A agroecologia pode alimentar o mundo, mas falta investimento

Projeto Brasil Sem Veneno ouviu pesquisadores e assentados, que apontam caminhos para produzir em larga escala de forma agroecológica; crescimento depende de incentivos públicos para adaptar maquinário, fortalecer circuitos locais e garantir a oferta de insumos

Por Raquel Torres, especial para O Joio e O Trigo e De Olho nos Ruralistas

A Segunda Guerra Mundial estava no fim, em 1944, quando Norman Borlaug chegou ao México para chefiar um programa de melhoramento genético do trigo, financiado pelo governo mexicano e pela Fundação Rockefeller. O cientista estadunidense, que até então trabalhava na empresa química DuPont, tinha a missão de aumentar a produção do grão no país. Continue lendo “A agroecologia pode alimentar o mundo, mas falta investimento”

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11 milhões de casas vazias e 6 milhões de pessoas sem casa: o que explica a crise habitacional?

O novo Censo revela que em 12 anos o número de domicílios vagos aumentou 87%, o que não diminuiu o déficit habitacional

por Gabriela Moncau, em Brasil de Fato

Às vésperas da festa de quatro anos da Ocupação dos Queixadas, onde 105 famílias resistem a despejo iminente em Cajamar (SP), Vanessa Mendonça viu os dados do novo Censo. Ela mora na comunidade desde que ocuparam o terreno que estava abandonado havia ao menos 19 anos. Continue lendo “11 milhões de casas vazias e 6 milhões de pessoas sem casa: o que explica a crise habitacional?”

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Para compreender a geração nem-nem

Pesquisa mostra: 20% dos jovens não estuda nem trabalha, apesar de, pela primeira vez no Brasil, metade da população ter concluído o ensino médio. Fusão entre sistema educativo e econômico fracassa: é hora de renovar propósitos formativos

por Roberto Rafael Dias da Silva, em Outras Palavras

Desde o início deste mês, com a divulgação dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-Educação), as principais mídias de nosso país redescobriram a temática das relações entre juventude e escolarização. De acordo com o levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), temos 49 milhões de brasileiros e brasileiras na faixa de 15 a 29 anos, e destes, 20% não estavam estudando nem trabalhando no período abarcado pela investigação. Trata-se de uma geração que tem sido nomeada como “nem-nem”. Suas justificativas para terem deixado a escola dizem respeito a um amplo conjunto de fatores que incluem a busca por emprego, cuidados com outras pessoas e a realização de tarefas domésticas, dentre outros. Trata-se de uma pesquisa bastante relevante – com dados incontornáveis -; entretanto, precisa ser examinada a partir de uma perspectiva mais abrangente que, sob nossa compreensão, incorpore, pelo menos, três questões, sejam elas: os efeitos paradoxais da democratização da escolarização, a crise social experimentada de modo intensivo no cenário neoliberal e o tratamento individualizado para as novas questões sociais neste início de século. Continue lendo “Para compreender a geração nem-nem”

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Quando a utopia parecia estar ali na esquina

Mesmo sem estratégia, Junho de 2013 mostrou que parte das esquerdas precisavam sair da pequena política e de gabinetes – e lutar como quem sonha. E, para aqueles que, brutalizados, e dormem pouco e mal, todo lampejo de sonho vale a pena

por Rodrigo Castelo, em Outras Palavras

O título O gigante acordou? A quebrada nunca dormiu: impressões sobre Junho 2013 foi uma proposta da equipe do Sesc Campo Limpo prontamente acolhida pela curadoria do evento, formada por Fernanda Almeida e por mim. É um título muito sugestivo e me levantou uma questão para ser o fio condutor desse bate-papo com o público aqui presente. Continue lendo “Quando a utopia parecia estar ali na esquina”

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Os caminhos e a atualidade do feminismo negro

No Brasil, o movimento deglutiu experiências internacionais e resistências ao colonialismo. Ganhou robustez com as ideias Lélia Gonzalez e Sueli Carneiro. E forjou sua teoria e prática na presença: em terreiros, quilombos, periferias…

Por Carolina dos Santos Bezerra Perez, na Revista Cult / Outras Palavras

Peço licença às minhas mais velhas
Ofereço o meu abraço àquelas que estão ao meu lado
Desejo que as mais novas não tenham que ser guerreiras e fortes como nós
Que tenham amor, proteção, apoio e cuidado por onde forem e para o que quiserem ser. Continue lendo “Os caminhos e a atualidade do feminismo negro”

