Comissão desmente que haja proposta para compra de terras no MS, aponta falta de consenso e cita GTT criado nesta segunda (3)

Em nota, a CNEVC respondeu à declaração de representante do MPI, publicada pelo Correio do Estado, onde a compra de terras seria uma atribuição do GTT interministerial

A Comissão Nacional de Enfrentamento da Violência no Campo (CNEVC), em nota divulgada neste sábado (1), frisou que em “nenhum momento” a comitiva de ministérios e instituições da sociedade civil, que esteve em Mato Grosso do Sul entre os dias 27 e 31 de outubro, e a qual liderou, discutiu a “compra de terras (…) como solução a que chegará o grupo” após visitas às retomadas da Terra Indígena (TI) Guyraroká e do tekoha Passo Piraju, localizado na TI Dourados-Amambaipeguá III. Continue lendo “Comissão desmente que haja proposta para compra de terras no MS, aponta falta de consenso e cita GTT criado nesta segunda (3)”

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Povo Akroá Gamella denuncia crimes ambientais e violações de direitos em obra de linhão da Equatorial Maranhão

Comunidade pede suspensão da liminar que autoriza avanço da obra e denuncia violação da Convenção 169 da OIT, invasão de área sagrada, risco de novos conflitos e falta de licenciamento ambiental

Por Andressa Algave, do Cimi Regional Maranhão

O povo Akroá Gamella, da Terra Indígena Taquaritiua, no Maranhão, denuncia o silenciamento e as violações ambientais relacionadas à expansão do Circuito 2 da Linha de Transmissão Miranda/Três Marias, da empresa Equatorial Maranhão. No fim de setembro, a concessionária ingressou com pedido na 8ª Vara Federal da Seção Judiciária do Maranhão, solicitando o cumprimento da liminar proferida pela desembargadora Federal Kátia Balbino que viabiliza a ampliação do circuito. Nesta quinta (30), a Polícia Federal foi até o território para averiguar as áreas de devastação ambiental causadas pela empresa. Continue lendo “Povo Akroá Gamella denuncia crimes ambientais e violações de direitos em obra de linhão da Equatorial Maranhão”

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Conselhos Terena e Guató denunciam violência policial e manifestam apoio às retomadas Guarani e Kaiowá em MS

Em carta pública, o Conselho do Povo Terena e o Conselho de Lideranças do Povo Guató alertam que as lutas pela terra dos povos indígenas não têm a ver com a invasão de terras alheias

O Conselho do Povo Terena e o Conselho de Lideranças do Povo Guató no Guadakan/Pantanal divulgaram posicionamento público em solidariedade aos povos Guarani e Kaiowá, no dia 24 de outubro de 2025. Os Guarani e Kaiowá seguem em luta pela demarcação das terras que tradicionalmente ocupam no Mato Grosso do Sul. Estudos oficiais comprovam que as áreas reivindicadas foram invadidas e tomadas de comunidades indígenas ao longo do século XX. Continue lendo “Conselhos Terena e Guató denunciam violência policial e manifestam apoio às retomadas Guarani e Kaiowá em MS”

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Autoridades e empresas anunciam transição energética em Roraima com exageros e omissões

Chegada do linhão de Tucuruí ao extremo norte do país não significa fim dos contratos com termelétricas poluentes

Por Felipe Medeiros, Sheneville Araújo, Vitória Moura | Edição: Marina Amaral, Agência Pública

Com a chegada do linhão de Tucuruí, a população de Roraima espera o fim de décadas de apagões recorrentes e das contas de energia elétrica estratosféricas, além da promessa de se livrar das termelétricas, que forneciam a maior parte de energia do estado. Continue lendo “Autoridades e empresas anunciam transição energética em Roraima com exageros e omissões”

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‘Bateram nela, puxaram o cabelo dela. E não tinha ninguém lá dentro’: a faxineira presa por fazer live da polícia em sua casa durante operação no Rio

Jamille Ribeiro, BBC News Brasil

Selma Elias de Jesus, de 62 anos, conta que passou a terça-feira (28/10) inteira na Cidade da Polícia, no Rio de Janeiro, tentando liberar a filha da prisão, mas não obteve sucesso. Continue lendo “‘Bateram nela, puxaram o cabelo dela. E não tinha ninguém lá dentro’: a faxineira presa por fazer live da polícia em sua casa durante operação no Rio”

