Monocultivos – plantações de árvores que ameaçam as florestas e seus povos

Quilombolas se unem a outros povos da floresta em encontro nacional da Rede Alerta Contra o Deserto Verde

Por Fernanda Couzemenco, Século Diário

Apesar das principais definições de floresta em uso hoje no mundo desconsiderarem critérios como biodiversidade e aplicação intensiva de agrotóxicos, povos tradicionais como quilombolas e indígenas sabem bem a diferença entre uma floresta nativa e um monocultivo de árvores. Continue lendo “Monocultivos – plantações de árvores que ameaçam as florestas e seus povos”

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‘Precisamos de uma brigada civil de combate a incêndios florestais’

Moradores do entorno do Parque Paulo Cesar Vinha, atingido por incêndio, também pedem mais fiscalização

Por Fernanda Couzemenco, Século Diário

Mais fiscalização, manutenção dos aceiros preventivos, educação ambiental e criação de uma brigada civil de combate a incêndios florestais são alguns pedidos feitos por moradores e membros do conselho gestor do Parque Estadual Paulo Cesar Vinha, diante do incêndio de grandes proporções que, desde a manhã de quinta-feira (22), atinge a unidade de conservação, localizada em Setiba, Guarapari, sul da Grande Vitória. Continue lendo “‘Precisamos de uma brigada civil de combate a incêndios florestais’”

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As doenças do capitalismo e a luta contra o agronegócio

Se quisermos interromper esse modo capitalista de produção de fome e doenças, muito há que se abolir, seja do ponto de vista da habitação, dos territórios, das cidades e da conformação das suas periferias. A começar por essa linha divisória, imaginária e real, entre campos e cidades, que está no centro do debate sobre a emergência e o contágio de doenças

por Allan Rodrigo de Campos Silva, Le Monde Diplomatique Brasil

Nos anos 1990, a Universidade de Oxford publicou uma coletânea de artigos sobre o risco crescente de novos vírus capazes de produzir epidemias globais por causa da destruição da natureza (MORSE, 1996). Escritos em tom de urgência, os artigos buscavam apontar como as transformações econômicas, a urbanização e as mudanças climáticas criam condições para que vírus prosperem, de pequenos surtos a epidemias de rápida disseminação. Seguindo esse caminho, o historiador Mike Davis passou a investigar a complexa teia de relações na origem da epidemia do vírus da HIV/Aids que, como sabemos, originalmente encontra em chimpanzés africanos seu repositório natural. Em razão do aumento do contato do seu hospedeiro em função do mercado de carnes de caça, o vírus acabou saltando para humanos. E, por trás do aumento do consumo de carnes de caça na África, estava a disseminação da pesca industrial de arrasto na costa atlântica do continente. Subsidiada por governos Europeus, a pesca industrial foi responsável por diminuir a biomassa de peixes pela metade na costa africana do oceano Atlântico entre 1977 e 2000. Tornados escassos e caros, os peixes dão lugar à carne de caça na alimentação cotidiana de extensas regiões da África Ocidental. A prática da caça, por sua vez, ocorreria para alimentar os trabalhadores da indústria da madeira, que avançava no mesmo ritmo, sobre as florestas africanas, também abastecendo os mercados da Europa e América do Norte. O contato entre animais silvestres portadores de vírus é assim dirigido pelo agronegócio da madeira e da pecuária industrial dos países do Norte sobre as terras e os mares do Sul global (DAVIS, 2006a), em um clássico exemplo de como o capital produz doenças. Continue lendo “As doenças do capitalismo e a luta contra o agronegócio”

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“O governo Bolsonaro quer trazer de volta a indústria da seca para o semiárido”, afirma Cícero Felix, coordenador da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA)

No Irpaa

Formada por mais de 3 mil organizações da sociedade civil, a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) luta, desde a década de 1990, por um projeto político de convivência com o semiárido. Dentre diversas ações desenvolvidas por essa rede, destaca-se o Programa Cisternas (P1MC), que visa facilitar o acesso à água e dar autonomia às populações locais por meio da captação de chuva. O P1MC já atendeu mais de 1 milhão de famílias nas últimas décadas. Além das cisternas, a ASA desenvolve várias tecnologias sociais para solucionar a falta de acesso aos recursos hídricos. Continue lendo ““O governo Bolsonaro quer trazer de volta a indústria da seca para o semiárido”, afirma Cícero Felix, coordenador da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA)”

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A linguagem que separa Lula e Bolsonaro

Enquanto a retórica do atual presidente é abstrata e revela medos, a do petista é concreta e confiante. As linguagens mostram a diferença entre os dois projetos pelo país.

por Philipp Lichterbeck, em DW

No último domingo (24/09), estive na quadra da escola de samba Portela, no bairro carioca de Madureira. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, havia convidado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para fazer um comício a uma semana da eleição, o que, é claro, também deveria colocar em evidência o próprio Paes. Para o candidato presidencial do PT, foi como jogar em casa. As ruas ao redor da Portela estavam completamente vermelhas, e era quase impossível chegar até a quadra, que a certa altura acabou fechando as portas, por ter atingido lotação máxima. Continue lendo “A linguagem que separa Lula e Bolsonaro”

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Uso abusivo da religião nas eleições. Por Frei Gilvander Moreira*

As eleições no Brasil em outubro de 2022 coincidem com os 100 anos da irrupção do fascismo no mundo, especialmente na Itália, iniciado com a Marcha sobre Roma, dia 28 de outubro de 1922, sob a liderança do ditador fascista Benito Mussolini (1883-1945). Nos últimos 100 anos, como um vulcão em erupção, o fascismo tem cuspido injustiças, discriminações, violências, ditaduras e reprimido com requintes de crueldade milhões de pessoas em muitos países, em nome de “Deus, Pátria e Família”.

