Aluno de escola particular do DF envia em grupo da escola ameaças de morte e mensagens nazistas

Estudante do 3º ano adicionou quatro estranhos ao convívio da turma. Eles compartilharam figurinhas nazistas e ofensas homofóbicas

Por Raquel Valente, no Metrópoles

Alunos do 3º ano de uma escola particular do Distrito Federal receberam imagens e figurinhas com ofensas homofóbicas e que faziam apologia ao nazismo em um grupo de WhatsApp, na segunda-feira (31/10), por volta das 12h.

Tudo começou quando um dos estudantes que fazia parte do grupo, composto por cerca de 30 colegas de classe, excluiu a permissão de administradores de todos os participantes e adicionou quatro estranhos ao convívio da turma. Continue lendo “Aluno de escola particular do DF envia em grupo da escola ameaças de morte e mensagens nazistas”

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MP investiga discursos de ódio por adolescentes de duas “escolas de elite” de Porto Alegre

MP investiga discurso de ódio contra pobres, pretos e nordestinos. Diversas manifestações discriminatórias de alunos de escolas de alto padrão estão sendo apuradas, mas vídeo de aluna causou perplexidade pelo nível da crueldade e da agressividade. Imagens comprovam que o problema nunca foi a ‘corrupção’

No Pragmatismo Político

O Ministério Público do Rio Grande do Sul abriu uma investigação para apurar os discursos de ódio promovidos por alunos de escolas da elite do estado após o resultado da eleição presidencial que consagrou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Continue lendo “MP investiga discursos de ódio por adolescentes de duas “escolas de elite” de Porto Alegre”

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Ex-aluno do Colégio Visconde de Porto Seguro pede apoio da Alemanha após racismo

Em carta enviada à agência responsável por escolas alemãs no exterior, advogado brasileiro solicita que órgão exija providências do colégio. Alunos trocaram mensagens racistas e de conteúdo nazista em grupo.

Na DW

Um ex-aluno do Colégio Visconde de Porto Seguro em Valinhos, no interior de São Paulo, enviou nesta quinta-feira (03/11) uma carta à agência do Ministério do Exterior da Alemanha responsável por escolas alemãs em outros países denunciando o caso de racismo que ocorreu na instituição e pedindo que o órgão exija da escola uma estratégia para lidar com a situação e de prevenção. Continue lendo “Ex-aluno do Colégio Visconde de Porto Seguro pede apoio da Alemanha após racismo”

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O lento fim das barragens que foram pivô de tragédias em MG

Mineradoras levarão até duas décadas após o desastre de Mariana, há exatos sete anos, para eliminar todas as barragens a montante. Atingidos seguem à espera de casa definitiva.

Por Nádia Pontes, na DW

De sua janela, Marco (nome fictício) enxerga a barreira erguida num vale estreito perto do ribeirão Macacos. É ela que deve segurar, em caso de rompimento, os rejeitos armazenados oito quilômetros acima, na barragem B3/B4 da mina Mar Azul, da mineradora Vale, em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte. Continue lendo “O lento fim das barragens que foram pivô de tragédias em MG”

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É hora de falar em punição e não em pacificação. Por Milly Lacombe

No UOL

Uma das mais eficazes ferramentas do capitalismo, especialmente em sua versão neoliberal, é a capacidade de inverter todas as pautas. Antes mesmo de Lula sair vencedor da eleição já escutávamos intelectuais liberais falando em anistia e em pacificação.

As mesmas pessoas que passaram quatro anos numa boa vendo Bolsonaro afundar o Brasil em violências de todos os tipos, da lentidão para comprar vacinas até a congratulação a policiais que se comportavam como milicianos passando pelos inúmeros sigilos de 100 anos em qualquer suspeita de malfeito ou corrupção, agora pedem que Lula e sua turma sejam os pacificadores.

Querem que aqueles que passaram quatro anos sendo abusados sejam os pacificadores.
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Coalizão Negra Por Direitos leva o combate ao Racismo Ambiental para a COP 27

No Notícia Preta

A Coalizão Negra por Direitos, organização que reúne mais de 250 associações, ONGs, coletivos, grupos e instituições do movimento negro, participará da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 27), no Egito, a partir do próximo domingo (6). O objetivo é levar ao encontro a agenda de combate ao Racismo Ambiental.

