“A sociedade brasileira é segregada e quando ela produz essa separação entre os extremamente ricos e os extremamente pobres (…) é muito difícil que a noção de ‘nosso’, de ‘coletivo’, de coisa pública se construa”, afirma a psicanalista e presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco
Por: Patricia Fachin, em IHU
Inúmeros são os fatores que tentam explicar as ondas de violência que se manifestam no cotidiano, seja nas famílias, seja nas escolas ou nos ambientes de trabalho. Um deles é “o nosso modo de trabalhar e se relacionar, que tem desprezado as relações e a contiguidade; não estamos mais próximos e essa é uma marca muito dura da civilização contemporânea”, destaca Rosana Onocko-Campos, na entrevista a seguir concedida por WhatsApp ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU. Para superar esta e outras doenças que acometem as pessoas atualmente, sublinha, “precisamos reestabelecer a proximidade porque a única forma de se importar com os outros é conhecendo-os, estando junto, próximos”. Continue lendo “Reestabelecer a proximidade, resgatar a coisa pública e superar a segregação: desafios para romper com a violência brasileira. Entrevista especial com Rosana Onocko-Campos”