Professor analisa como o poder das milícias chegou às altas esferas do Estado, sua relação com a política armamentista e os riscos de saírem ainda mais fortes das eleições de 2022
Por: João Vitor Santos, em IHU
Quando se traz à pauta o assassinato da vereadora Marielle Franco, do Rio de Janeiro, e de seu motorista Anderson Gomes, muitos narizes se retorcem, olhos viram, lábios se esticam e se comprimem como que se fizessem força para não deixar sair a reclamação: “de novo esse assunto”. Mas, por mais que se resista, essa pauta não pode ser deixada de lado. Como se a execução de duas pessoas já não fosse suficiente, esse caso é um dos tantos no Brasil encoberto por uma malha que nos impede de ver claramente o que está em jogo. É um nefasto jogo em que quem dá as cartas é a milícia. “A estrutura miliciana é uma malha que recobre o país como um todo. Não tenho dúvidas sobre isso”, dispara o professor José Cláudio Alves. Continue lendo “A milícia é hoje a malha que recobre o país, das urnas à face do “cidadão de bem”. Entrevista especial com José Cláudio Alves”










