Passamos um dia junto com a fiscalização do Ibama; Marina Silva diz que “processo de desmilitarização está consolidado”
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Por Rubens Valente, Agência Pública
TERRA INDÍGENA YANOMAMI – Quatro fiscais do Ibama se lançam de um helicóptero nas águas turvas do Uraricoera e nadam até uma balsa de garimpo ancorada na margem esquerda do rio. Esse pequeno porém eficiente monstro da destruição movimentado por até oito pessoas rouba, com uma mangueira de sucção, os sedimentos no leito do rio e joga-os numa esteira com água corrente dentro da balsa. O ouro, mais pesado, vai parar no fundo de uma esteira acarpetada. Depois passa por um processo de queima com uso de mercúrio que, evaporado, causará danos irreversíveis à fauna, à flora e, por fim, aos seres humanos. A Terra Indígena Yanomami não está sendo destruída apenas por dragas que abrem imensas crateras no solo. Há também dezenas dessas balsas, que custam de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões, operando ilegalmente nas calhas de rios como o Uraricoera e o Mucajaí. Continue lendo “Na linha de frente contra o garimpo nos Yanomami: longas distâncias, logística intrincada”










