Pesquisa mostra 59 iniciativas legislativas contra os agrotóxicos em todo o Brasil

Na contramão de Brasília, estados e municípios discutem e aprovam projetos para reduzir uso, criar programas de incentivo à produção agroecológica e criar zonas livres de pesticidas; projeto Brasil Sem Veneno mapeia mais de 500 iniciativas de resistência em diversas áreas

Por Pedro Biondi e Antonio Biondi, especial para De Olho nos Ruralistas e O Joio e O Trigo

Enquanto o Projeto de Lei nº 1.459/2022, o PL do Veneno, avança em ritmo acelerado no Senado, há um Brasil que diz “não” aos agrotóxicos. Um levantamento inédito do De Olho nos Ruralistas para o projeto Brasil sem Veneno — realizado em parceria com O Joio e o Trigo — identificou 33 leis criadas na última década contra o uso de agrotóxicos. Outros 19 projetos encontram-se em análise. Dois foram total ou parcialmente vetados. São peças legislativas e propostas que vedam, restringem ou buscam tornar mais racional o uso desses produtos nos âmbitos federal, estadual e municipal.

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Partido militar: mais de 1,5 mil candidatos militares concorrem nas eleições neste ano

Candidatos militares somam patrimônio multimilionário; 158 declararam R$ 1 milhão ou mais de bens, incluindo generais do governo Bolsonaro, como Pazuello.

Por Bruno Fonseca, Bianca Muniz, em Agência Pública

General, tenente, comandante, coronel, major e, claro, capitão. Apesar de altos membros do Exército questionarem a segurança das urnas eletrônicas, diversas patentes militares irão estampar as urnas em outubro deste ano, quando mais de 1,5 mil candidatos ligados às Forças Armadas (FAs), polícias militares (PMs) e bombeiros irão concorrer às eleições.

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Candidatos religiosos declararam patrimônio milionário nas eleições

Juntos, 36 postulantes que usam títulos religiosos declararam mais de R$ 79 milhões em bens. Lista de milionários inclui aliados de Bolsonaro, como o pastor Marco Feliciano (PL-SP)

Por Bruno Fonseca, Bianca Muniz, Mariama Correia, Nathallia Fonseca, em Agência Pública

Nestas eleições, ao menos 640 candidatas e candidatos usarão títulos religiosos nas urnas. Desses, ao menos 36 declararam patrimônio milionário ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). São pastores, pastoras, bispos, irmãos, apóstolos, padres e missionários que juntos somam quase R$ 79 milhões em bens.

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Governo Federal nega acesso a peças de campanhas milionárias durante período eleitoral

Ministério das Comunicações barra Lei de Acesso à Informação com justificativa das eleições; Secretaria de Comunicação é oitavo maior anunciante de política no Facebook no país

Por Bruno Fonseca, em Agência Pública

O Ministério das Comunicações está barrando o acesso a dados públicos e usando o período eleitoral como justificativa. Através da Lei de Acesso à Informação (LAI), a Agência Pública requisitou o acesso às peças produzidas nas campanhas “Governo Honesto, Trabalhador e Fraterno”. No início de agosto, revelamos que o governo pagou quase R$ 90 milhões neste ano para agências de publicidade realizarem as três campanhas.

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Em Mato Grosso, quem manda nas eleições é o agro

Rei da soja, Blairo Maggi manobra governador Mauro Mendes, apoia Geller ao Senado e adere a Lula deixando MT sem alternativa política ao agronegócio

Por Vasconcelo Quadros, em Agência Pública

O refrão ensurdecedor no Ginásio Dom Aquino, em Cuiabá, na noite de sexta-feira, não deixa dúvida sobre quem é “o senhor do agro”, que manda na política em Mato Grosso: “Blairo traidor”, gritava o grupo mais barulhento na convenção que homologou, no dia 5 passado, a recandidatura do governador Mauro Mendes e do senador Wellington Fagundes à reeleição pela chapa União Brasil.

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Em Josué e hoje, Mulheres no volante da luta pela terra. Por Gilvander Moreira*

Em setembro de 2022, Mês da Bíblia, o tema bíblico sobre o qual a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) convida todas as pessoas e comunidades cristãs a refletir será o livro de Josué. No sexto e último pequeno texto com chaves de leitura para se ler e interpretar de forma justa e libertadora o livro de Josué apresentamos as Mulheres no volante da luta pela terra.

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Frente inter-religiosa repudia declarações fundamentalistas de Michelle Bolsonaro

Após dizer que Palácio do Planalto era “consagrado a demônios”, primeira-dama atacou Lula ao postar vídeo em que participa de um ritual religioso junto a mães de santo

por: Tiago Pereira, da RBA

A Frente Inter-Religiosa Dom Paulo Evaristo Arns publicou nesta terça-feira (9) uma nota de repúdio à primeira-dama da República, Michelle Bolsonaro. Em um culto religioso em Belo Horizonte no domingo (7), ao lado do presidente, Jair Bolsonaro, ela afirmou que antes de o casal chegar ao poder, o Palácio do Planalto era “consagrado a demônios”, e atualmente é “consagrado ao Senhor”.

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Balanço e perspectivas. Por Jean Marc von der Weid

IHU

“Não acho que a jornada do dia 11 barrou o golpe. Apenas tornou-o mais difícil. Digo isso porque os agentes deste golpe são as FFAA, as polícias militares, os bandos fascistoides armados e organizados nos Clubes de Tiro e o que já se convencionou de chamar de ‘gado’, as bases fanáticas do bolsonarismo, agitadas por uma parcela minoritária, mas muito ativa das igrejas protestantes e, ainda menor, da igreja católica. É claro que quanto mais isolado estiver Bolsonaro, mais difícil ficará para os militares e policiais atravessarem o Rubicão da ruptura da legalidade. Sem eles os bolsominions, armados ou não, são impotentes para dar o golpe.”

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Da política identitária à mobilização por direitos efetivamente universais. Entrevista especial com Celia Kerstenetzky

Para a pesquisadora, grupos que dão sustentação a políticas identitárias são fundamentais para a mobilização em defesa de garantias sociais previstas na Constituição

Por: Ricardo Machado, em IHU

Uma das armadilhas do neoliberalismo é sua plasticidade e capacidade de ocupar espaços que, à primeira vista, parecem se opor a ele. Ainda que no fundo as lutas chamadas “identitárias” proponham reformas e debates de maior complexidade e profundidade, às vezes, o que parece é que há um ataque às políticas universalistas.

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Ministério Indígena não é a solução, mas sim “desbolsonarizar” a Funai, diz Sydney Possuelo

Ex-presidente da Funai defende maior participação indígena no poder político

por Murilo Pajolla, em Brasil de Fato

O ex-presidente da Funai Sydney Possuelo se entristeceu, mas não ficou surpreso quando soube das mortes de Bruno Pereira e Dom Phillips no Vale do Javari. “Não sei se é porque estive envolvido pessoalmente em situações como essa por quase 50 anos da minha vida”, justifica.

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