. O mundo está queimando”. Entrevista especial com Ivo Aureliano Makuxi

“Apropriar-se do discurso sustentável na Amazônia é uma estratégia das empresas e dos governos. Isso não gera o compromisso de deixar de usar combustíveis fósseis e avançar para energias renováveis, respeitando os direitos humanos dos povos indígenas e dos povos tradicionais da Amazônia”, adverte advogado indígena

IHU

Muitas são as dificuldades que as comunidades indígenas enfrentam no país, apesar da retomada do diálogo com o Estado brasileiro. Uma delas é a presença de organizações criminosas em terras indígenas, “que usam o garimpo para lavar dinheiro, para fortalecer suas atividades de venda de drogas e armamentos, e montam suas bases onde o Estado não está presente, como nas fronteiras das terras yanomami”, relata Ivo Aureliano Makuxi, assessor jurídico do Conselho Indígena de Roraima – CIR. Continue lendo ““Não temos tempo de criar agendas para 2030, 2040. Não. É para agora. O mundo está queimando”. Entrevista especial com Ivo Aureliano Makuxi”

Ler mais“Não temos tempo de criar agendas para 2030, 2040. Não. É para agora. O mundo está queimando”. Entrevista especial com Ivo Aureliano Makuxi

Especulação imobiliária e racismo estão entre as motivações de crime na Bahia

Assassinato a tiros de líder do Quilombo Pitanga dos Palmares, na Bahia, causa indignação no país e no exterior. ONU emite nota pedindo investigação célere, imparcial e transparente

Por Mayara Souto, no Correio Braziliense

A morte de Maria Bernadete Pacífico, 72 anos, líder do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho (BA), alerta para especulação imobiliária de terreiros de religiões de matriz africana, como candomblé e umbanda. O caso, que ocorreu na última quinta-feira, gerou comoção dentro e fora do país e, segundo lideranças, a intolerância religiosa e o racismo são pano de fundo. Continue lendo “Especulação imobiliária e racismo estão entre as motivações de crime na Bahia”

Ler maisEspeculação imobiliária e racismo estão entre as motivações de crime na Bahia

Quando uma mulher quilombola tomba, o quilombo se levanta com ela. Por Selma Dealdina Mbaye

Ainda sonho com o dia em que nós, mulheres pretas, não seremos mais violentadas

No Brasil de Fato

Minha mãe e amiga Bernardete, como todas nós, um dia faria sua passagem. Eu, que vivi com ela, sonhei com ela, chorei com ela, sempre imaginei que esse dia seria triste e lindo. Nesse dia, suas filhas e filhos poderiam celebrar sua passagem e festejar tudo o que ela foi em vida.

Nos retiraram o direito de festejar tudo o que ela significou para nós. Estamos chocadas com a crueldade. É da crueldade que venho falar. Não queria falar dela. Mas tenho que falar. Porque ainda sonho com o dia em que nós, mulheres pretas, não seremos mais violentadas. Continue lendo “Quando uma mulher quilombola tomba, o quilombo se levanta com ela. Por Selma Dealdina Mbaye”

Ler maisQuando uma mulher quilombola tomba, o quilombo se levanta com ela. Por Selma Dealdina Mbaye

Alice Herz: cultivar a alegria no meio da desgraça. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

“Quando a música toca, a gente dança.
Onde há música, o espírito é capaz de dançar
mesmo debaixo da forca com a corda no pescoço”
(Chris While – Julie Matthews. Dancing under the gallows. 2014).

Como reagir diante das desgraças pessoais e coletivas? No caso do Brasil, as tragédias no governo do Coiso, o descaso com a covid-19 responsável por mortes, muitas delas evitáveis, de mais de 700 mil brasileiros incluindo entes queridos, a desigualdade social, a miséria, a fome, os assassinatos sistemáticos de quilombolas, indígenas, crianças negras, mães bernadetes e marielles. É possível ser feliz no meio de tantos males quase sempre irreversíveis e irreparáveis, que nos deixam impotentes? Como resistir? Continue lendo “Alice Herz: cultivar a alegria no meio da desgraça. Por José Ribamar Bessa Freire”

Ler maisAlice Herz: cultivar a alegria no meio da desgraça. Por José Ribamar Bessa Freire

