A resposta da bebé ao desembargador do TJ-AM. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

“Por favor / Pare agora! / Senhor juiz / Pare agora!”.
(Versão de Wanderléa. A. Resnik / K. Young. 1965)

Por que Maluzinha, com seis meses de idade, choramingou durante audiência virtual no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) na segunda-feira (22)? Que choro era aquele? O que ela estava querendo dizer? Por que o desembargador Elci Simões deu um esporro na mãe, a advogada Malu Borges Nunes, de 29 anos? O magistrado comparou o choro da criança com latido de cachorro e exigiu sua retirada do ambiente, alegando que o “barulho” atrapalhava o julgamento. Ele atribuiu a categoria de “ruído” a uma fala, a um som humano. Desrespeitou aquilo que é sagrado. Sequer suspeitou que se tratava de um diálogo entre mãe e filha. Não entendeu bulhufas. Continue lendo “A resposta da bebé ao desembargador do TJ-AM. Por José Ribamar Bessa Freire”

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O mistério dos brinquedos antigos que está intrigando cientistas

Por Amanda Ruggeri, na BBC Future

O arqueólogo americano Gus Van Beek (1922-2012) passou duas décadas escavando a antiga cidade assíria de Tell Jemmeh, que foi habitada há cerca de 2.200 a 3.800 anos, na região que hoje corresponde ao sudoeste de Israel.

Van Beek recuperou tantos objetos que o Instituto Smithsonian, nos Estados Unidos, levou 40 anos para catalogar todos. Havia moedas, escaravelhos, amuletos e uma imensa coleção de cerâmica — tão grande que parte dela precisou ser descartada posteriormente. Continue lendo “O mistério dos brinquedos antigos que está intrigando cientistas”

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Olhar para além da barbárie já instalada. Por Cândido Grzybowski

No Sentidos e Rumos

A campanha eleitoral no Brasil entrou naquela fase decisiva. Não há maneiras de evitá-la. Está nas ruas, nos bares, no trabalho, nas igrejas e templos, nas redes e nos meios de comunicação. Invadiu os nossos lares. Mas muito antes disto e corroendo as bases da vida, aqui e no mundo afora, haviam sido implantados processos reais de destruição ecossocial e formas de barbárie sufocante com ameaças explícitas à democracia, onde os efeitos da pandemia, da crise econômica, da disputa geopolítica e da mudança climática se somam às situações históricas, econômicas e sociais de cada país. Em geral, grande desemprego, precariedades múltiplas, pobreza e, sobretudo, a fome se espalham pelo mundo em forma de avalanche. Continue lendo “Olhar para além da barbárie já instalada. Por Cândido Grzybowski”

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Ação contra empresários bolsonaristas ocorre sem os abusos de Moro e Deltan. Por Janio de Freitas

Buscas e apreensões nas casas de empresários cabem em necessária coleta inicial para a investigação de fato grave

Na Folha

Entre ricos empresários brasileiros, é comum uma capacidade muito especial, algo como um poder magnético, que se ativa com presteza automática sempre que seu portador que se vê em encrenca ou desejoso de novas benesses. Continue lendo “Ação contra empresários bolsonaristas ocorre sem os abusos de Moro e Deltan. Por Janio de Freitas”

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Sem apoio popular, Bolsonaro aposta na violência para ser reeleito

O presidente brasileiro dá indícios de que não deve aceitar os resultados de outubro. Mas tem força política para dar um golpe?

