Braz Baré, aquele que nasceu morto e morreu vivo. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

Quando Braz de Oliveira França nasceu no Curicuriari, no baixo Rio Negro (AM), em 18 de outubro de 1946, o povo Baré, ao qual pertencia, estava oficialmente “extinto”. O Serviço de Proteção aos Índios (SPI) assegurava que no Brasil não havia um único baré. Assim, com o território usurpado, a língua decepada e a identidade eclipsada, Braz Baré já nasceu com seu “eu” e seu “nós” mortos. Precisava lutar para provar que estava vivo e para isso o seu avô, que o batizou, lhe ensinou a “guerrear sem armas de fogo”. Continue lendo “Braz Baré, aquele que nasceu morto e morreu vivo. Por José Ribamar Bessa Freire”

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Diálogos Amazônicos: ministras prometem avançar em políticas para mulheres e indígenas

Joênia Wapichana e as ministras Marina Silva, Anielle Franco e Cida Gonçalves falam em evento pré-Cúpula da Amazônia

Por Gabriela Moncau, no Brasil de Fato

As próximas terras indígenas (TI) que terão operações de desintrusão (retirada de quem não é originário do território demarcado) por parte do governo federal serão as dos povos Kayapó e Munduruku, no Pará. A informação foi reforçada pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, em coletiva de imprensa com outras ministras neste sábado (5), durante o evento Diálogos Amazônicos, em Belém (PA). Continue lendo “Diálogos Amazônicos: ministras prometem avançar em políticas para mulheres e indígenas”

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“As leis foram criadas por homens para favorecê-los”

Especialista em feminicídio, advogada Fayda Belo lança livro com linguagem simples para conscientizar brasileiras de seus direitos. “O enfrentamento à violência contra a mulher é dever de todos.”

Por Edison Veiga, na DW

Celebridade nas redes sociais, a advogada criminalista Fayda Belo tem como missão combater dois grandes problemas da sociedade: o machismo, que não raras vezes é causa de crimes e violências contra as mulheres, e o chamado “juridiquês”, ou seja, aquele vocabulário empolado que costuma ser empregado por advogados, juízes e promotores. Continue lendo ““As leis foram criadas por homens para favorecê-los””

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“Lógica da polícia de atirar para matar é revertida em voto”

Repetição de incursões policiais com muitas mortes, como as que ocorreram em São Paulo, Rio e Bahia, é “teatro trágico” que vitima policiais e moradores a serviço do “uso político do discurso de morte”, diz professor.

Por Fábio Corrêa, na DW

Uma operação policial deflagrada na sexta-feira passada (28/08) para buscar responsáveis pela morte de um policial militar deixou pelo menos 16 mortos no Guarujá, no litoral paulista. Também nos últimos dias, outra incursão policial em uma favela no Rio fez dez vítimas. Na Bahia, pelo menos 20 pessoas morreram em três operações policiais distintas. Continue lendo ““Lógica da polícia de atirar para matar é revertida em voto””

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Artigo | Quem atira em polícia merece o quê?

Um sniper de prontidão, irresponsável e inconsequente, sentou o dedo contra um grupo de policiais. O que merece uma pessoa assim?

Por Heitor Peixoto, do Congresso em Foco, na Ponte

Era uma operação policial como tantas outras. Mas desta vez, algo daria muito errado. Os policiais não imaginavam, mas, do outro lado, havia um sniper de prontidão. De tocaia, à espreita, com farto armamento e dedo no gatilho, pronto para surpreender as forças de segurança, e afugentar quem ousasse ameaçar os seus domínios.

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Corpos estendidos no chão: até quando a necropolítica será a principal face do estado nas favelas do Rio? Por Dani Monteiro e Mônica Cunha*

De acordo com a Rede de Observatórios, 87,3% dos mortos pela polícia no Rio de Janeiro em 2021 eram pretos

No Brasil de Fato

Somos duas pretas, duas mulheres que cresceram convivendo com o racismo desde a favela até o asfalto. Somos de duas gerações distintas, podíamos ser mãe e filha e, por incrível que pareça, da geração da mais velha para a geração da mais nova, as injustiças e mortes de que os pretos como nós são vítimas se avolumam como os corpos expostos para quem quiser ver. Continue lendo “Corpos estendidos no chão: até quando a necropolítica será a principal face do estado nas favelas do Rio? Por Dani Monteiro e Mônica Cunha*”

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“Parem de nos matar”, exige líder indígena nos Diálogos Amazônicos

Evento produzirá propostas para apresentação na Cúpula de Belém

Por Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

O modelo de desenvolvimento que prevalece na região amazônica foi duramente criticado na cerimônia de abertura dos Diálogos Amazônicos, em Belém. “O crescimento do país e da humanidade não pode estar acima da vida”, defendeu nesta sexta-feira (4) a presidente da Federação dos Povos Indígenas do Pará, Concita Sompre.  Continue lendo ““Parem de nos matar”, exige líder indígena nos Diálogos Amazônicos”

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Coleção de 688 peças coletada e organizada por Sandra Wellington é doada ao Museu do Índio

Funai

O Museu do Índio (MI), órgão científico-cultural da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), recebeu a doação de uma coleção privada com 688 itens de arte indígena, oriundos, predominantemente, de povos do Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso.

As peças foram adquiridas e organizadas por Sandra Wellington, que gerenciou, entre 1986 e 2006, o Memorial dos Povos Indígenas, no Distrito Federal. Sua nomeação foi um reconhecimento à contribuição que deu para valorização e preservação do patrimônio cultural indígena. Nos anos em que permaneceu na gerência, Sandra Wellington transformou a instituição em uma referência da arte indígena na capital do Brasil, realizando um significativo número de exposições e eventos. Continue lendo “Coleção de 688 peças coletada e organizada por Sandra Wellington é doada ao Museu do Índio”

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MPF demanda providências para fim de violência policial em área onde indígena Tembé foi baleado nesta sexta-feira no Pará

Instituição também requisitou investigação e presença da PF, além de ter pedido informações ao juiz local

MPF PA

O Ministério Público Federal (MPF) pediu ao governador do Pará que sejam tomadas medidas urgentes para pôr fim à violência policial em território indígena onde um integrante da etnia Tembé foi baleado nesta sexta-feira (4). Segundo a associação Tembé, a vítima foi alvejada na aldeia Bananal, em Tomé-Açu, no nordeste do estado. Continue lendo “MPF demanda providências para fim de violência policial em área onde indígena Tembé foi baleado nesta sexta-feira no Pará”

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Oito teses para aprofundar a luta feminista. Por Silvia Federici e Verónica Gago

É preciso mudar o mundo, não apenas melhorar a condição das mulheres e dissidentes sexuais. Só um projeto que pense a sociedade a partir da reprodução da vida pode fazê-lo. É tarefa árdua, mas algumas ideias podem inspirar ações

Da Revista Rosa*, no Outras Palavras

Vivemos um momento crucial, de aceleração da crise que o capitalismo está produzindo na vida de milhões de pessoas e de mobilizações e formas diversas de subversão da vida cotidiana empurradas pelos feminismos. Continue lendo “Oito teses para aprofundar a luta feminista. Por Silvia Federici e Verónica Gago”

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