A sede dos homens e dos animais. Por Roberto Malvezzi (Gogó)*

As cisternas eliminaram a sede humana mortal do Nordeste. Mas circulam imagens de animais nas cidades, em busca de água e comida. Não nos esqueçamos deles, e lembremos: o modelo agrícola atual é devastador a todos os seres vivos

em Outras Palavras

Na longa experiência de vida aqui pelo Semiárido Brasileiro, sertão do Nordeste, sempre em equipe, vimos pessoalmente muita fome, sobretudo na década de 80. Ali, em Campo Alegre de Lourdes, na divisa com Piauí, na chamada seca de 79 a 83, nossos olhos viram a fome, a sede, as migrações, os saques, a mortalidade infantil e adulta, o sofrimento das mulheres para colocar uma lata de lama nos potes. Essa via-sacra era cotidiana e muitas vezes a água contaminada dos barreiros estava a uma légua – 6 km – distante de suas casas. Hoje, com as cisternas, as adutoras de porte pequeno e médio, com todas as políticas públicas, a sede mortal já não é mais um problema chave nesses fenômenos socioambientais macabros como naqueles tempos. Continue lendo “A sede dos homens e dos animais. Por Roberto Malvezzi (Gogó)*”

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Como recuperar os hospitais federais do Rio de Janeiro

Durante o governo Bolsonaro, foi entregue aos militares, que cortaram leitos e serviços. Agora, é possível resgatá-los, começando por recuperar a capacidade produtiva e a integração na rede. De atenção integral, podem prestar serviços essenciais aos brasileiros

por Gabriel Brito, em Outra Saúde

Histórico palco de disputas políticas, os hospitais federais do Rio de Janeiro são um importante braço do sistema público de saúde. Herança da época em que o Rio era a capital, tais estruturas fazem parte de uma rede que inclui importantes institutos, como os do Câncer e de Cardiologia – e foram outra faceta da tragédia dos anos Bolsonaro na área da saúde. Em abril, a ministra da Saúde Nísia Trindade nomeou uma nova equipe para a Diretoria de Gestão Hospitalar (DGH), que cuidará deste importante departamento do ministério da Saúde. Continue lendo “Como recuperar os hospitais federais do Rio de Janeiro”

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O ponto fraco da ultradireita latinoamericana

Assim como na Europa, ela cultua violência e anticomunismo. Mas sua referência é Trump. Por isso, seu nacionalismo é oco: ela não quer nem Estado forte, nem críticas ao neoliberalismo e aos EUA. Aí pode estar seu calcanhar-de-aquiles

por Claudio Katz, na Jacobin Latinoamericana | Tradução: Antonio Martins, em Outras Palavras

A ascensão das novas direitas não produz mais surpresa. Confirma uma tendência das últimas décadas, que inclui a captura de vários governos e sua presença como um ator no sistema político. A onda de projetos reacionários canaliza parte do descontentamento gerado pela globalização neoliberal. Captura, com mensagens controversas, o desencanto causado por um modelo que multiplicou desigualdade, desemprego e precariedade. Continue lendo “O ponto fraco da ultradireita latinoamericana”

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Ritual do Bilibeu celebra a cultura e a resistência do povo Akroá Gamella, do Maranhão

O ritual aconteceu entre os dias 23 de abril e 1º de maio, no Território Taquaritiua, com a presença dos povos Krenjê, Ka’apor e Tremembé da Raposa e de Engenho

POR JESICA CARVALHO, ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CIMI REGIONAL MARANHÃO

Os pés que demarcam o território também contam a história de um povo que resiste e luta para manter a sua cultura e identidade vivas. Entre os dias 23 de abril e 1º de maio, os indígenas Akroá Gamella, do Maranhão, celebraram o ritual do Bilibeu, encantado cultuado no território Taquaritiua, na Baixada Maranhense (MA). Continue lendo “Ritual do Bilibeu celebra a cultura e a resistência do povo Akroá Gamella, do Maranhão”

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Oficina de Formação Política Jurídica debate legislação e processos administrativos de demarcação de Terras Indígenas, em Tefé (AM)

Lideranças de oito povos participaram da Oficina, trocaram experiências e são unânimes na opinião de que “a dor de um, é a dor de muitos”