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A chacina como estratégia: A barbárie da extrema-direita e o jogo internacional

O massacre no Rio não foi um mero desvio de segurança, mas um cálculo político da extrema-direita para romper a ordem democrática e interromper a projeção global de um Brasil que se reconectava com o mundo sob a bandeira do diálogo e da justiça climática

Por Carlos R. S. Milani*, A Terra é Redonda

A chacina de 28 de outubro, a mais letal desde a redemocratização, evidenciou uma ruptura com o estado democrático de direito no Brasil e indicou o caminho que pretende trilhar a extrema-direita rumo às eleições de 2026. Internacionalmente, o massacre de criminosos, suspeitos e inocentes – qualificado de “operação de sucesso” pelo governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, e respaldado pelos governadores de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, entre outros – não apenas revelou uma faceta antidemocrática de parcelas importantes da política institucional, da sociedade e da mídia brasileira. Pesquisas de opinião apontam que aproximadamente 57% dos moradores do Rio apoiaram o método, muito embora boa parte não tenha mudado a percepção de insegurança e o sentimento de insatisfação com as políticas públicas nesse setor depois de 28 de outubro. Além disso, o massacre afetou profundamente a imagem do Brasil no exterior às vésperas da COP do clima a ser realizada em Belém, entre os dias 10 e 21 de novembro. Continue lendo “A chacina como estratégia: A barbárie da extrema-direita e o jogo internacional”

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O massacre de Cláudio Castro. Por Paulo Sérgio Pinheiro

Mais de trinta anos após o Carandiru, a espetacularização do extermínio persiste não por ineficiência, mas como projeto de poder que instrumentaliza a morte para fins políticos, desafiando o Estado Democrático de Direito

No A Terra é Redonda

Décadas de experiência demonstram que o uso estratégico da inteligência é o caminho mais eficaz para enfrentar o tráfico de drogas e as milícias. Operações baseadas em informações precisas reduzem riscos para a população e para os agentes de segurança. Apesar desse consenso, o Brasil insiste em ações espetaculosas e militarizadas, incapazes de desarticular redes criminosas ou atingir os fluxos financeiros que as sustentam.
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Roda de Conversa discute saúde e justiça ambiental nas comunidades quilombolas

Por Mario Ferreira, da Cedipa, na AFN

Na próxima quinta-feira, 6 de novembro, a Fiocruz promove a roda de conversa “Comunidades quilombolas, saúde e justiça ambiental”, que será realizada de forma on-line, com transmissão pela plataforma Zoom, as 10h às 12h. A iniciativa é da Coordenação de Equidade, Diversidade, Inclusão e Políticas Afirmativas (Cedipa/Fiocruz), com apoio da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) e do Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça. Continue lendo “Roda de Conversa discute saúde e justiça ambiental nas comunidades quilombolas”

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A floresta na Bolsa de Valores

O TFFF converte a preservação das florestas tropicais em ativo financeiro e expõe a contradição entre clima e capital

por Katarine Flor, Fundação Rosa Luxemburgo

O Brasil anunciou, em setembro de 2025, um aporte inicial de US$ 1 bilhão no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (Tropical Forests Forever Facility – TFFF), durante evento paralelo à Assembleia Geral da ONU. O mecanismo, que deve ser oficialmente lançado na COP30 em Belém, promete mobilizar até US$ 125 bilhões em recursos públicos e privados para remunerar países que preservem suas florestas tropicais, segundo dados da Global Foundation. Continue lendo “A floresta na Bolsa de Valores”

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Narcoterrorismo: A arma retórica da necropolítica e do imperialismo. Por Carol Proner*

Do Rio de Janeiro ao Caribe, a guerra ao “narcoterrorismo” revela-se um projeto duplo de dominação: internamente, consolida a necropolítica sobre as periferias; globalmente, recicla o imperialismo sob um novo jargão jurídico-militar

No Brasil 247

1. A brutalidade como método

Extrema brutalidade policial, disse a ONU sobre a operação mais letal da história do Rio de Janeiro. O escritório da ONU no Brasil afirmou que as autoridades devem garantir investigação independente, protetiva às famílias, testemunhas e defensores de direitos humanos, tendo assegurada a possibilidade de responsabilização de crimes inafiançáveis, como homicídios ilegais, execuções sumárias e tortura. Continue lendo “Narcoterrorismo: A arma retórica da necropolítica e do imperialismo. Por Carol Proner*”

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