Por Manuella Libardi, no openDemocracy

A volatilidade de Jair Bolsonaro diante das eleições de 2 de outubro deixa o Brasil em alerta. Os brasileiros parecem oscilar entre a confiança em suas instituições democráticas, que vêm freando as ações antidemocráticas do presidente, e o medo de que tente interferir nas eleições ou de que rejeite o resultado. Continue lendo “Sem apoio popular, Bolsonaro aposta na violência para ser reeleito”

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Tchutchuca: ontologia e faniquito. Por Eugênio Bucci

Foi em nome do mesmo preconceito que veio o faniquito do presidente

No A Terra é Redonda

Na manhã de quinta-feira passada, um jovem ativista digital de direita, Wilker Leão, foi até a portaria do Palácio da Alvorada e xingou o presidente da República de “Tchutchuca do Centrão”. (A rima em “ão” não há de ser em vão.) O que veio na sequência foi uma arruaça lastimável, que todo mundo já viu no celular ou nos telejornais. Continue lendo “Tchutchuca: ontologia e faniquito. Por Eugênio Bucci”

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Símbolo da resistência dos indígenas isolados no país, “índio do buraco” é achado morto

O indígena tornou-se um símbolo da resistência dos isolados também porque repetidamente se recusou ao contato; com sua morte, destino dos 8 mil hectares fica em risco

Por Rubens Valente, na Agência Pública

Um símbolo da resistência dos povos indígenas isolados no país, ele ficou conhecido como “índio do buraco”, por abrir covas no chão, e já foi chamado na imprensa de “homem mais solitário do mundo”. Por mais de 25 anos, esse extraordinário brasileiro – sobre o qual nunca se soube nome, língua e etnia – viveu completamente isolado num pedaço de mata em Rondônia monitorado por indigenistas da Funai (Fundação Nacional do Índio), apesar de intensas pressões de políticos e fazendeiros da região a fim de desacreditar a interdição do território, com cerca de 8 mil hectares, e perseguir os servidores da Funai. Continue lendo “Símbolo da resistência dos indígenas isolados no país, “índio do buraco” é achado morto”

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Abrasco: Nota de repúdio ao relatório assinado pelo presidente do Ipea sobre a fome no Brasil

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), com espanto e indignação, tomou conhecimento do documento oficial “Expansão do programa Auxílio Brasil: uma reflexão preliminar”, assinada única e exclusivamente pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Erik Alencar de Figueiredo.

Na nota questiona-se a alta prevalência da insegurança alimentar no Brasil, com base nos dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) sobre indicadores de saúde. Oferecendo uma análise distorcida da realidade, aponta-se que, apesar de organizações alertarem para o aumento da fome no Brasil, as informações do SIH não registram o avanço da desnutrição, ignorando a complexidade e a determinação social da insegurança alimentar e nutricional. Negar a atual extensão da insegurança alimentar brasileira (principalmente a do tipo grave, referente à fome), além de ignorar uma situação vista diariamente nas ruas, é negar a ciência e tentar criar uma vida imaginária que milhões de brasileiras e brasileiros, infelizmente, não vivenciam atualmente. Continue lendo “Abrasco: Nota de repúdio ao relatório assinado pelo presidente do Ipea sobre a fome no Brasil”

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Corações mortos. Por Julio Pompeu

No Terapia Política

Afogado em formol, o coração não pulsa mais. É ainda coração, mas sempre o mesmo. Inerte. Coração vivo tem seus tempos. O da batida e o do bater que define o tempo de vida. Coração morto tem um tempo só. O da pretensão da eternidade. Ou o da lenta decrepitude que, apesar do formol e de todas as outras químicas e físicas da conservação, invariavelmente vem. Tudo morre, até coração morto. Continue lendo “Corações mortos. Por Julio Pompeu”

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Sob pressão de movimentos sociais, MP de SP cria novo grupo para fiscalizar a polícia

Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial passará a funcionar com dois promotores na capital; ativistas cobram clareza sobre participação popular nos trabalhos

Por Gil Luiz Mendes e Jeniffer Mendonça, na Ponte

Foram quase cinco anos de pressão de movimentos sociais, negros e periféricos até que o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) formalizou, na segunda-feira (22/8), a criação de um novo grupo para fiscalizar a atuação das polícias. O Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial (Gaesp) passa a substituir o agora extinto Grupo Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gecep), que havia sido instituído dentro do órgão em 2003. Continue lendo “Sob pressão de movimentos sociais, MP de SP cria novo grupo para fiscalizar a polícia”

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