Desmatamento no Matopiba põe em risco o abastecimento de água de mais de 300 cidades

Estudos estimam que vazão dos rios no Cerrado deve cair 34% até 2050 por causa da perda da vegetação nativa

Por Giovana Girardi, em Agência Pública

Na região por onde o agronegócio mais avança no Cerrado, o chamado Matopiba (polígono entre as fronteiras dos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), pelo menos 373 municípios correm risco de desabastecimento e de perda da qualidade de água se os níveis atuais de desmatamento se mantiverem nos próximos anos.  Continue lendo “Desmatamento no Matopiba põe em risco o abastecimento de água de mais de 300 cidades”

Ler maisDesmatamento no Matopiba põe em risco o abastecimento de água de mais de 300 cidades

Ações afirmativas e universidade utópica

O acolhimento de grupos historicamente excluídos não se resolve na afirmação da diferença anterior ao encontro. O verdadeiro respeito implica transformação e exige inventar um novo espaço ético, político e epistemológico

por João Carlos Salles*, em Outras Palavras

1. Devemos sempre renovar nosso compromisso com uma sociedade democrática. Passada a mais inclemente tormenta, sendo possível agora um diálogo com o governo federal, importa refletir e continuar a defender os valores universitários mais essenciais e permanentes. Afinal, um outro mundo é possível, mas nenhum valerá a pena em nosso país sem uma universidade pública e inclusiva, capaz de realizar, de norte a sul, ensino, pesquisa e extensão de qualidade. Continue lendo “Ações afirmativas e universidade utópica”

Ler maisAções afirmativas e universidade utópica

Doenças evitáveis e o papel do racismo estrutural

Em estudo que analisou a prevalência de tuberculose, HIV/aids e sífilis em Porto Alegre, constatou-se mais um enorme fosso entre brancos e negos. Também no tratamento de saúde há desigualdade. Mas Brasil tem o necessário para superar essa mazela

por Gabriel Brito, em Outra Saúde

Algumas das desigualdades raciais em saúde podem ser enxergadas em uma cidade como Porto Alegre. A capital do Rio Grande do Sul, marcada pela segregação, foi objeto de estudo de Mauricio Polidoro, geógrafo e com pós-doutorado em Saúde Coletiva, cristalizado no artigo Geografia das disparidades em saúde entre brancos e negros em Porto Alegre. A pesquisa buscou identificar a predominância de três doenças – tuberculose, HIV/aids e sífilis – entre pessoas negras e brancas, e qual o risco de contraí-las para cada uma dessas populações de acordo com o bairro onde vivem. Continue lendo “Doenças evitáveis e o papel do racismo estrutural”

Ler maisDoenças evitáveis e o papel do racismo estrutural

Os 8 mil metros cúbicos por segundo que destroem a Volta Grande do Xingu

Graças ao pedido de impugnação do seminário que discutiu o sequestro da água pela usina de Belo Monte, os pesquisadores descobriram que a vazão que está causando uma catástrofe humanitária e ambiental na Amazônia foi definida a partir de um estudo frágil e precário, que jamais permitiria determinar o volume necessário para a reprodução da vida

por HELENA PALMQUIST, em Sumaúma

Oito mil metros cúbicos por segundo. Esse é o número central do debate sobre a catástrofe ambiental e humanitária provocada por Belo Monte na Volta Grande do Xingu – como é chamado o trecho de 130 quilômetros de uma das regiões mais biodiversas da Amazônia. Oito mil metros cúbicos por segundo é a quantidade máxima de água do rio que a Norte Energia, concessionária da hidrelétrica, destina para o funcionamento de todos os sistemas ecológicos e para a vida dos povos indígenas e das comunidades tradicionais ribeirinhas da região, durante apenas um mês por ano, para simular o pico da cheia do rio, que nas condições naturais alcançaria quase o triplo desse volume: 22 mil metros cúbicos. Oito mil metros cúbicos por segundo é a quantidade de água que condena centenas de espécies de peixe à morte, por não conseguirem se reproduzir, e tira a proteína da mesa dos habitantes da Volta Grande. Oito mil metros cúbicos por segundo é a quantidade de água que pode matar 70% das florestas alagáveis da região. Continue lendo “Os 8 mil metros cúbicos por segundo que destroem a Volta Grande do Xingu”

Ler maisOs 8 mil metros cúbicos por segundo que destroem a Volta Grande do Xingu

Dia Mundial da Água: Cerrado pode perder quase 34% da água até 2050

Cenário considera impacto do ritmo de exploração agropecuária no bioma

Por Letycia Bond, na Agência Brasil

O Cerrado pode perder 33,9% dos fluxos dos rios até 2050, caso o ritmo da exploração agropecuária permaneça com os níveis atuais. Diante da situação, autoridades e especialistas devem dedicar a mesma atenção que reservam à Amazônia, uma vez que um bioma inexiste sem o outro. O alerta para situação é do fundador e diretor executivo do Instituto Cerrados, Yuri Botelho Salmona. Nesta terça-feira (22), é celebrado o Dia Mundial da Água, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). Continue lendo “Dia Mundial da Água: Cerrado pode perder quase 34% da água até 2050”

