Série histórica analisada pelo Atlas da Violência 2026 revela crescimento da violência contra mulheres e meninas indígenas no Brasil, enquanto lideranças da Amazônia Legal denunciam a relação entre crimes de gênero, invasão de territórios, a falta de investigações dos casos e ausência do poder público
Por Nicoly Ambrosio, da Amazônia Real
Manaus (AM) – Em novembro de 2020, repercutiu no país o assassinato por violência sexual da menina indígena Ana Beatriz Rayol de Souza, de 5 anos, dentro de seu próprio território, na Terra Indígena Andirá Marau, do povo Sateré-Mawé, localizada nos municípios de Barreirinha e Maués, no Amazonas. A exposição cotidiana de mulheres e meninas indígenas aos casos de estupros, abusos, agressões e feminicídios faz parte de uma realidade que atravessa os territórios em diferentes regiões brasileiras, com atenção alarmante para o Norte: a violência continua crescendo, muitas vezes sob a ótica da omissão.
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