Desmatamento. Queimadas. Pecuária predatória. E adubo nitrogenado. Estas são as principais fontes de gases estufas no Brasil — e o agronegócio, o principal catalisador. Reduzi-los exige estratégia integrada e enfrentar o poder da Bancada Ruralista
em Outras Palavras
Embora o acordo entre Lula e Marina tenha colocado a questão ambiental como um “tema transversal” – atravessando todas as decisões de governo, tanto as convicções dos dirigentes petistas como as do próprio Lula, para não falar de atores menores de outros partidos – apontam para a repetição dos problemas do primeiro governo. Este princípio de transversalidade já tinha sido enunciado em 2003 por Marina e foi sendo ignorado enquanto ela esteve no governo e abandonado, sem remorsos, pelos ministros que a sucederam. Decisões que iam da importação de pneus usados ao investimento na barragem de Belo Monte, passando pela transposição do rio São Francisco e pela liberação dos produtos transgênicos foram tomadas tratorando a ministra, que passou a digerir sapos cada vez maiores e mais nojentos. Vai ser diferente? E por que seria? As convicções de uns e de outros são as mesmas e as pressões econômicas e políticas também. A exceção parece estar colocada no tema do desmatamento e das queimadas, mas este já tinha sido o ponto onde Marina conseguiu mais suporte na sua experiência no governo anterior. Carlos Minc manteve a postura de Marina, mas no governo de Dilma ela foi enfraquecida, com o apoio da presidente ao novo Código Florestal. Continue lendo “Um desafio espinhoso para Marina Silva. Por Jean Marc von der Weid”