Funai e Ministério da Cultura debatem parceria para proteção aos conhecimentos tradicionais indígenas

Na Funai

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Direitos Autorais e Intelectuais (SDAI), realizaram reunião visando estreitamento de parceria interinstitucional voltada à construção de proposta do Marco Legal de Proteção aos Conhecimentos Tradicionais, Expressões Culturais Tradicionais e Expressões da Cultura Popular com garantia da participação dos povos indígenas, das diversas regiões do país, de forma a promover e fortalecer seus protagonismos. Continue lendo “Funai e Ministério da Cultura debatem parceria para proteção aos conhecimentos tradicionais indígenas”

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Armas, carbono e mistério: o segredo militar que põe em risco o clima do mundo

4º maior emissor de gases do efeito estufa, Forças Militares ainda escondem dados e passam ao largo do Acordo de Paris

Por Isabel Seta | Edição: Ed Wanderley, em Agência Pública

Tiro, porrada, bomba – e emissão de carbono. Com veículos blindados, aviões de combate e navios de guerra, transporte de tropas e toda uma cadeia de produção de armamentos, a guerra deixa um rastro de horror também para o clima. Continue lendo “Armas, carbono e mistério: o segredo militar que põe em risco o clima do mundo”

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Saúde mental e vida nas grandes cidades

O Comum deveria ser a alma da vida urbana. Mas o desenho das metrópoles amplia o mal-estar coletivo. Poderia um planejamento, a partir do Cuidado e da desaceleração, mitigar o sofrimento psíquico? Reflexões a partir do urbanismo, da psicanálise e do “andar de baixo”

Por Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota
e adiar para outro século a felicidade coletiva.
Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição
porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.

Carlos Drummond de Andrade, em “Elegia 1938” (O Sentimento do Mundo, 1940)

Edvaldo Gonçalves de Souza, um cara franzino, negro e cinquentão, viveu anos nas ruas de São Paulo. Viveu, não morou, frisa, pois sarjeta não é casa. Conheço-o há quase dez anos. Hoje liderança do movimento da população em situação de rua, ele nunca furta-se a descrever uma cidade que parece desenhada para adoecer as pessoas. “São tantas coisas, bicho”… E aí vão reticências, até encontrar palavras adequadas para narrar o apartheid urbano, que conhece muito bem porque viveu na pele; é um desterrado da metrópole, que foi empurrado para trabalhos cada vez mais precários, amargou o desemprego, afundou-se na depressão, o que, junto com um desarranjo familiar, o fez buscar consolo na aguardente, ser despejado e ir parar no olho da rua… e comer o pão que o capital sovou. Continue lendo “Saúde mental e vida nas grandes cidades”

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Água: o enganoso mito da Escassez

Diante do risco de crise hídrica em SP, diretor da Sabesp alega que empresa “não fabrica” o líquido. Por que a frase é apenas uma meia verdade? O que ela tenta esconder sobre as responsabilidades da companhia, abandonada no pós-privatização pela busca do lucro máximo?

Por Hugo Oliveira, em Outras Palavras

Recentemente, uma declaração do diretor regional da Sabesp, Marco Barros, ecoou como um lembrete incômodo da visão limitada que ainda domina o setor de saneamento: “Nós não fabricamos a água, a gente trata a água”. À primeira vista, a frase parece um raciocínio lógico inquestionável — afinal, a ciência ainda não sintetiza H²O em escala industrial. No entanto, sob a ótica da gestão pública e ambiental, essa afirmação é uma perigosa meia-verdade que mascara a omissão institucional frente à segurança hídrica. Continue lendo “Água: o enganoso mito da Escassez”

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Justiça nega pedido de reintegração e indígenas mantêm ocupação da Cargill

Após ordem judicial para liberar as vias de acesso ao complexo da trading em Santarém, manifestantes ocupam escritório da empresa em Santarém

ClimaInfo

Pela primeira vez desde 22 de janeiro, quando indígenas iniciaram protestos contra a dragagem do rio Tapajós e contra o Decreto nº 12.600/25 do governo federal, que inclui empreendimentos públicos hidroviários em alguns rios amazônicos no Programa Nacional de Desestatização, manifestantes ocuparam as instalações da trading agrícola Cargill em Santarém (PA), no sábado (21/2). A empresa entrou na Justiça pedindo a desocupação da área, mas não foi atendida. Continue lendo “Justiça nega pedido de reintegração e indígenas mantêm ocupação da Cargill”

