Nakwatxa, guerreira Avá-Canoeiro, deixa um legado de luta e resistência de seu povo

Funai

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), representada pela Coordenação Regional Araguaia Tocantins, lamenta o falecimento de Nakwatxa, uma anciã perseverante do Povo Avá-Canoeiro, que resistiu às contradições impostas antes e após o contato, ocorrido em 1983, em Minaçu (GO). A indígena faleceu nesta quinta-feira (4) em seu estado natal. Continue lendo “Nakwatxa, guerreira Avá-Canoeiro, deixa um legado de luta e resistência de seu povo”

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Visões indígenas: quando nasce o mundo das diferenças

O primeiro livro de autoria indígena no Brasil, de 1980, nunca foi tão atual e necessário. Em contraste com a monocultura colonial e cristã, em sua cosmologia os diferentes não se anulam nem se resolvem – mas, ao contrário, nutrem-se entre si

Por Álvaro Faleiros*, na coluna Visões indígenas em tradução, em Outras Palavras

A publicação em 2021, pela editora Valer de Manaus, da quarta edição do primeiro livro escrito por indígenas no Brasil, intitulado Antes o mundo não existia, dos autores do povo Desana, Umúsin Panlón Kumu (Firmiano Arantes Lana, 1927-1990) e Tolamán Kenhíri (Luiz Gomes Lana, 1947-) situa-se num momento ímpar da história do Brasil. A primeira edição foi publicada pela Livraria Cultura Editora em 1980.1 Continue lendo “Visões indígenas: quando nasce o mundo das diferenças”

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Quem cura a dor das mães negras?

Em obra a ser lançada neste sábado, Rachel Gouveia Passos investiga o trauma persistente das mulheres periféricas, que insistem em psiquiatrizar. Capítulo que trata da perda de filhos para a violência policial aponta: “o tomar remédio já começa no cemitério”

por Rachel Gouveia Passos*, em Outra Saúde

Algo quase sempre invisível é tema central da obra Na mira do fuzil: a saúde mental das mulheres negras em questão, de Rachel Gouveia Passos, publicada pela Editora Hucitec, parceira editorial do Outra Saúde. Resultado de sua pesquisa de pós-doutorado, a autora busca tecer uma análise teórica e prática sobre a produção do sofrimento e do adoecimento psíquico vivido pelas mulheres negras do país. Continue lendo “Quem cura a dor das mães negras?”

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Com cinco meses de governo, ventos civilizatórios ainda não sopraram sobre a região amazônica, constata Luis Fernando Novoa Garzon em conferência proferida no IHU

Professor apresentou seus estudos sobre o que considera “milícias amazônicas” que seguem ditando suas regras na região como um Estado paralelo

em IHU

O presidente Lula mal tinha sentado em sua cadeira presidencial deste novo mandato, e uma emergência nacional tomou conta do povo Yanomami. Em um verdadeiro flagelo humanitário, indígenas de todas as idades caíam e morriam, doentes, agonizando por falta de comida e assistência médica. Por mais terrível que parece, essa é apenas a face mais visível da história desse povo. O governo foi para lá em peso, desencadeou uma operação envolvendo diversos ministérios para socorrer essas pessoas e agir sobre o garimpo ilegal. Na semana passada, meses depois de toda a mobilização, um indígena morreu com tiro na cabeça e outros dois ficaram feridos. Depois, os corpos de oito garimpeiros são encontrados na região. Continue lendo “Com cinco meses de governo, ventos civilizatórios ainda não sopraram sobre a região amazônica, constata Luis Fernando Novoa Garzon em conferência proferida no IHU”

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“Situação de guerra”: governo pede apoio militar para ações contra garimpo na Terra Yanomami

ClimaInfo

“Agora é quase uma guerra. É um querendo se defender do outro. Eles [garimpeiros] veem os indígenas e já vão para cima, e os indígenas reagem para não morrer. A gente não quer que ali seja um campo de batalha sangrento em que pessoas, tanto de um lado como do outro, matem e morram tentando se salvar. A gente quer acabar com esse conflito armado que deixou tantas vítimas.” Continue lendo ““Situação de guerra”: governo pede apoio militar para ações contra garimpo na Terra Yanomami”