Ler maisDia Mundial da Água: Cerrado pode perder quase 34% da água até 2050

Acampamento no Paraná luta pela consolidação de comunidade em área de corruptos

Famílias realizaram curso de formação com foco nos desafios para consolidação da comunidade camponesa, rumo aos 40 anos do MST

Por Igor de Nadai, do Setor de Comunicação e Cultura do MST-PR
Da Página do MST

Durante os dias 14 a 16 de março, famílias do acampamento Claudete Vive, de Boa Ventura do São Roque, no Paraná, se reuniram para atividades de estudo, troca de experiências e atividades culturais na comunidade. O curso é uma iniciativa do Setor de Formação do MST, no intuito de fortalecer a construção das comunidades camponesas e organizar as tarefas na construção da Reforma Agrária Popular. Ainda, é uma atividade de animar e organizar os preparativos para os 40 anos do MST. Continue lendo “Acampamento no Paraná luta pela consolidação de comunidade em área de corruptos”

Ler maisAcampamento no Paraná luta pela consolidação de comunidade em área de corruptos

O MST e a cadeia produtiva da soja convencional – livre de transgênico

Artigo do Setor Nacional de Produção, Cooperação e Meio Ambiente do MST apresenta o histórico da produção da soja, o contexto atual e o avanço na produção a partir do MST

Por Setor Nacional de Produção, Cooperação e Meio Ambiente do MST
Da Página do MST

A cultura da soja teve origem na Ásia e despertou interesse das indústrias mundiais ainda na segunda década do século XX, especialmente pelos seus teores de óleo e proteína. Tais interesses, tornaram a planta estratégica para as transnacionais que protagonizaram a instauração da Revolução Verde nos países periféricos, como é o caso no Brasil. Continue lendo “O MST e a cadeia produtiva da soja convencional – livre de transgênico”

Ler maisO MST e a cadeia produtiva da soja convencional – livre de transgênico

“O Brasil é um país que, historicamente, tem muitos conflitos relacionados à desigualdade”

Em entrevista exclusiva, o Ministro Silvio de Almeida fala sobre a luta por direitos humanos e igualdade racial e como estas se relacionam à luta pela terra

Por Fernanda Alcântara, na Página do MST

Estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1966, o Dia Internacional da Luta contra a Discriminação Racial é celebrado anualmente em 21 de março em memória do Massacre de Sharpeville, ocorrido na África do Sul em 1960. Nesta data, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) também reforça a importância de combater o racismo e promover a igualdade racial. Continue lendo ““O Brasil é um país que, historicamente, tem muitos conflitos relacionados à desigualdade””

Ler mais“O Brasil é um país que, historicamente, tem muitos conflitos relacionados à desigualdade”

A odisseia do igualitarismo. Por Luiz Marques

em Terapia Política*

Em duas décadas, Thomas Piketty publicou três obras muito importantes sobre a desumanidade no capitalismo: As altas rendas na França do século XX; O capital no século XXI; e Capital e ideologia. Cada uma delas contém quase mil páginas. Em 2021, lançou Uma breve história da igualdade, com somente 300 páginas. Atendeu aos pedidos dos leitores para que fosse conciso. “Apresento uma nova perspectiva acerca da história da igualdade, a partir de uma forte convicção forjada no decorrer de minhas pesquisas. A marcha rumo à igualdade é uma luta que vem de longe e pede que seja prosseguida. Observamos evoluções voltadas à igualdade de status, propriedade, renda, gênero e raça na maioria das regiões e sociedades do planeta”. O otimismo tem respaldo nos fatos. Continue lendo “A odisseia do igualitarismo. Por Luiz Marques”

Ler maisA odisseia do igualitarismo. Por Luiz Marques

“É muito difícil para mim imaginar como vamos sobreviver até o final do século”. Entrevista com George Monbiot

IHU

Jornalista, pesquisador, professor, divulgador, ativista… George Monbiot (Londres, 1963) é uma das figuras mais reconhecidas do ambientalismo mundial, famoso entre outras coisas por promover a prisão do ex-ministro britânico Tony Blair por crimes contra a paz, fundar a campanha The land is our (A terra é nossa) pelo direito de acesso à terra e receber das mãos de Nelson Mandela o Prêmio Global 500 Roll of Honor por sua defesa do meio ambiente. De seus artigos no The Guardian às suas palestras e livros, não parou de propor soluções – sem se casar com ninguém – para atenuar as crises ambiental e climática que a humanidade sofre. Continue lendo ““É muito difícil para mim imaginar como vamos sobreviver até o final do século”. Entrevista com George Monbiot”

Ler mais“É muito difícil para mim imaginar como vamos sobreviver até o final do século”. Entrevista com George Monbiot