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Reviver a moratória da soja

Autores de artigo analisam a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) de manter a suspensão da moratória da soja, que passou a valer em janeiro deste ano. Ambientalistas afirmam que a autarquia federal cedeu à pressão do agronegócio. Para especialistas, encerrar a moratória é irresponsável e que o ideal seria fortalecer os esforços de conservação e ajudar o acordo sobre a soja

Por Gustavo Magalhães de Oliveira, Philip Martin Fearnside e Jan Börner, em Amazônia Real

No 12 de fevereiro publicamos uma carta sobre a situação da Moratória da Soja na prestigiosa revista Science, disponível aqui [1]. O atual texto apresenta essas informações em português. Continue lendo “Reviver a moratória da soja”

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Foto: Gilson Abreu /AEN Agência de Notícias do Governo do Paraná

Escolas cívico-militar. Por Lauro Mattei

Cinco anos após sua expansão, o modelo cívico‑militar mostra-se um fracasso pedagógico e um risco social, marcado por autoritarismo, abusos e violação de direitos

No A Terra é Redonda

1.

Desde o lançamento do programa de escolas cívico-militar pelo governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) no ano de 2021 ficou claro que não se tratava de uma política educacional específica, mas sim de um projeto político conservador e reacionário cujo principal objetivo era doutrinar crianças e adolescentes de todo o país. E tudo isso foi sendo feito sob o pretexto de que essas escolas aumentariam a segurança dos estudantes, ao mesmo tempo em que reforçariam o processo disciplinar escolar. Continue lendo “Escolas cívico-militar. Por Lauro Mattei”

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Cuba, a Espanha do século XXI. Por Gabriel Cohn

A inação diante de Cuba repete o erro fatal de Munique: apaziguar o agressor só adia a guerra e a torna mais devastadora — a história não perdoa os que se calam diante do fascismo renascente

No A Terra é Redonda

1.

As atitudes do discípulo menor do senhor Adolf Hitler, com direito a reivindicação análoga à Grande Alemanha (Grossdeutschland) nazista no esgar maníaco da Grande América-MAGA, o senhor Donald Trump, vêm alisando o caminho de tendência atual de fundamental importância. Trata-se da experiência de pesadelo configurada na repetição passo a passo nos primeiros 30 anos do século XXI do período correspondente no século passado. Continue lendo “Cuba, a Espanha do século XXI. Por Gabriel Cohn”

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Militarização da folia: o que o poder público faz quando não sabe administrar festa. Por Jessica Santos

Newsletter da Ponte

Quando a equipe da Ponte voltou do feriado de Carnaval, recebeu uma enxurrada de imagens de agressões de policiais militares e guardas civis contra foliões em diferentes cidades brasileiras durante a maior festa de rua do planeta. Foi o segundo final de semana em que nos deparamos com vídeos que mostram a mesma situação.

Enquanto o poder público agia com seu braço armado, questões básicas como banheiros químicos e planejamento foram deixadas de lado, demonstrando, mais uma vez, a falta da mais simples gestão de um evento anual e previsível em termos de público, sobretudo em cidades como São Paulo. Continue lendo “Militarização da folia: o que o poder público faz quando não sabe administrar festa. Por Jessica Santos”

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A pedido da Funai, TRF1 suspende reintegração de posse da Terra Indígena Comexatibá na Bahia

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) obteve decisão judicial para suspender a liminar que concedia reintegração de posse à parte interessada na Terra Indígena (TI) Comexatibá, localizada no município de Prado, sul da Bahia. Com a decisão, fica determinada a paralisação da retirada forçada da comunidade indígena do território tradicionalmente ocupado pelo povo Pataxó. A decisão foi proferida na quarta-feira (18), em ação interposta pela Procuradoria Federal Especializada junto à Funai (PFE), pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

A decisão atende ao recurso apresentado pela autarquia indigenista após determinação que previa desocupação no prazo de dois dias. Com base em informações técnicas e cartográficas produzidas pela Funai, demonstrou-se que a área objeto da disputa está integralmente inserida nos limites da Terra Indígena Comexatibá, já declarada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em novembro de 2025, por meio da Portaria 1.073.  Continue lendo “A pedido da Funai, TRF1 suspende reintegração de posse da Terra Indígena Comexatibá na Bahia”

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