Consea prepara mega conferência de combate à fome e convoca iniciativas regionais a se organizarem

Desafios estruturais, políticas públicas e participação social serão os eixos condutores do evento marcado para dezembro

Por Nara Lacerda, no Brasil de Fato

Marcada para acontecer entre os dias 11 e 14 de dezembro, a 6ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) já está em preparação. Nas regiões, estados e municípios, movimentos populares e sociedade civil se reúnem para os eventos locais que precedem o encontro. Neste mês o Consea lançou o Documento Base da conferência, que gira em torno de três eixos. Eles abordam questões estruturais para a fome no Brasil, políticas para enfrentamento do problema e a participação social. Continue lendo “Consea prepara mega conferência de combate à fome e convoca iniciativas regionais a se organizarem”

Ler maisConsea prepara mega conferência de combate à fome e convoca iniciativas regionais a se organizarem

O Mantra do Desenvolvimento II. Por Cândido Grzybowski

Em Sentidos e Rumos

Retomo a reflexão sobre o desenvolvimento focando um período mais recente, particularmente marcado pela globalização capitalista neoliberal. Esta foi se gestando desde os anos 1970, combinando vários processos, mas se consolidando como uma espécie de dogma ou religião laica. Submeteu e subverteu os próprios Estados – com o mote de menos Estados e menos políticas sociais – pois, na estreita visão neoliberal, desenvolvimento só se alcança com o domínio absoluto do livre mercado,  suas leis de mercantilização de tudo e que vença o mais competente. Continue lendo “O Mantra do Desenvolvimento II. Por Cândido Grzybowski”

Ler maisO Mantra do Desenvolvimento II. Por Cândido Grzybowski

Conselheiras tutelares indígenas de cidade de SC são proibidas de falar na língua materna

Caso foi denunciado como racismo ao MP e à Alesc

Por Ângela Bastos, no NSC

O prefeito de José Boiteux, Adair Antônio Stollmeier, o Pico, emitiu um decreto determinando a língua portuguesa como idioma oficial em todas as repartições públicas do município. Não causaria espanto caso a cidade do Vale do Itajaí não tivesse entre seus 5.985 moradores pelos menos 1.599 indígenas. Além disso, o município possui duas conselheiras tutelares Xokleng que fazem o atendimento das famílias em situação de vulnerabilidade no idioma materno. Continue lendo “Conselheiras tutelares indígenas de cidade de SC são proibidas de falar na língua materna”

Ler maisConselheiras tutelares indígenas de cidade de SC são proibidas de falar na língua materna

A luta pela ‘árvore da vida’. Por Luiz Marques

“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João, 8:32), esse é o versículo favorito dos hipócritas

No A Terra é Redonda

A Bíblia relata que “Deus tomou o homem (Adão, em hebraico Adam, que veio da terra / barro) e o colocou no Jardim do Éden para o cultivar e guardar. Com um preceito. Podes comer do fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas da árvore da ciência do bem e do mal; porque no dia em que dele comeres, morrerás indubitavelmente” (Gênesis, 2:15-17). A serpente estimulou o desacato da mulher – criada da costela do homem – afirmando que não morreriam ao provar o fruto proibido. “Deus sabe que, no dia que comerdes, vossos olhos se abrirão, e sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal” (Gênesis, 3: 4-5), vaticinou “o mais astuto animal”. Continue lendo “A luta pela ‘árvore da vida’. Por Luiz Marques”

Ler maisA luta pela ‘árvore da vida’. Por Luiz Marques

A conta das Forças Armadas. Por Glauco Faria

O esforço de isolar o Bolsonaro dos generais que estiveram por trás de sua aventura golpista não condiz com os fatos. Desde Temer, eles atuaram para que o ex-capitão fosse a face do projeto de poder dos militares. Agora que gorou, querem descartá-lo

No Outras Palavras

“Bolsonaro arranhou a imagem das Forças Armadas.” A frase foi dita recentemente por uma jornalista em um canal de televisão, mas já foi repetida, de uma forma ou de outra, por outros colegas de profissão e figuras de outros espectros da sociedade. Como lugar-comum que se repete sem reflexão, está longe de ser verdade. Continue lendo “A conta das Forças Armadas. Por Glauco Faria”

Ler maisA conta das Forças Armadas. Por Glauco Faria