Para’í leva cultura do povo Guarani às telas do cinema

Com protagonistas e realizadores indígenas, longa-metragem enfoca relação dos Guarani com seu território e seus alimentos tradicionais

POR ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO – PARA’Í / CIMI

Vai ter Guarani no cinema! Na quinta-feira, dia 20 de abril, estreia o filme Para’í, que promete levar a cultura do povo Guarani e sua luta pela terra a salas de cinema de todo o Brasil. Continue lendo “Para’í leva cultura do povo Guarani às telas do cinema”

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Proteção ambiental das terras de povos indígenas do Mato Grosso depende de demarcação

Roubo de madeira, desmatamento e represamento de rios são denunciados a órgãos do governo; para esses povos, demarcação se apresenta como forma de enfrentamento a crimes ambientais

POR MAIARA DOURADO, DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CIMI

Mais de 20 lideranças indígenas dos povos Kaiabi, Chiquitano, Myky e Bororo, de Mato Grosso, desembarcaram em Brasília, na última semana, com uma preocupação. “Nossa terra indígena está sendo desmatada”. Em denúncia feita na última quinta-feira (13) ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Hídricos (Ibama), à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e ao Ministério dos Povos Indígenas ( MPI), o roubo de madeira, o represamento de rios e a invasão das terras por fazendeiros e madeireiros foram colocados como argumentos principais para se avançar com os processos de demarcação. Continue lendo “Proteção ambiental das terras de povos indígenas do Mato Grosso depende de demarcação”

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UnB abre primeiro processo seletivo com cotas para quilombolas

Coordenação da Conaq e estados vizinhos comemoram ação afirmativa

por Valmir Araújo, em Brasil de Fato

Atendendo a uma demanda antiga dos movimentos sociais, a Universidade de Brasília (UnB) anunciou que o processo de seleção a partir do segundo semestre deste ano contará com cotas para quilombolas. De acordo com a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), apenas cerca de 20% das universidades públicas brasileiras utilizam esse tipo de cota. Essa política vai beneficiar pessoas do Distrito Federal e estados vizinhos, sobretudo de Goiás e Minas Gerais que possuem muitas comunidades quilombolas próximas à Capital do país. Continue lendo “UnB abre primeiro processo seletivo com cotas para quilombolas”

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Mais de 70% dos municípios não aplicam lei que determina ensino de história afro-brasileira

Levantamento feito pela Geledés Instituto da Mulher Negra e pelo Instituto Alana foi apresentado nesta terça (18)

Brasil de Fato

Um levantamento publicado nesta terça-feira (18) revela que 71% das redes municipais de ensino do país deixam de colocar em prática o que determina a Lei Federal 10.639/03, que determina que escolas devem ensinar história e cultura afro-brasileira. Enquanto isso, apenas 29% das secretarias municipais de educação mantêm ações consistentes para que a legislação – que completou 20 anos no início de 2023 – entre efetivamente em vigor. Continue lendo “Mais de 70% dos municípios não aplicam lei que determina ensino de história afro-brasileira”

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Empresa de garimpeiro vai construir poços na TI Yanomami

Por Felipe Medeiros, em Amazônia Real

Boa Vista (RR) – A empresa Cataratas Poços Artesianos Ltda foi contratada pelo Ministério da Defesa para construir poços artesianos na Terra Indígena Yanomami, com um orçamento de R$ 185 mil. A contratação foi feita sem licitação e  publicada no último dia 10 no Diário Oficial da União. A dispensa de licitação, embora seja emergencial no contexto de crise sanitária e de saúde vivida pelos Yanomami, por si só, já poderia ser suficientemente questionada. Mas o fato da empresa pertencer a um dos maiores chefes do garimpo ilegal na terra indígena demonstra que a contratação, se não traz irregularidades administrativas, é carregada de contradições. Lideranças indígenas ouvidas pela Amazônia Real demonstraram indignação com a escolha inusitada para o atual contexto. Continue lendo “Empresa de garimpeiro vai construir poços na TI Yanomami”

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O agro é Aldo: o ex-comunista e ex-ministro de governos do PT articula na Amazônia cruzada contra a agenda ambiental de Lula