POR FÁBIO PEREIRA, MISSIONÁRIO DO CIMI NA PRELAZIA DE TEFÉ, E LÍGIA APEL, ASCOM REGIONAL NORTE I

“Temos sofrido diversos tipos de ameaças e diversos tipos de invasões de pessoas não indígenas que se localizam ali ao redor do território para extração de forma ilegal de recursos naturais como o açaí, a castanha e também de madeira. Além disso, também os indígenas têm sofrido com ameaças, até mesmo de morte por esses invasores. Então, nesse sentido, se faz importante essa oficina que estamos tendo para que nós consigamos saber quais são os nossos direitos, onde devemos reivindicar e a quem procurar [quando acontecem esses problemas]”. Continue lendo “Oficina de Formação Política Jurídica debate legislação e processos administrativos de demarcação de Terras Indígenas, em Tefé (AM)”

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A construção de propostas efetivas para política de educação escolar indígena marcou a Semana dos Povos Indígenas em Tefé (AM)

Um verdadeiro ajuri – mutirão – de conhecimentos sobre educação escolar indígena reuniu os povos, órgãos públicos e organizações da sociedade civil do município de Tefé

POR FÁBIO PEREIRA, MISSIONÁRIO DO CIMI NA PRELAZIA DE TEFÉ, REGIONAL NORTE I

Caciques, tuxauas, estudantes, professores indígenas, não indígenas, Fundação Nacional do Povos Indígenas (Funai), Conselho Distrital de Saúde Indígena, Conselho Indigenista Missionário (Cimi) da Prelazia de Tefé do Regional Norte 1, Fórum Municipal de Educação Escolar Indígena de Tefé (FOMEEI), Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, parceiros e aliados da causa indígena participaram no dia 18 de abril do Encontro de Professores Indígenas, um grande ajuri – reunião de esforços – pela Educação Escolar Indígena de Tefé, no Amazonas. Continue lendo “A construção de propostas efetivas para política de educação escolar indígena marcou a Semana dos Povos Indígenas em Tefé (AM)”

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Só teremos escolas seguras com regulação da internet, diz ministro

Lei precisa estabelecer direitos e deveres de internautas e empresas

Por Alex Rodrigues, na Agência Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, voltou a defender a importância de o Congresso Nacional aprovar uma lei que regulamente o funcionamento das plataformas digitais no Brasil. Para Dino, estabelecer os direitos e deveres dos internautas e das chamadas big techs (do inglês, grandes empresas de tecnologia) é de fundamental importância para o combate à violência nas escolas e ao crescimento do extremismo no país. Continue lendo “Só teremos escolas seguras com regulação da internet, diz ministro”

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A violência é contra a escola

Será preciso aprender com os povos originários suas práticas de construir pertencimento comunitário, para que o convívio se torne currículo

por ILANA KATZ, em Sumaúma

Nas últimas semanas, a violência contra a escola ameaçou seu funcionamento, inclusive com a hipótese de suspensão das aulas. Para compreender por que isso acontece é preciso entender que a escola é a maior expressão da sociedade humana ocidental para o enfrentamento da barbárie – e as ameaças contra ela produzem um efeito imediato: pânico. Não há afeto mais desagregador que esse. Pânico é “salve-se quem puder”. A violência contra a escola é um ataque à possibilidade de vivermos uns com os outros. Continue lendo “A violência é contra a escola”

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Indígena da etnia Munduruku toma posse em unidade da Funai de Itaituba, no Pará

Funai

O indígena Hans Amâncio Caetano Kaba Munduruku tomou posse na Coordenação Regional Tapajós, unidade da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) localizada no município de Itaituba, estado do Pará. Hans Kaba foi indicado por consenso pelo povo Munduruku por meio de uma Assembleia Geral Extraordinária realizada entre os dias 6 e 7 de fevereiro deste ano na Aldeia Waro Apompo. Continue lendo “Indígena da etnia Munduruku toma posse em unidade da Funai de Itaituba, no Pará”

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Governo Federal inicia retirada pacífica de ocupantes ilegais da Terra Indígena Alto Rio Guamá

Funai

O Governo Federal dará início, nesta quarta-feira (3), ao processo de desintrusão da Terra Indígena Alto Rio Guamá, no Nordeste do Pará. O objetivo é garantir aos povos Tembé, Timbira e Kaapor o pleno direito sobre a área demarcada em 1993. São 280 mil hectares onde vivem cerca de 2,5 mil indígenas. Continue lendo “Governo Federal inicia retirada pacífica de ocupantes ilegais da Terra Indígena Alto Rio Guamá”

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