Segundo Diosmar Filho, geógrafo, doutorando em Geografia na Universidade Federal Fluminense (UFF) e Pesquisador da Associação de Pesquisa e análises socioespaciais sobre mudanças climáticas (IYALETA), ideia é amplificar a urgência dessa pauta, uma vez que as mudanças climáticas afetam diretamente os territórios periféricos. Continue lendo “Coalizão Negra Por Direitos leva o combate ao Racismo Ambiental para a COP 27”

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Como ficam os militares depois da vitória de Lula

Poder obtido pela caserna na administração pública sob Bolsonaro deve diminuir a partir de janeiro. Petista não detalhou como lidará com os militares, mas tendência é de distanciamento calculado, avaliam especialistas.

Por Bruno Lupion, na DW

Os militares conquistaram acesso privilegiado ao poder durante o governo Jair Bolsonaro, com reflexos na definição de políticas públicas e nos rendimentos da categoria, e exerceram um grau de influência na esfera civil do país como não ocorria desde o fim da ditadura militar. Continue lendo “Como ficam os militares depois da vitória de Lula”

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O velório. Por Julio Pompeu

Na Terapia Política

Há 15 anos não tinha notícias de Haroldo, colega dos tempos da escola técnica. Deixou uma mensagem curta: “Pedrinho faleceu. O enterro hoje, às 17. Abraço”. Ele sempre foi econômico com as palavras. Não éramos muito próximos. Ele, sujeito bonito e craque do time de futebol. Eu era o feio e esquisito que sempre tentava uma desculpa para não fazer esporte nenhum. Quase fui reprovado em educação física.

Já com o Pedrinho eu era mais chegado. Gostávamos de conversar durante as aulas. Era, naquele tempo, um amigo. Depois, cada um seguiu sua vida e não tive notícias dele por mais de 30 anos. Até agora. Foi pelas boas lembranças dele que resolvi ir ao enterro, apesar de detestar velório. Se pudesse, não iria nem no meu. Continue lendo “O velório. Por Julio Pompeu”

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O último Tanaru sofre violações da Funai até no sepultamento

O corpo do “índio do buraco” ficou fora de seu território por 71 dias entre a perícia em Brasília (DF) e a espera do enterro num depósito da PF em Rondônia. Nesse intervalo, fazendeiros já procuraram o órgão federal para reivindicar a terra, que não é demarcada

Por Josi Gonçalves e Kátia Brasil, na Amazônia Real

Porto Velho (RO) – O indígena isolado Tanaru, encontrado morto em 23 de agosto, foi sepultado pela Fundação Nacional do Índio (Funai) por determinação da Justiça Federal, na sexta-feira (4 de novembro). Depois de 71 dias em que o corpo ficou fora do território, o sepultamento ocorreu sem as homenagens que os povos indígenas brasileiros, indigenistas e defensores dos direitos humanos planejavam fazer. O “índio do buraco”, como era conhecido, resistiu sozinho por 26 anos cercado de ameaças de fazendeiros, no sul de Rondônia, que não cessaram nem mesmo depois de sua morte. Continue lendo “O último Tanaru sofre violações da Funai até no sepultamento”

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Respirar fundo. Por Boaventura de Sousa Santos

Penso que as sociedades, tanto quanto os indivíduos, necessitam de praticar a respiração profunda para poder prosperar. A sociedade brasileira e os democratas de todo o mundo solidarizados com ela têm nestes dias uma extrema necessidade de respirar fundo.

No blog da Boitempo

Entre as culturas orientais, a prática de respirar fundo é considerada a chave natural de uma vida saudável. As propriedades curativas são imensas: reduz as dores, elimina as toxinas, aumenta o fluxo sanguíneo e melhora a imunidade, baixa a ansiedade e o ritmo cardíaco, reduz as inflamações, aumenta o nível de energia, acalma o sistema nervoso e relaxa o corpo e a mente. Penso que as sociedades, tanto quanto os indivíduos, necessitam de praticar a respiração profunda para poder prosperar.