Aldo Rebelo, parlamentar por mais de duas décadas pelo PCdoB, ex-aliado de Lula e Dilma, circula agora ao lado de bolsonaristas e grileiros, em defesa de um projeto político agromilitar que organiza a partir da cidade de Altamira, um dos epicentros da destruição da floresta amazônica

por CLAUDIA ANTUNES, em Sumaúma

Deputado por 24 anos pelo PCdoB e quatro vezes ministro nos governos petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, Aldo Rebelo conquistou os grileiros e fazendeiros de Altamira, que até o ano passado formavam uma sólida base bolsonarista. Essa cidade do Pará, no arco do desmatamento, na rota da rodovia Transamazônica e centro de conflitos agrários e ambientais, tem sido desde janeiro o segundo domicílio do ex-comunista, que mora em São Paulo. A partir da sede do município, à margem do rio Xingu, onde Jair Bolsonaro teve 62% dos votos no segundo turno da eleição de 2022, Aldo tem percorrido a Amazônia com seu chapéu-panamá para promover um “projeto político” em que disputa a agenda do clima e do meio ambiente com o governo Lula. Apesar da expectativa de apoiadores de que ele se lance como uma alternativa a Jair Bolsonaro, Aldo nega ter ambições eleitorais e diz que seu horizonte é a conferência climática da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2025, a COP 30, que Lula pretende realizar em Belém, a capital do Pará. Continue lendo “O agro é Aldo: o ex-comunista e ex-ministro de governos do PT articula na Amazônia cruzada contra a agenda ambiental de Lula”

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Terra demarcada com sangue Xakriabá

Território só foi homologado pela Funai após massacre que matou três lideranças

Por Queila Ariadne, O Tempo

Primeiro, tiros no meio da madrugada. Depois, outro barulho ainda mais estarrecedor. “Escutei o tombo do meu pai caindo atrás da gente”, conta Domingos Nunes de Oliveira, 49. Naquele dia, 12 de fevereiro de 1987, ele viu o pai, Rosalino Gomes de Oliveira, ser assassinado por posseiros, viu o irmão de 11 anos ser obrigado a arrastar o corpo, e a mãe grávida ser baleada com sua irmãzinha de 2 anos nos braços. Outras duas lideranças foram mortas. Continue lendo “Terra demarcada com sangue Xakriabá”

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Mineração acirra luta por território de etnias indígenas na Grande BH

Exploração mineral e rompimento de barragem intensificaram conflitos fundiários

Por Lucas Morais, O Tempo

Sob o sol forte típico do fim do verão, o canto e a dança milenar simbolizam a resistência de um povo. Em cada rosto e no peito, desenhos homenageiam os antepassados mortos por conflitos que insistem em não cessar desde a invasão portuguesa ao Brasil, no século XVI. No território cercado por matas e uma lagoa, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, a união de quatro povos busca um direito básico: o acesso à terra. Continue lendo “Mineração acirra luta por território de etnias indígenas na Grande BH”

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Ditadura criou centro de tortura em Minas e espalhou medo entre o povo Krenak

Reformatório Krenak passou a funcionar em 1969 na cidade de Resplendor, na região do Rio Doce; cerca de cem indígenas de diversas etnias de todo o país foram encarcerados no local

Por Bruno Mateus, O Tempo

João Bugre, um então jovem de 16 anos, foi acordado com cinco fortes e precisas batidas na janela da casa onde morava com o tio Jonas. “O cabo Vicente está querendo te ver”, disseram os policiais. Acuado, João foi ao encontro de Antônio Vicente, então cabo da Polícia Militar de Minas Gerais. “Podem levar esse índio preso. Ele estava bebendo por aí”, foi o que João escutou. Continue lendo “Ditadura criou centro de tortura em Minas e espalhou medo entre o povo Krenak”

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Área visitada em território Maxakali não tem rio nem mata

Nossa equipe de reportagem atravessou de carro o maior território contíguo dos Maxakali – de Água Boa, em Santa Helena de Minas, a Pradinho, em Bertópolis (53 km²).

Por Maria Iranilda, O Tempo

Nossa equipe de reportagem atravessou de carro o maior território contíguo dos Maxakali – de Água Boa, em Santa Helena de Minas, a Pradinho, em Bertópolis (53 km). A mata não existe mais. Os aldeamentos de três a 15 moradias preenchem, de forma espaçada, a imensidão verde do capim. Em cada aldeia, vive uma mesma família, e em todas há uma escola da rede estadual de ensino. Os professores são os próprios indígenas, e as construções são simples, de alvenaria, barro batido e pau a pique. Continue lendo “Área visitada em território Maxakali não tem rio nem mata”

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