O livro O Papa e Mussolini: a conexão secreta entre Pio XI e a ascensão do fascismo na Europa, do historiador estadunidense David I. Kertzer, conta como o papa Pio XI colaborou com o tirano Mussolini para a ascensão do fascismo em troca de privilégios para a Igreja Católica. Após ser eleito pelo povo, com discurso religioso e ufanista, em seu discurso de posse como primeiro-ministro, em outubro de 1922, Mussolini invocou a ajuda de Deus, mesmo sendo ateu, fez discurso religioso afirmando que “Roma era o lar espiritual dos católicos de todo o mundo e que o fascismo ajudaria a promover os valores cristãos na sociedade italiana – um Estado católico para uma nação católica”, tudo o que o papa Pio XI e os católicos tradicionais gostariam de ouvir. Continue lendo “Uso abusivo da religião nas eleições. Por Frei Gilvander Moreira*”

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Acampamento Dom Tomás Balduino (GO) é alvo de incêndios criminosos

Relatos contam que o fogo teve origem em fazendas na região. O acampamento, destinado à Reforma Agrária, sofre com a morosidade do INCRA e os conflitos envolvendo incêndios provocados por latifundiários

Por: Bárbara do Nascimento Dias, em Agro é Fogo / CPT

Na segunda-feira do dia 12 de setembro, os/as moradores/as do acampamento Dom Tomás Balduino, em Formosa (GO), passaram por momentos de desespero ao ver as chamas consumirem suas casas, quintais produtivos, roçados e até mesmo a igreja da comunidade. O acampamento do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) tem hoje 280 famílias vivendo em três áreas que há seis anos disputam com latifundiários da elite local. Continue lendo “Acampamento Dom Tomás Balduino (GO) é alvo de incêndios criminosos”

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Audiência pública com o CNDH debate violência no campo em Pernambuco

Graves violações de direitos humanos foram relatadas por diversas comunidades camponesas durante a audiência pública com o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), ocorrida na sede da OAB, Recife, nessa quinta-feira, 22. A audiência fez parte da missão do CNDH que, desde a última segunda-feira, 19, vinha apurando in loco denúncias de violências e de conflitos agrários situados especialmente na Zona da Mata do estado.

por CPT Nordeste 2

Além de agricultores(as) dessa região, a audiência contou com a participação de famílias vindas de outras localidades do estado. Pescadores(as) tradicionais, indígenas, quilombolas e camponeses(as) posseiros(as) deram testemunhos emocionantes sobre as violências, ameaças e humilhações enfrentadas na luta por suas terras e territórios. Os impactos causados por Suape, pela Transnordestina, além do avanço da pecuária e dos conflitos em terras de usinas falidas na Zona da Mata, foram alguns dos principais problemas relatados. Continue lendo “Audiência pública com o CNDH debate violência no campo em Pernambuco”

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A fome é a nova escravidão. Entrevista especial com Régia Agostinho

“Se Maria Firmina dos Reis ousou sonhar um novo mundo para os escravizados, Carolina Maria de Jesus nos mostrou em 1960 que a abolição veio, mas ela foi e continua incompleta porque não se deram as mesmas oportunidades a negros e brancos após a abolição”, afirma a historiadora

Por: João Vitor Santos | Edição Patricia Fachin, em IHU

A fome é uma “realidade que infelizmente ainda faz parte do nosso mundo, afinal, hoje temos 33 milhões de brasileiros que passam fome, a maioria deles, provavelmente são negros e pardos. Se convencionou chamar isso de ‘insegurança alimentar’, que é o eufemismo cruel para a fome que assola o nosso povo”, constata Régia Agostinho, ao comentar a condição social brasileira atual, já retratada na obra da escritora Carolina Maria de Jesus, Quarto de despejo. Diário de uma favelada (1960). Segundo ela, as personagens negras do livro de Carolina de Jesus expressam a “consciência que a própria Jesus tinha de sua condição de mulher negra e favelada e que tinha sido colocada naquilo que ela entendia como o quarto de despejo da grande cidade de São Paulo. No diário, ela fala da abolição e como a nova escravidão seria a fome que a população negra e favelada passava no Brasil de 1960”. Continue lendo “A fome é a nova escravidão. Entrevista especial com Régia Agostinho”

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Jesus e Lula

Se todos somos filhos de Deus, devemos ter liberdade de escolha. O que vale dizer, devemos ter o maior valor da liberdade de consciência. Todo homem e mulher têm seu livre-arbítrio. E lhes asseguro enfim, amigos, que tudo isso sobrevirá a esta geração. Nas igrejas, para todo cristão, Jesus é Lula. De hoje até o fim dos tempos do fascismo no Brasil.

Por Urariano Mota, no blog da Boitempo

Sei que o título acima pode parecer oportunista. Mas é necessário e entendam por quê. Neste momento das eleições do Brasil, quando o voto em Lula pode levá-lo à vitória no primeiro turno, neste exato instante, existe perseguição nas igrejas a evangélicos que irão votar no maior líder da América Latina. Continue lendo “Jesus e Lula”

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