Propostas agroecológicas para o novo governo Lula

Quatro anos são insuficientes para agroecologizar o campo. Em vez de incentivos universais, que promoveram “agronegocinhos”, será preciso programas integrados focados em agricultores já envolvidos, a partir de fundos locais e autonomia

Por Jean Marc von der Weid*, em Outras Palavras

1) Balanço das políticas em favor da agroecologia nos governos de Lula e de Dilma:

Participei de todas as formulações e negociações de propostas de políticas públicas para a agroecologia desde o final do governo FHC até o golpe de 2016. Apesar de algumas tentativas de conseguir criar um programa governamental específico dirigido para a promoção da agroecologia, o que prevaleceu neste longo período foram as políticas ditas “universais”, isto é, políticas acessáveis por todos os agricultores familiares. E nem todas as políticas pertinentes foram objeto de avaliação, formulação e propostas pelo nosso campo de atividade.

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Fomentar a transição, mudar a agricultura e produzir alimentos saudáveis

Uma grande mudança de modelo tecnológico está em curso na agricultura. Agora é a questão biológica que embala profundas transformações

Por Mauricio Piccin*, no Sul 21 / MST

Uma grande mudança de modelo tecnológico está em curso na agricultura. Agora é a questão biológica que embala profundas transformações. Nessa mudança, a grande questão é se os agricultores continuarão reféns do pacote tecnológico da indústria, que achata as suas rendas, ou se trilharão caminhos de maior autonomia. Para isso, é preciso que as políticas públicas fomentem essa mudança para uma agricultura sustentável com bases agroecológicas para produzir alimentos mais saudáveis e nutritivos com maior autonomia tecnológica e menor risco para o (a) agricultor(a).

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Armamentistas incentivam aumento de armas de fogo e clubes de tiro no campo

Líderes do Proarmas dão palestras em sindicatos rurais e fundam braço voltado para o armamento de produtores rurais

Por Yolanda Pires, em Agência Pública

“Sou eu e não o Estado quem tem que defender a minha propriedade”, declarou o presidente do movimento Proarmas, Marcos Sborowski Pollon, em uma palestra dada a produtores rurais em Unaí (MG), em novembro de 2021. No evento, o atirador, advogado e pré-candidato a deputado federal (PL-MS) ensinou aos fazendeiros uma tática para ter mais armas e poder transitar com elas: abrir um clube de tiro dentro da fazenda. 

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Oito em cada dez brasileiros defendem prioridade para Amazônia no próximo governo

ClimaInfo

A intensificação do desmatamento e o avanço do crime organizado sobre a floresta colocaram a Amazônia no tabuleiro político das eleições presidenciais de outubro. Uma pesquisa do PoderData, encomendada pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS), mostrou que 81% dos eleitores acham que a proteção da floresta amazônica deve ser uma prioridade para os candidatos à Presidência, número cinco pontos percentuais superior ao registrado em pesquisa anterior, de junho (76%).

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Floresta Amazônia perdeu mais de 8 mil km2 nos últimos 12 meses, informa o DETER/INPE

ClimaInfo

Na 6ª feira (12/8) o INPE anunciou os dados consolidados do desmatamento na Amazônia para o mês de julho. No mês passado, o sistema DETER-B registrou alertas de desmate para uma área de 1.487 km2, número ligeiramente inferior (-2%) em comparação com o mesmo mês em 2021 (1.498 km2). Assim, a soma da área potencialmente desmatada na Amazônia nos últimos 12 meses chegou a 8.590 km2, o terceiro maior índice anual desde 2015 – e o 3º recorde anual registrado sob o atual governo federal.

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Desmatamento avança em áreas antes intocadas na Amazônia e no Cerrado

ClimaInfo

A explosão do desmatamento nos últimos três anos colocou em risco áreas que, até então, registraram pouca ou nenhuma destruição florestal na Amazônia e no Cerrado. Os dados de satélite mostram como o problema se tornou mais generalizado sob o atual governo federal: em 2019, o MapBiomas identificou alertas de desmate em 1.734 municípios brasileiros (31,1% do total); dois anos depois, esse número saltou para 2.889 (51,9%). Nesse período, mais de 61% dos municípios do Brasil tiveram pelo menos um foco de desmatamento detectado.

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Cimi lança relatório anual de violência contra os povos indígenas no dia 17 de agosto, em Brasília (DF)

Com dados referentes a 2021, publicação retrata ano marcado por omissões, ofensiva contra direitos indígenas e ataques aos territórios e comunidades

Cimi

Em evento presencial com transmissão ao vivo pela internet, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) realiza o lançamento do Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados de 2021 na próxima quarta-feira, dia 17 de agosto, às 15h (horário de Brasília). A atividade será realizada na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e transmitida pelo canal de youtube do Cimi. A publicação apresenta um retrato das diversas violências e violações que são praticadas contra os povos indígenas em todo o país, organizadas em três capítulos principais e 19 categorias de análise.

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A democracia no Brasil corre risco

Por Coletivo USP pela Democracia

Manifesto de professores, funcionários e alunos da USP

“Se nem todo o momento será julgado oportuno para dizer a verdade, sobretudo se amarga e dura, […] é dever de todos, quando desfigurada, proclamá-la sem rebuços e meias palavras”.
(Anísio Teixeira, Mais uma vez convocados: Manifesto ao povo e ao governo, 1959).

A democracia no Brasil corre risco. Basta.

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A Rádio Terapia em ondas curtas. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

“Não é o câncer. O nosso maior inimigo é a depressão, que vem de dentro de nós”. 
(Jean-Claude Bernardet. O corpo crítico. 2021).

– Seu Nominando, pode descer… 

A voz da funcionária ecoa na sala de espera do Américas Centro de Oncologia Integrado de Icaraí, em Niterói. Num gesto rotineiro, desejo boa sorte a Nominando, o paciente que me antecede nas sessões diárias de radioterapia. Ele desce para o térreo. Eu fico. Enquanto aguardo, cumpro a exigência sem a qual ninguém entra na sala de tratamento: bebo seis copos d’água e espero a bexiga encher até o tucupi.

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‘Parece leite, mas não é’: como crise [?] ‘empobreceu’ a fórmula dos produtos lácteos do Brasil

Por André Biernath, da BBC News Brasil em Londres

Nos últimos meses, os consumidores brasileiros mais atentos notaram uma mudança importante no Moça, uma das marcas de leite condensado mais conhecidas e utilizadas no país. Junto ao produto tradicional, cuja embalagem é azul, as gôndolas dos supermercados foram inundadas por uma nova versão, na cor marrom.

Na parte inferior do rótulo, é possível entender melhor a diferença entre as opções. Enquanto a caixinha azul traz o leite condensado convencional (integral ou desnatado), a marrom é uma “mistura láctea condensada de leite, soro de leite e amido”.

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