Justiça Federal ordena que IBGE inclua campos sobre “orientação sexual” e “identidade de gênero” no Censo 2022

IBGE tem 30 dias para cumprir decisão

MPF/AC

A Justiça Federal no Acre acolheu pedido do Ministério Público Federal (MPF) e decidiu, liminarmente (decisão provisória) que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) inclua, com a metodologia que considerar adequada, campos sobre “orientação sexual” e identidade de gênero” no Censo 2022. Pela decisão, o IBGE tem 30 dias para comunicar ao juízo sobre as providências tomadas para cumprir a ordem judicial.

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“Nós, indígenas, vivemos uma guerra invisível”

Na conferência ambiental Estocolmo+50, jovem liderança da Amazônia Txai Suruí diz que, enquanto o mundo olha para a Ucrânia, indígenas e a floresta são alvo de uma guerra no Brasil, com potenciais impactos globais.

Por Nadia Pontes, na DW

No amplo centro de eventos que abriga a conferência ambiental Estocolmo+50, na capital sueca, a jovem líder indígena Txai Suruí é notada pelos participantes. Mesmo os que passam apressados fazem uma pausa para falar com ela, tiram foto. E jornalistas internacionais pedem uma entrevista.

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Organizações sociais denunciam impactos da UHE Baixo Iguaçu

Para moradores do sudoeste do Paraná, a construção da usina não promoveu o desenvolvimento prometido e aprofundou a desigualdade social e a concentração da riqueza na região

por Coletivo de Comunicação MAB PR

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) reuniu organizações do campo e da cidade na tarde de quinta-feira 02, em Realeza, no sudoeste do Paraná, para debater a situação dos municípios e famílias atingidas pela construção da Usina Hidrelétrica (UHE) Baixo Iguaçu. De acordo com as lideranças, o empreendimento apenas transfere a riqueza gerada para outros países, sem compromisso com o desenvolvimento regional no território.

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Quase 65% das áreas de preservação permanente do Semiárido estão ocupadas com atividades agropecuárias, mas há caminhos para recaatingar

O desmatamento das APPs causa, especialmente, o assoreamento de rios e riachos. Recaatingamento, nova forma de enxergar o valor do bioma em pé, é um dos caminhos para viabilizar o cultivo de alimentos, conservando o ecossistema

Por Adriana Amâncio, ASA Brasil

Neste dia 5, celebra-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Na pauta do Semiárido, um dado merece atenção: 64,3% das Áreas de Preservação Permanente (APPs) estão ocupadas por atividades agropecuárias. A constatação é de um estudo realizado, em 2018, pela Universidade Federal de  Pernambuco (UFPE) em parceria com o Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan). 

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Não há uma relação fechada entre evangélicos e Bolsonaro. Por Nilza Valeria Zacarias

Irmã Cida, eleitora de Bolsonaro em 2018, crente fiel da Assembleia de Deus, percebeu que votou errado. A ficha caiu quando ela viu Bolsonaro imitando as pessoas que morriam de Covid. Ela percebeu que não havia cristianismo nele. Não há uma relação fechada entre evangélicos e Bolsonaro. E aqui entra nosso trunfo. É possível fazer a disputa. É possível acenar com a realidade e com uma leitura bíblica contextualizada

No Diplomatique Brasil

Minha escola de jornalismo é antiga. Daquelas em que vou maturando o texto, pensando, ruminando, até o momento final de escrever. Quando está em cima do prazo, coloco tudo no papel. É, de certo modo, como fui ensinada. A hora de fechar, a hora de colocar o ponto-final no texto. Isso, óbvio, encontra abrigo no meu jeito de ser. De gostar da pressão. De funcionar no limite.

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Webinar chama atenção para o desafio da Covid longa

Ricardo Valverde (Agência Fiocruz de Notícias)

O Observatório Covid-19 Fiocruz promoveu, nesta quinta-feira (2/6), o webinar A pandemia de Covid-19 no Brasil – balanços e desafios. O evento integrou as comemorações pelos 122 anos da Fiocruz, completados no último dia 25, e reuniu pesquisadores para debater a situação da pandemia. O encontro abordou questões como a gestão da saúde, a vigilância, a assistência, situações envolvendo populações em favelas e povos indígenas, os trabalhadores da saúde, a comunicação e a informação durante a pandemia, apresentando os esforços da Fiocruz e das instituições públicas no enfrentamento da emergência sanitária.

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Há 30 anos, Eco-92 foi um marco para pautar justiça e ambiente

Conferência oficial incorporou debates trazidos pelos movimentos sociais e incentivou a criação de diversas redes, mas o interesse econômico logo se sobrepôs

Juliana Passos, EPSJV/Fiocruz

O começo dos anos 1990 era tempo de esperança e de ascensão de um movimento ambientalista que atuava na perspectiva da justiça social. “Em 1992, nós estávamos na recém-retomada democrática e o MAB [Movimento de Atingidos por Barragens] tinha sido formado há um ano. Foi nessa época que as comunidades atingidas por barragens de todo Brasil decidiram criar um movimento nacional e fomos para a Eco-92 justamente para defender essa dimensão social do aspecto ambiental”, recorda Leonardo Maggi, membro da coordenação nacional do movimento.

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Tragédia anunciada aos quatro cantos. Por Gabriela Helena Borges

Em Uma Gota no Oceano

Eu morava no Recife e tinha 8 anos quando percebi que o córrego que corria em frente à minha rua não vinha de um rio, pelo cheiro ou pelas queixas da minha mãe ao me ver brincando na porta de casa. Com 10, descobri o significado de desabamento, quando o teto de casa caiu na cabeça do meu pai. Já aos 12, ouvia a chuva lá fora e pensava: hoje não vai ter aula – não porque a escola fecharia ou algo do tipo, mas por entender que na minha condição, se chovia, só restava à gente rezar. Sorte de quem pode ouvir falar sobre a previsão do tempo sem sentir um arrepio por saber que o pior pode estar por vir.

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Ocupação estatal é fundamental para garantir extrusão de garimpeiros em terras indígenas, defende MPF

Em audiência pública na Câmara dos Deputados sobre yanomami, procurador Alisson Marugal diz que povos indígenas precisam de proteção do Estado

Procuradoria-Geral da República

O procurador da República Alisson Marugal defendeu urgência na estruturação dos órgãos públicos para manter fiscalização permanente dentro e fora da Terra Indígena Yanomami (TIY), em Roraima. Um dos pontos levantados pelo procurador foi o não funcionamento de uma das bases de proteção etnoambiental da Fundação Nacional do Índio (Funai), responsável pelo bloqueio de um dos principais acessos de garimpeiros à terra indígena, o Rio Uraricuera.

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Política de cotas é fundamental para o Brasil, afirma Lilia Schwarcz

Em participação no programa Entre Vistas, da TVT, professora da USP tratou da importância das cotas raciais para o enfrentamento à desigualdade no país

Por Júlia Pereira, Rádio Brasil Atual

Racismo e branquitude foram temas presentes na conversa entre Juca Kfouri e Lilia Schwarcz no programa Entre Vistas, na TVT, desta quinta-feira (2). Antropóloga, historiadora, professora da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, Lilia tem se dedicado ao estudo e à defesa das questões de igualdade racial, posicionamento que mudou ao longo dos anos.

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