Abaixo assinado: “Manifestação de apoio à concessão de título de Doutora Honoris Causa pela Unifesp a Amelinha Teles”

A Resolução 214/2021 do Conselho Universitário dispõe sobre a concessão de títulos honoríficos no âmbito da Universidade Federal de São Paulo e prevê que personalidades eminentes nacionais ou internacionais que tenham se destacado nas ciências, nas artes, na cultura, na educação e na defesa dos direitos humanos podem ser indicadas para o recebimento do título de Doutor(a) Honoris Causa (art. 6o, inc. III).

A trajetória de Amelinha Teles atesta seu compromisso inabalável com a luta pela democracia, pelos direitos humanos e pelos direitos das mulheres no Brasil. Integrou o Movimento Feminino pela Anistia e a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos. Foi presa política e denunciou as violências perpetradas por agentes da ditadura militar contra ela e sua família. Participou ativamente de fóruns que contribuíram na elaboração da Constituição Federal de 1988 nos temas dos direitos das mulheres e do direito à memória e à verdade. Foi membro da Comissão Estadual da Verdade Rubens Paiva (ALESP) e responsável por evidenciar a violência baseada no gênero praticada contra mulheres opositoras ao regime de exceção. Foi assessora da Comissão da Memória e da Verdade da Prefeitura de São Paulo (CMV). 

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Quase R$ 300 mi em multas ambientais podem prescrever em 2022; valor perdido vem subindo desde 2017

Por Luiz Fernando Toledo, de Nova York para a BBC News Brasil

Até o fim de 2022, pelo menos 2.297 multas ambientais podem prescrever e o Estado brasileiro deixar de arrecadar cerca de R$ 298 milhões, segundo estimativa interna do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), feita em junho e obtida pela BBC News Brasil por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Esse número mostra apenas uma parte do problema, pois o órgão admite que mais de 90 mil multas ainda estão na fila para serem processadas e seus prazos de prescrição são desconhecidos.

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Cartas pela democracia têm endereço certo e não são só para Bolsonaro. Por Janio de Freitas

Manifestos se fizeram necessários diante da adesão de generais e coronéis ao veio golpista

Na Folha

A celebração da democracia e do sistema eleitoral em vigor, nas cartas aos brasileiros e no 11 de agosto, evitou identificar sua destinação real, tanto por cautelas históricas como para facilitar a aventura democrática de muitos aderentes originários de outros conceitos.

Ficou livre, e dada como óbvia, a interpretação de que as cartas voltam-se para Bolsonaro e o seu golpismo. Sim, são isso. Mas não só, nem principalmente.

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Bolsonarismo e o terrorismo estocástico. Por Rudá Ricci e Luís Carlos Petry

O terrorismo estocástico revela mais do que uma mera disputa política. Revela uma sociedade adoecida e sedenta de mudança. Revela uma tarefa urgente que somente pode acontecer pela razão, limitando os impulsos da barbárie fascista.

No Diplomatique Brasil

Norberto Bobbio descreve o extremismo político como um movimento antidemocrático, que se opõe a qualquer moderação, e ressalta que a vocação de todo extremismo é a ação como ímpeto, como chamado à destruição do oponente. O terrorismo é uma vertente do extremismo, marcado pela vingança e pela capacidade de atingir o centro do poder com os atentados[1].

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11 de agosto. Por Eugênio Bucci

A causa democrática só pode existir quando, primeiro, é elaborada em palavras e, depois, é traduzida em ações. Ontem testemunhamos mais uma prova disso

No A Terra é Redonda

No dia 11 de agosto de 1827, Dom Pedro I sancionou e promulgou a lei que criou os cursos jurídicos no Brasil. No ano seguinte nasceram duas escolas, uma em São Paulo, no Largo de São Francisco, e outra em Olinda. Mais tarde, a primeira delas passou a integrar a Universidade de São Paulo (USP), fundada em 1934. Naquela época, a “velha academia”, como os estudantes gostam de chamá-la, já era uma instituição centenária, orgulhosa de seu papel determinante na luta pela abolição e na luta pela República.

