A família que detesta a liberdade de imprensa

Analisamos os quatro anos da memória digital da família Bolsonaro. Em meio à “cortina de fumaça”, enganar e engajar deram o tom do discurso bolsonarista em menção à imprensa em diferentes momentos, como a pandemia e as eleições

Por Antônio Heleno Caldas Laranjeira, em Outras Palavras

Os ataques e as ameaças contra a imprensa brasileira aumentaram brutalmente com a ascensão do discurso bolsonarista via sites de redes sociais, sobretudo a partir de 2019, quando o “capitão” foi empossado presidente. “Compartilhe a verdade, pois se depender da imprensa…” é um dos milhares de enunciados que circulam diariamente nas mídias sociais e, desde as eleições de 2018, acendeu o alerta entre ministros do Superior Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Continue lendo “A família que detesta a liberdade de imprensa”

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Projeto Brasil Popular e a disputa do futuro

Articulação de trabalhadores, intelectuais e movimentos sociais propõe caminhos para reconstruir a democracia. Diante da agrura do sobreviver hoje, sugere resgatar horizonte utópico – e que Estado seja mais que “pronto-socorro”

Por Marcio Pochmann, em Outras Palavras

A interrupção do ciclo político da Nova República ocorreu em 2014, quando uma parte dos partidos que apoiou o candidato derrotado no segundo turno da eleição presidencial do mesmo ano rompeu com o acordo nacional que viabilizou a Constituição de 1988, não aceitando o resultado final das urnas. Nas eleições gerais seguintes não houve questionamento ao resultado das urnas porque foi justamente o bloco de partidos questionador em 2014 que terminou vencendo os pleitos municipais de 2016 e 2020, assim como a eleição presidencial de 2018. Continue lendo “Projeto Brasil Popular e a disputa do futuro”

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Candidatos ao governo dos estados da Amazônia abraçam “boiada antiambiental”

ClimaInfo

Uma possível derrota de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais não significará o fim da “boiada” que atropelou a política e a legislação de meio ambiente no Brasil nos últimos quatro anos.

Nos estados amazônicos, a filosofia “boiadeira” deve se manter viva em forte, especialmente naqueles em que o bolsonarismo não dá sinais de derrocada eleitoral na votação de outubro. Um exemplo é o Acre, governado por Gladson Cameli e favorito à reeleição. Ele encerrou décadas de domínio da família Viana e do PT no estado, articulando uma coalizão que uniu evangélicos, empresários das cidades e ruralistas, similar àquela montada por Bolsonaro no plano nacional. Como resultado, o governo Cameli favoreceu diretamente os interesses do agronegócio, afrouxando regras ambientais e enfraquecendo a fiscalização. Continue lendo “Candidatos ao governo dos estados da Amazônia abraçam “boiada antiambiental””

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Governo Bolsonaro corta R$ 8,2 milhões da FUNAI

ClimaInfo

Os assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips no Vale do Javari não foram suficientes para que o governo Bolsonaro passasse a levar a sério a proteção dos Povos Indígenas na Amazônia.

De acordo com o Metrópoles, com base em dados obtidos pelo projeto Data Fixers, a FUNAI teve um corte de R$ 8,2 milhões em despesas discricionárias nos últimos três meses, o que praticamente diminuiu em ⅔ o crédito suplementar recebido logo após o crime, de R$ 12,3 milhões. Continue lendo “Governo Bolsonaro corta R$ 8,2 milhões da FUNAI”

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Mapa interativo reúne 128 candidaturas de indígenas, quilombolas e camponeses

Povos do campo se organizaram para lançar nomes em todo Brasil e representar comunidades, biomas, tradições e culturas sem espaço na política; chapas propõem mais diversidade em oposição a um congresso “homem, branco e mais velho”

Por Nanci Pittelkow e Luma Prado, em De Olho nos Ruralistas

Para facilitar a busca e a escolha dos eleitores que querem proteger os biomas e os povos do campo, das florestas e das águas — e que lutam por comida de verdade no prato, e para todos — o De Olho nos Ruralistas fez uma ampla pesquisa e reuniu candidaturas de indígenas, camponeses e quilombolas de todo o Brasil em um mapa interativo. Continue lendo “Mapa interativo reúne 128 candidaturas de indígenas, quilombolas e camponeses”

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Em RR, fazendeiro cobra “pedágio” da equipe da Funai durante a pandemia

Aliado do governador bolsonarista Antonio Denarium, Leandro Massao Itikawa exigia combustível para que servidores pudessem passar para Terra Indígena Yanomami; família de arrozeiros organizou atos contra a democracia

Por Bernardo Fialho, em De Olho nos Ruralistas

— O que eu ganho em troca se eu deixar a Funai passar?