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Carta de um parente ameaçado de morte. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

“I think that I shall never see / A poem lovely as a tree”.
(Joyce Kilmer. Trees and Other Poems. 1914) 

Manaus, 15 de julho de 2023

Prezado

Essa carta é um pedido de socorro. Minha vida virou um inferno, corro o risco de ser trucidado. Milicianos invadiram meu domicílio no Parque dos Bilhares e tocaram o terror. Encoberto pelas árvores que ainda não foram cortadas, consegui fugir de lá para me esconder numa ocupação irregular no bairro Coroado, tudo isso a pé, porque não recadastrei no Sinetram o benefício de meia-passagem estudantil. Espero tua ajuda. Continue lendo “Carta de um parente ameaçado de morte. Por José Ribamar Bessa Freire”

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Ucrânia: Por que a guerra ‘não pode’ ter fim. Por Chris Hedges

EUA renovam seu arsenal, descartando o ultrapassado para Kiev. E usam a velha retórica de defesa da paz e da democracia para sabotá-las, emparedar a Rússia e enriquecer os “barões da guerra”. Indústria militar, não Putin, é a ameaça global

No ScheerPost / Outras Palavras

O manual que os cafetões da guerra usam para nos capturar em um fiasco militar após o outro – incluindo Vietnã, Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria e agora a Ucrânia – não muda.  Continue lendo “Ucrânia: Por que a guerra ‘não pode’ ter fim. Por Chris Hedges”

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Federici: Uma análise feminista da guerra

Para além das bombas, o terror avança pelas trincheiras do endividamento, do extrativismo, da poluição… É a destruição criativa usada para recompor a ordem capitalista. Só o Comum e Cuidado podem forjar um tecido social capaz de resistir

Por Silvia Federici, no Tinta Limón / Outras Palavras

É fundamental falar hoje sobre a guerra, pois ela se tornou um elemento permanente da política capitalista em nível internacional. Que hoje haja guerras em grande parte do planeta não é por acaso: é parte fundamental do desenvolvimento capitalista, da expansão das relações capitalistas no mundo. Marx já havia enfatizado que no capitalismo a violência é uma força produtiva. Então, essa produtividade da guerra se manifestou desde as primeiras décadas do desenvolvimento da sociedade capitalista, com o imperialismo, mas agora continua. Continue lendo “Federici: Uma análise feminista da guerra”

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Orwell e Huxley previram nosso ‘admirável’ presente?

Um viu o adestramento social hedonista, num mundo instagramável. Outro, servidão permanente em troca de algum conforto no final do mês. Na tecnologia e precarização, ambos arrostaram o novo poder: nenhum pastor e um só rebanho!

Por Aleksandra Sowa, no Nuso | Outras Palavras

O Zaratustra de Friedrich Nietzsche fez, como advertência, um retrato do último ser humano: “‘Inventamos a felicidade’, dizem os últimos homens e piscam”. O último homem conseguiu tudo, ele sujeitou seu entorno. Ele vive confortavelmente uma vida cheia de conforto: “Abandonou as regiões onde era difícil de se viver”, diz ele. “As pessoas têm seus pequenos prazeres no dia e seu pequeno prazer para a noite: mas honra a saúde”. Além disso, “um pouco de veneno de vez em quando: isso produz sonhos agradáveis. E muito veneno ao final, para ter uma morte agradável”. Os últimos homens não precisam de mais para vegetar confortavelmente no crepúsculo da civilização. “Chegou a hora do homem mais desprezível, aquele incapaz de desprezar a si mesmo”, disse Zaratustra. Continue lendo “Orwell e Huxley previram nosso ‘admirável’ presente?”

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Seis meses de governo do presidente Lula. Por Jean Marc von der Weid

Como o governo lidou nesses 180 dias com os problemas, restrições e ameaças

No A Terra é Red0nda

Com 180 dias de governo, já podemos ter uma ideia de como os problemas, restrições e ameaças que eu chamei de “armadilha” para o governo Lula, em uma série de artigos e debates, estão se manifestando e como estão sendo enfrentados. Continue lendo “Seis meses de governo do presidente Lula. Por Jean Marc von der Weid”

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