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Entidades se solidarizam e cobram providências urgentes contra novos incêndios criminosos no PDS Terra Nossa

Três anos e um dia após o Dia do Fogo, o Assentamento Terra Nossa volta a ser devastado por incêndios criminosos. Desta vez, os incêndios começaram no dia 11 de agosto, e os assentados e suas lideranças estão sendo ameaçadas de morte. Abaixo, a Carta das entidades:

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Carta de solidariedade ao PDS Terra Nossa

Ações de invasores incendeiam, mais uma vez, terras públicas no Pará que também foram alvos no “Dia do Fogo”

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Margareth Dalcolmo é eleita para a Academia Nacional de Medicina

Agência Fiocruz de Notícias (AFN)

A pesquisadora da Fiocruz e pneumologista Margareth Pretti Dalcolmo foi eleita, na noite desta quinta-feira (11/8), para ocupar a cadeira de número 12 da Academia Nacional de Medicina (ANM). Ela recebeu 69 votos dos 80 membros da ANM que votaram. O ocupante anterior da cadeira era o médico pediatra Azor José de Lima, que foi professor-emérito da UniRio, falecido em agosto de 2020. A Academia é constituída de membros votantes titulares e eméritos, que ocupam 100 cadeiras, contando ainda com honorários nacionais, internacionais e correspondentes. Popularmente conhecida por suas mais de 500 intervenções nas emissoras de TV e rádio e nos jornais nos últimos dois anos, período em que esclareceu dúvidas e informou sobre a pandemia de Covid-19 de maneira clara e objetiva, Dalcolmo é a quinta mulher a se tornar membro da ANM. Dona de uma sólida carreira acadêmica, ela é hoje uma referência nacional na medicina e na ciência.

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Funai nega, mas permitiu que empresa de NFTs violasse isolamento de indígenas na pandemia

Nemus obteve autorização para entrar em “fazenda” de sua propriedade; local é, na verdade, uma Terra Indígena em estudo

Por Murilo Pajolla, Brasil de Fato | Lábrea (AM)

A Fundação Nacional do Índio (Funai) negou em nota ter autorizado o ingresso durante a pandemia de uma empresa que produz NFTs (sigla em inglês para Tokens Não Fungíveis) na Terra Indígena (TI) Baixo Seruiní/Baixo Tumiã, no sul do Amazonas. 

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Cimi lança relatório anual de violência contra os povos indígenas 2021 no dia 17 de agosto, em Brasília (DF)

Com dados referentes a 2021, publicação retrata ano marcado por omissões, ofensiva contra direitos indígenas e ataques aos territórios e comunidades

No Cimi

Em evento presencial com transmissão ao vivo pela internet, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) realiza o lançamento do Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados de 2021 na próxima quarta-feira, dia 17 de agosto, às 15h (horário de Brasília). A atividade será realizada na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e transmitida pelo canal de youtube do Cimi. A publicação apresenta um retrato das diversas violências e violações que são praticadas contra os povos indígenas em todo o país, organizadas em três capítulos principais e 19 categorias de análise.

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A nova batalha de Xangô contra a intolerância religiosa

No terreiro de Pai Duda, em Cachoeira (BA), drones de vigia precederam os ataques. Vieram então as caminhonetes com as multidões ferozes. Nos últimos 30 anos, violência contra religiões de matriz afro disparou. Em 2021, foram 581 ataques

Por Márcia Maria Cruz, na Piauí / Outras Palavras

O terreiro de candomblé Ilê Asé Oyá L’adê Inan, em Alagoinhas, cidade a cerca de 120 km de Salvador, é consagrado a Oyá, uma das divindades das religiões de matriz africana, senhora dos ventos e da tempestade. Quem comanda o local desde a sua fundação, há treze anos, é a ialorixá (mãe de santo) Roselina Barbosa, de 63 anos. Conhecida como Mãe Rosa, ela mora no terreiro em uma casa confortável, onde criou seus três filhos, todos formados em artes cênicas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Além de cuidar de sua casa e do terreiro, dirigindo os ritos de sua religião, ela atende, na condição de mãe grande, as pessoas que buscam ajuda espiritual naquele ambiente calmo e bucólico.

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