PM interrompe ritual de Tambor de Mina na Zona Norte de Manaus e recolhe instrumentos

Ação gerou revolta entre praticantes, que denunciam intolerância religiosa e abuso de autoridade; policiais entraram no templo e apreenderam instrumentos considerados sagrados pela religião, sem apresentação de mandado judicial

por Luyza Rodrigues, em A Crítica

A Polícia Militar do Amazonas interrompeu, noite do último sábado (26), uma cerimônia tradicional de Tambor de Mina realizada no templo AJIGBE Eira de mina jeje-nagô Nossa Senhora da Conceição, localizado no bairro Cidade Nova, na Zona Norte de Manaus. A ação ocorreu após denúncia de suposta perturbação do sossego, levando agentes até o local durante a realização do ritual, que acontece apenas uma vez ao ano.

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Comando Vermelho domina garimpo ilegal em terra indígena e transforma ouro em moeda do crime, diz PF

Reportagem acompanhou operação na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, onde facção controla áreas de mineração ilegal, usa ouro para negociar armas e drogas e impõe uma rotina de violência às aldeias

Por Fantástico

O Garimpo Cururu, um dos principais pontos de extração ilegal de ouro na terra indígena Sararé, no oeste de Mato Grosso, passou a ser controlado pelo Comando Vermelho (CV), de acordo com investigações da Polícia Federal.

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Desespero e entropia. Por Mauro Luis Iasi*

No blog da Boitempo

“Quem cala sobre teu corpo
Consente na tua morte” 
— Milton Nascimento e Ronaldo Bastos 

O universo se expande mais rápido do que a luz rumo à entropia, mas, talvez, seja tarde demais. Um grito surdo ecoa de um pequeno planeta e o universo ignora suas súplicas.

Corpos de crianças destroçados, médicos assassinados, mulheres e bebês estuprados, atletas vendo seus pés feitos em uma massa informe de sangue e carne pelas balas de soldados que riem, escolas destruídas, hospitais bombardeados. Sobre os escombros, a sombra funesta da fome e da doença se prepara para a colheita dos sobreviventes.

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O enigma de Lula 3

Esquerda divide-se em rótulos. Governo seria “neoliberal” ou “neodesenvolvimentista”? As duas leituras erram: desarmam uma crítica que poderia derrotar a ultradireita em 2026 e construir estratégias para um novo projeto de país

Por Pedro Paulo Zahluth Bastos, em Outras Palavras

Mais de 23 anos depois de Lula assumir a presidência pela primeira vez, seu modo de governo continua um enigma não resolvido, pelo menos entre intelectuais de esquerda. Jones Manoel (Altman e Manoel, 2025) e David Deccache (2025) asseguram que o terceiro governo Lula é neoliberal, enquanto Marina Lacerda (2026) adverte que o risco do PT é tornar-se um gestor competente, porém conformista, inteiramente inserido no status quo neoliberal. Paulo Kliass (2025) mapeia avanços e contradições com a balança pendendo para o mesmo veredito. Gilberto Maringoni (2026) constata um “Lula contra Lula”, em que o presidente governante atrapalha o candidato combativo idealizado pelos pobres do país. O próprio Lula parece concordar com seus críticos, ao discursar no evento da Mobilização Progressista Global em Barcelona (18/04/2026):

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Nísia Trindade: As lições da pandemia para o Brasil

À frente da Fiocruz e, depois, do Ministério da Saúde, Nísia Trindade protagonizou o enfrentamento à tragédia e a reconstrução posterior. Como os Sertões euclidianos, lança seu próprio “livro-vingador”, para analisar o genocídio e a resistência. E propõe: ainda há tempo para outro projeto de país. O texto abaixo é a Introdução, escrita por André Botelho, para o seu “Ainda há tempo”

Por André Botelho, em Outras Palavras

“Tempo rei, ó, tempo rei, ó, tempo rei
Transformai as velhas formas do viver”

Gilberto Gil, “Tempo Rei”, 1984

No início da pandemia de Covid-19, divulguei, nas minhas listas de contatos pessoais do WhatsApp, páginas notáveis de Pedro Nava sobre o início da Gripe Espanhola no Rio de Janeiro. Uma forma de nos irmanarmos com nossos antepassados e tentar criar alguma perspectiva de sentido para um presente tão surpreendentemente inquietante. A morte à espreita. Gestos como esse se multiplicaram naqueles anos. Devo à Nísia Trindade Lima a apresentação desse trecho impressionante de Chão de ferro (1976), muito antes de me tornar especialista nas memórias do grande mineiro e renomado médico. Mal sabia o que viveríamos e o quanto o narrado, preso nas páginas de Nava, se soltaria e se multiplicaria em horror – com 700 mil vidas brasileiras ceifadas –, mas também em aperfeiçoamento da ciência, solidariedade e esperança de dias melhores.