A sociedade brasileira e os democratas de todo o mundo solidarizados com ela têm nestes dias uma extrema necessidade de respirar fundo. Nestes últimos anos foram tantos os agentes tóxicos e tão grande a falta de sangue fresco que a imunidade democrática da sociedade brasileira atingiu os seus níveis mais baixos desde o fim da ditadura militar. Era elevadíssimo o nível de toxicidade fascista, de sangue mal renovado, excessivamente ácido e incapaz de absorver as vitaminas da verdade, da razão e da convivência pacífica. No último mês em particular, a democracia brasileira dormiu mal, atormentada por maus pensamentos, com o sistema linfático afetado e incapaz de drenar os líquidos do bom senso, da confiança, da simpatia. Enfim, esteve à beira de um ataque de nervos tanto mais que os ambulatórios da saúde eleitoral, apesar de presentes e generosos no seu esforço de garantir a sobrevivência da democracia, estavam igualmente sob ataque e quase impossibilitados de respirar. De tudo isto se conclui que o corpo e a alma do Brasil precisam urgentemente de respirar fundo, a precondição para ganhar a energia exigida pelo novo ciclo democrático. Terão condições para respirar fundo pelo tempo necessário para recuperar o ânimo democrático? É difícil prever. Enumero algumas razões tanto para uma possível resposta negativa como para uma resposta positiva.

Quanto às primeiras, há que contar com as almofadas de toxicidade do tamanho de nuvens com que os fascistas brasileiros e internacionais vão tentar sufocar a respiração do Brasil democrático. A primeira almofada, a mais densa, é da contestação provável dos resultados eleitorais para disfarçar as imensas fraudes que os serviçais do governo Bolsonaro cometeram (orçamento secreto, compra de votos, supressão de votos, intimidação generalizada) e que, para surpresa deles, não deram os resultados previstos. Nitidamente subestimaram a vontade democrática dos brasileiros e brasileiras. A segunda almofada é a da toxicidade ambiental gerada pelo bolsonarismo secular, empresarial, midiático, religioso, popular. É uma fumaça fascizante, bem à superfície da vida social e relacional, uma mistura de fumaça de mentira e de neblina de ódio e de cegueira industrializada que impede o reconhecimento do outro e neutraliza a inclinação natural da solidariedade, da partilha e da compaixão. A fumaça fascizante concebe a sociedade como um campo de batalha dominado pela lógica binária do amigo/inimigo, a sobrevivência do “nós” assente na eliminação física do “eles”. A primeira almofada asfixia rapidamente, a segunda lentamente.  Há ainda uma terceira almofada tóxica, bastante mais difusa, mas nem por isso menos perigosa. Reside no efeito que a perda de visibilidade criada pelo smog fascizante, pode ter entre os mais afetados pela poluição antidemocrática, as classes populares e as classes médias. A mistura da fumaça e da neblina impedem ver com nitidez a gravidade das ameaças à respiração democrática. Favorecem uma vontade infundada de pensar que tudo voltou à normalidade e que o mais saudável é esquecer os malefícios recentes e acreditar que o ar está puro apenas porque o sol voltou. O outro lado do ódio inextirpável é o amor indiscriminadamente inocentizador. De um lado, o ressentimento, do outro, a falsa consciência, ambos poluindo insidiosamente a respiração democrática.

Também há uma boa razão para pensar que a respiração funda vai ser suficientemente longa e tranquila para desintoxicar a sociedade brasileira e permitir que ela absorva doses fortes de vitaminas democráticas que fortaleçam contra possíveis percalços futuros. A toxina Bolsonaro foi tão sufocante que, pela primeira vez depois do fim da ditadura militar, os democratas brasileiros “viram claramente visto”, como diria Luís de Camões, que a democracia nem é irreversível nem é suficientemente robusta para se defender institucionalmente dos antidemocratas. A democracia só sabe respirar fundo com os pulmões dos democratas mobilizados para a defender ativamente. A democracia só é um dado para quem a quer destruir. Os que a querem defender têm de o fazer como uma conquista sempre em curso. A recordação deste trauma não pode ser normalizada nem muito menos suprimida. Os psicólogos e psiquiatras da alma brasileira só a curarão  incitando-a a ir para as ruas, as praças, os terreiros, as fábricas, as comunidades, as igrejas, as praias dar testemunho de si. As camisetas da cor da esperança e da luta devem ir vestidas por dentro da pele e não por fora. É mais difícil, mas dura mais.

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Foto: Gustavo Lopes Pereira
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