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Pressão externa aumentou emissão de gases estufa das Terras Indígenas da Amazônia nos últimos três anos

ClimaInfo

Um estudo publicado na revista Scientific Reports nesta semana estimou o volume de dióxido de carbono, principal gás do efeito estufa, emitido pelo desmatamento em Terras Indígenas na Amazônia. Entre 2013 e 2021, a derrubada de vegetação nativa em território indígena gerou 96 milhões de toneladas de CO2, sendo que 59% deste total foi emitido nos últimos três anos analisados (2019-2021), sob o governo do inominável. Continue lendo “Pressão externa aumentou emissão de gases estufa das Terras Indígenas da Amazônia nos últimos três anos”

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Acampamento Terra Livre 2023: O grito indígena por demarcação ocupou Brasília

Pelo 19º ano, ATL levou indígenas de todo o país à capital federal para pressionar o governo e o Congresso por direitos

Por Anna Beatriz Anjos, em Agência Pública

Os indígenas querem mais. Mais terras demarcadas, mais garantia de direitos, mais força para barrar iniciativas parlamentares anti-indígenas. Essas são as principais conclusões da 19ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), a maior assembleia indígena do país, que aconteceu entre os dias 24 e 28 de abril, em Brasília. Continue lendo “Acampamento Terra Livre 2023: O grito indígena por demarcação ocupou Brasília”

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De Zambelli a Dallagnol: quem votou contra igualdade salarial de homens e mulheres

Projeto do governo Lula que cria mecanismos para equiparar salários de homens e mulheres que exercem a mesma função foi aprovado na Câmara por ampla maioria, mas há quem não queira; veja

Por Ivan Longo, em Revista Fórum

Foi aprovado pela Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (4), o Projeto de Lei 1085/23, enviado ao Congresso Nacional em março pelo governo Lula, que institui obrigatoriedade de igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função. O PL seguirá para análise do Senado. Continue lendo “De Zambelli a Dallagnol: quem votou contra igualdade salarial de homens e mulheres”

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Conselheiro do Bradesco tem área sobreposta a terra indígena dos Xetá no Paraná

Rubens Aguiar Alvarez, neto do fundador do banco Amador Aguiar, quer deixar 7 hectares para indígenas que sobreviveram a extermínio de décadas; dados fazem parte do relatório “Os Invasores”, lançado pelo De Olho nos Ruralistas no dia 19 de abril

Por Hugo Souza, Luma Ribeiro Prado e Tonsk Fialho, em De Olho nos Ruralistas

Segundo maior banco privado do país, o Bradesco possui conexão direta com conflitos em terras indígenas. No pequeno município paranaense de Ivaté, na região de Umuarama (PR), ocorre a maior sobreposição da região Sul, apontada pelo relatório “Os Invasores: quem são os empresários brasileiros e estrangeiros com mais sobreposições em terras indígenas”, lançado em 19 de abril, Dia dos Povos Indígenas. Continue lendo “Conselheiro do Bradesco tem área sobreposta a terra indígena dos Xetá no Paraná”

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Mulherizar, indigenizar, oncificar: a linguagem que expressa a força do movimento indígena

Há 19 anos, povos originários organizam sua luta no Acampamento Terra Livre (ATL), uma assembleia anual em Brasília. Em 2023, celebraram pela primeira vez sua participação em esferas de poder, a estratégia de ‘aldear a política’

SUMAÚMA

Os prédios que representam o poder em Brasília, não apenas político mas também o dos enclaves econômicos que dominam e dirigem o país há séculos, mudaram de cor nos dias em que 6 mil indígenas se alojaram na capital federal, em frente ao Teatro Nacional. Mesmo diante de um Congresso Nacional com uma bancada ruralista cada vez mais forte – são 347 membros na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), 300 dos 513 deputados e 47 dos 81 senadores –, o movimento indígena se mostra cada vez mais organizado, resiliente e resistente. Tornou-se impossível não mais enxergar os indígenas e sua luta, ainda que muitos grupos políticos se articulem cada vez mais para mantê-los invisíveis e exterminá-los. Continue lendo “Mulherizar, indigenizar, oncificar: a linguagem que expressa a força do movimento indígena”

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