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Quando o “direito à propriedade” segrega e adoece

Ao impedir o trânsito de marisqueiras ao mar, um muro não afetou apenas o “ganha pão”. Foi uma quebra da relação entre mente, corpo e ambiente. Os relatos foram de profundo adoecimento psíquico. Ciências cognitivas ajudam a entender as múltiplas gramáticas das lutas territoriais

Por Fred Andrade e Marcos Silva*, em Outras Palavras

Em maio de 2026, uma decisão da Justiça Federal determinou a derrubada do muro construído no Pontal de Maracaípe, no litoral sul de Pernambuco. Erguida em 2023, a estrutura bloqueava o acesso de pescadores e marisqueiras a áreas historicamente utilizadas pela comunidade. A notícia foi celebrada como uma vitória jurídica e política. Mas ela também nos convida a refletir sobre uma questão menos evidente: um muro pode produzir sofrimento psíquico?

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Comunidade ribeirinha de Caicubi se manifesta reivindicando atendimento da Roraima Energia

Por CPT Roraima

A comunidade ribeirinha de Caicubi, localizada no município de Caracaraí (RR), realizou uma mobilização no último dia 18 de junho contra a companhia Roraima Energia, responsável pelo suprimento de energia elétrica da comunidade por meio de um gerador.

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Boi, bala e Bíblia: o discurso de Flávio Bolsonaro em uma Amazônia em disputa

Em pré-campanha, filho de Jair Bolsonaro emulou o pai em viagem a Altamira ao prometer a ruralistas que vai regularizar terras irregulares e afrouxar a fiscalização ambiental; em Belém, buscou apoio de pastores e lideranças evangélicas

por Fábio Bispo e Guilherme Guerreiro Neto, em Sumaúma / MST

No dia em que o mundo voltava os olhos para a abertura da Copa do Mundo de 2026, cerca de 500 pessoas, a maioria vestindo verde e amarelo, se aglomeravam no desembarque do Aeroporto de Altamira, no Pará. O calor já fazia o ar tremular sobre o asfalto, quando um repentista afiado tentava manter a multidão desperta com sua viola de dez cordas. Produtores rurais discutiam amenidades sobre a vida no campo e aspirantes a políticos opinavam sobre o sistema eleitoral: “Só deveria votar quem paga imposto”, disparou um deles. Com seu canhão de audiência, enquadrado na tela do celular, o influenciador Thiago Freitas, um dos responsáveis por convocar a aglomeração junto ao movimento Direita Xingu, do publicitário Marth Uchôa, gravava mais um vídeo em tom apocalíptico para seus seguidores. Em maio deste ano, Thiago passou a integrar o time da agência Portal Group, que ficou conhecida por, segundo influenciadores, encomendar conteúdos de difamação contra o Banco Central a pedido do Banco Master de Daniel Vorcaro, que também deu dinheiro à família Bolsonaro. A Portal Group nega.

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Piauí também exporta minério de ferro

Com as obras da primeira fase em estágio avançado, a expectativa é que o início das exportações marque uma nova etapa no desenvolvimento logístico e econômico do Piauí

Por Lúcio Flávio Pinto, da Amazônia Real

O governador do Piaú, Rafael Fonteles, visitou, na última sexta-feira (19), as instalações do Terminal de Uso Privado (TUP) de Luís Correia, no litoral piauiense, onde acompanhou os preparativos para o início da primeira operação de exportação de minério de ferro pelo Porto Piauí. A carga terá como destino a China e representa um marco para a logística e a economia do estado.

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A Copa da espetacularização da impunidade. Por Milly Lacombe

No UOL

Romário está amarradão na Copa do Mundo. Contratado pela Cazé TV, fazendo conteúdo para o seu próprio canal e – ainda mais importante – se acabando nas festas. Imagens do senador dançando e se divertindo na noite estadunidense estão por aí. Ele ri, ele requebra (dessas coisas que só fazem sentido depois da meia noite); enfim, Romário is having the time of his life. Votou contra o fim da escala 6×1 e foi praticar sua escala de trabalho particular nos states.

Não quero falar exatamente do senador aqui. Quero falar do que diríamos se no lugar de Romário estivesse Soraya Thronicke. Ou uma deputada como Erika Hilton. Imaginem a deputada fazendo o que faz Romário: não se licencia, aceita convite de emissora para trabalhar na Copa, se manda para os Estados Unidos e pode ser vista requebrando em múltiplas festas sem nenhum pudor. Peguemos Tabata Amaral. Tirem Romário e coloquem Tabata. Ou Sâmia Bonfim.

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