Justiça escolar precisa ir além da igualdade formal de acesso. E a permanência e evolução dos estudantes depende, em muito, da gestão das escolas. Debate atravessa saúde mental, construção coletiva de estratégias e relação com o território
Por Roberto Amaral, em Outras Palavras
Ao discutir os desafios contemporâneos da escola pública, François Dubet chama atenção para a necessidade de pensar a justiça escolar para além da simples igualdade formal de acesso. Em sociedades marcadas por profundas desigualdades sociais, de acordo com o sociólogo francês, a democratização da educação exige a construção de políticas capazes de enfrentar as diferentes condições de partida dos estudantes e produzir formas mais justas de escolarização. Tal como defenderemos ao longo deste breve texto, essa reflexão torna-se especialmente relevante para os sistemas municipais de ensino, que convivem cotidianamente com os efeitos concretos das desigualdades sociais sobre as trajetórias escolares.
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