O sequestro pelo neoliberalismo da noção de “revolução” permitiu à extrema direita assumir uma posição antissistêmica
O neoliberalismo sequestrou a noção de “revolução”. Assim, uma fração hegemônica da classe dominante pôde apresentar-se com o discurso desabonador ao estado de coisas. O deslocamento do campo revolucionário permitiu à extrema direita assumir uma posição antissistêmica e, num giro de 180°, acusar de reacionários aqueles que expunham os ardis das reformas para a reconfiguração das relações entre capital e trabalho. A avalanche do pensamento único desceu o Mont Pèlerin, com tal violência, que a dama de ferro britânica virou uma espécie de porta-bandeira no quadro A liberdade guiando o povo (1830), de Eugène Delacroix. Os carbonários agora vestiam verde e amarelo. Continue lendo “A ‘revolução passiva’ neoliberal. Por Luiz Marques”