A pergunta foi feita, em 06 de junho de 2020, pelo pecuarista Leandro Massao Ferreira, por telefone, para o procurador do Ministério Público Federal (MPF) de Roraima, Alisson Marugal, que tentava mediar a entrada de servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) na Terra Indígena Yanomami, para os cuidados de prevenção à Covid-19. Continue lendo “Em RR, fazendeiro cobra “pedágio” da equipe da Funai durante a pandemia”

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Acuado em RO, povo Karipuna vive ainda mais ameaças com Bolsonaro

Etnia que já esteve muito próxima da extinção sofre com invasões de seus territórios e fica espremida nas imediações da aldeia; De Olho nos Ruralistas foi à região e constatou várias ameaças aos indígenas, entre elas as estradas clandestinas

Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

O risco de extinção está nas palavras de Eric Karipuna ao falar de seu povo. Não é um exagero retórico. Desde o início do contato formal, feito pela Fundação Nacional do Índio (Funai) nos anos 70, o povo sofreu um verdadeiro massacre, causado principalmente por gripes e pneumonias. Segundo os relatos dos indígenas, de mais de 200 pessoas, o grupo se viu reduzido a oito nos anos 90. De lá para cá, vivem um lento processo de recuperação e atualmente são cerca de 60, metade deles dentro da aldeia. Continue lendo “Acuado em RO, povo Karipuna vive ainda mais ameaças com Bolsonaro”

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Brasileira Sônia Guajajara é indicada a prêmio da UE

Líder indígena e ativista maranhense concorre ao Prêmio Sakharov 2022, concedido pelo Parlamento Europeu e é mais alta homenagem prestada pela União Europeia ao trabalho na área de direitos humanos

DW

A líder indígena e ativista brasileira Sônia Guajajara foi anunciada nesta segunda-feira (26/09) como uma das indicadas ao Prêmio Sakharov 2022, do Parlamento Europeu. Trata-se da mais alta homenagem prestada pela União Europeia ao trabalho em matéria de direitos humanos. Continue lendo “Brasileira Sônia Guajajara é indicada a prêmio da UE”

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Organizações promovem ato em SP em defesa do jornalismo e da democracia

Abraji

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e outras 13 organizações anunciam, nesta quarta-feira (21.set.2022), a convocação de um ato em defesa dos(as) profissionais de imprensa e da democracia. O evento é uma resposta à escalada de ameaças, agressões, ataques físicos e virtuais e tentativas de censura e intimidação contra jornalistas. Segundo monitoramento da Abraji de violações à liberdade de imprensa no país, já são 353 ataques em 2022, aumento de 12% em relação ao mesmo período de 2021, ano que registrou número recorde de ataques (453). Continue lendo “Organizações promovem ato em SP em defesa do jornalismo e da democracia”

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A última garantia. Por Bruna Della Torre 

Vamos depositar as esperanças em Lula e lutar para que ele vença as eleições no primeiro turno. Mas devemos cobrar do próximo governo que crie as condições para que as armas se tornem uma mercadoria prescrita e indesejável e a “escala F”, um modelo ultrapassado e sem utilidade para pensar o país.

Em A Terra é Redonda

Em seu mais recente livro, Scorched Earth, Jonathan Crary comenta que, com a ascensão da extrema-direita nos Estados Unidos, a mercadoria mais cobiçada do mercado passou a ser a arma de fogo. Lembro-me que quando participei de algumas ações do movimento “vira-voto” em São Paulo em 2018, além da famigerada “mamadeira de piroca”, a questão da liberalização das armas era um dos pontos que mais aparecia nas discussões com as pessoas na rua, tanto em bairros de classe média, quanto em bairros mais populares. Era difícil argumentar. Diversas pessoas, mas principalmente homens jovens, diziam apoiar Jair Bolsonaro devido a essa pauta. Eu, então, perguntava: “mas quanto custa uma arma?”. As pessoas respondiam “5 mil reais, 10 mil reais, muito caro”. E eu replicava: “você que é a favor dessa pauta, conseguiria comprar uma arma?”. A maior parte das pessoas respondia que “não”. Mesmo assim, quando inquiridas pela razão de sua escolha, hesitavam. Uma outra tática que eu e outros colegas adotamos foi a seguinte: perguntávamos para os homens que defendiam o armamento da população se eles já haviam tido uma briga feia com alguma companheira alguma vez; todos respondiam que sim. Então, perguntávamos: “e se, nessa ocasião, você tivesse uma arma em casa?” E, mais uma vez, a maioria respondia: “é, ainda bem que não tinha”. Desde então, permaneci me perguntando como pessoas que não conseguem possuir essa mercadoria (e, ao menos num nível consciente, sequer a desejam realmente) insistiam em apresentar essa pauta como a principal razão de sua escolha eleitoral. Continue lendo “A última garantia. Por Bruna Della Torre “

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