O mês de junho começou com uma desanimadora notícia para os povos indígenas: a de que o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal da ação sobre o marco temporal foi retirado da pauta.
Estreia amanhã, 08 de Junho, o filme “Saúde tem Cura”, dirigido pelo cineasta das utopias Silvio Tendler, com parceria do Cebes, sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro. A peça irá ao ar no canal de Youtube da produtora cinematográfica Caliban. Veja a seguir a nota da produtora:
“Saúde tem Cura”, filme dirigido por Silvio Tendler com o apoio da @oficialfiocruz , aborda a potência e as fragilidades do Sistema Único de Saúde (SUS), o único sistema de saúde do mundo que atende a mais de 190 milhões de pessoas gratuitamente.
Mais de 300 lideranças e professores indígenas do Alto Solimões e Vale do Javari se reuniram para avaliar e criar estratégias de enfrentamento aos retrocessos dos direitos à educação e saúde indígena
POR LÍGIA APEL, DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CIMI REGIONAL NORTE I – COM REPORTAGEM DE FRANCISCO KAMBEBA
“O encontro com as lideranças indígenas do Território Etnoeducacional Alto Solimões e Vale do Javari só nos fortaleceu, só nos deu mais forças para perceber que estamos no caminho certo”. Essa foi a avaliação da professora indígena Alva Rosa Tukano, coordenadora do Fórum de Educação Escolar e Saúde Indígena do Amazonas (FOREEIA), sobre o Encontro de Educação Escolar e Saúde Indígena do Amazonas, realizado nos dias 28 e 29 de maio, em Tabatinga, Amazonas.
Indígenas Pataxó e Pataxó Hã-Hã-Hãe dão passos na efetivação de seu Protocolo de Consultas Livre Prévia e Informada e Plano de Gestão Territorial e Ambiental; o evento foi realizado no dia 31 de maio
Indígenas Pataxó e Pataxó Hã-Hã-Hãe, da comunidade Naô Xohã, dão passos na efetivação de seu Protocolo de Consultas Livre Prévia e Informada e no Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA), em São Joaquim de Bicas, Minas Gerais. O evento foi realizado na última terça-feira, 31 de maio, com a presença de representantes da Defensoria Pública da União (DPU), do Ministério Público Federal (MPF), da Fundação Nacional do Índio (Funai) e de organizações de apoio e de parceiras da causa indígena, entre elas o Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
“Será que a classe política e as autoridades brasileiras vão continuar de braços cruzados, aguardando o próximo tiroteio em massa? Qual o interesse de Bolsonaro em armar a sociedade brasileira, quando se sabe que isto representa o aumento da criminalidade no país?”, pergunta Jose Rodrigues Filho, professor da Universidade Federal da Paraíba e ex-pesquisador nas Universidades de Johns Hopkins e Harvard (USA), em artigo publicado por seu blog.
Estamos no caminho da barbárie e da brutalidade, quando o direito de se armar parece ser mais importante do que a proteção do direito à vida. As cenas de Uvalde, no Texas, são assustadoras, quando cabeças de crianças foram totalmente explodidas com tiros de rifles AR15, capazes de fazer um buraco no corpo do tamanho de uma cabeça humana, com um só tiro. Esta foi a arma usada por um jovem de 18 anos, que tinha o direito de se armar com uma arma desenhada para MATAR, usada por militares.
Professor observa que problemas como diabetes e hipertensão não fazia parte da realidade dos índios antes de absorverem práticas e hábitos do “homem branco”
Não seria exagero ponderar que desde que o primeiro homem branco pisou em terra indígena os problemas para esses povos originários nunca cessaram. Mesmo se abstrairmos os confrontos e disputas políticas pela terra e direitos constitucionais, veremos que alguns dos piores presentes trazidos pelas populações europeias foram vírus, bactérias e outros vetores que promoveram uma dizimação de muitos indígenas. Mas, ainda hoje, não é só isso que tem impactado na saúde dos índios. A incorporação de hábitos alimentares “dos brancos”, assim como o sedentarismo e a substituição de trabalhos que exigem atividade física por uso de máquinas tem trazido também as chamadas doenças metabólicas, como diabetes e hipertensão. É o que revela estudo realizado pelo médico geneticista João Farias Guerreiro. Segundo ele, tais males “começaram a ser observadas nos povos indígenas brasileiros apenas no final da década de 1970”.
Jornalista britânico e indigenista brasileiro estão desaparecidos na região. Estudiosos e conhecedores da área dizem que território vive conflitos causados pelo tráfico de drogas, roubo de madeira e garimpo.
Por Carolina Dantas, g1
A terra indígena Vale do Javari, região na qual estão desaparecidos Bruno Araújo Pereira, indigenista brasileiro e funcionário da Fundação Nacional do Índio (Funai), e o jornalista inglês Dom Phillips, do jornal “The Guardian”, tem histórico de assassinato de um outro agente órgão federal e é palco de conflitos típicos da Amazônia: tráfico de drogas, roubo de madeira e avanço do garimpo.
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) se une aos esforços para que sejam localizados o jornalista britânico Dom Philips e o indigenista Bruno Pereira. Os dois desapareceram no domingo, 05.jun.2022, no trajeto entre a comunidade de São Rafael e a cidade de Atalaia do Norte, no Amazonas. Colaborador regular do jornal Guardian no Brasil, Dom Philips está na Amazônia para a cobertura de conflitos de terra e questões indígenas. Bruno Pereira é um experiente indigenista daquela região amazônica, que concentra o maior número de povos isolados do país. Os dois haviam sofrido recentes ameaças em decorrência do trabalho.
As palavras do líder e porta-voz do povo indígena Yanomami, Davi Kopenawa Yanomami, são amazónicas; estão no livro A Queda do Céu, estão nos filmes em que participou, acompanham a exposição retrospetiva da fotógrafa Claudia Andujar, estão nos meios de comunicação social e nas redes sociais. São palavras que transmitem um conhecimento profundo dos mitos ancestrais e de como estes podem atuar na contemporaneidade; são advertências e denúncias, que se transformam em manifesto e, por vezes, em profecia. Kopenawa dirige-as ao povo da mercadoria, mas não são para trocar por estas, sugerem uma inversão de sentido no pensamento dos não-indígenas em direção à Natureza e à Amazónia, em particular.
Porta-voz de garimpeiros paraenses em Brasília, Wescley Tomaz já se encontrou com Jair Bolsonaro, ministros do governo e representantes da Agência Nacional de Mineração
“Os povos indígenas do Brasil estão em situação de emergência”, exclamou Sônia Guajajara, coordenadora nacional da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), na manhã do dia 5 de abril deste ano. A fala deu início à 18ª edição da maior mobilização de povos originários do país, o Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília. Enquanto ela discursava sobre as ameaças que indígenas têm sofrido pelas ações do governo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) recebia, a 4 quilômetros dali, no Palácio do Planalto, políticos paraenses para discutir a regularização das áreas de garimpo hoje exploradas ilegalmente, entre outros assuntos.