Carta do Fórum para as Culturas Populares e Tradicionais contra a burocratização do edital Povos Tradicionais Presentes

FCPT

Às vezes é de bom tom dar um passo atrás para entender como chegamos em determinada situação. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro, SECEC RJ, lançou em Novembro de 2021, um edital focado nas comunidades tradicionais e povos originários do Rio de Janeiro. Mais de 480 grupos, mestres e brincantes responderam ao chamado, mais de 280 foram inabilitados por questões burocráticas.

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Viagem ao mundo sem lei dos super-ricos. Por Ladislau Dowbor

Parasitagem da riqueza social. Paraísos fiscais. Advogados. Políticos “tolerantes”. Um herdeiro que conviveu com o 0,01%, revela como esta “nova classe” multiplica sua riqueza e poder – e quanto sonha viver num mundo sem sociedades e Estados

Outras Palavras

“É difícil levar uma pessoa a entender alguma coisa
quando o seu salário depende de não a entender.”

Upton Sinclair

O caos financeiro mundial e brasileiro que enfrentamos tem um sentido: favorecer os mais ricos. Nos 30 anos do pós-guerra, entre 1945 e 1975, o capitalismo apresentou um razoável equilíbrio entre os lucros dos empresários, a remuneração dos trabalhadores, e as políticas públicas indispensáveis ao desenvolvimento equilibrado. Com Reagan os EUA e Thatcher na Grã-Bretanha, o capitalismo se desloca para um sistema em que os lucros financeiros passam a dominar os processos produtivos. A mudança é profunda, e se baseia em três eixos de mudança.

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CPT Paraná celebra Dia Mundial da Água em área de retomada da Terra Indígena Kaingang

É a 21ª Celebração das Águas realizada pela Pastoral no estado. Realizada desde 2001, a atividade esse ano aconteceu no domingo (20), numa área de retomada da terra indígena Apucaraninha, do povo Kaingang, no município de Tamarana (PR). É uma área em que os povos indígenas estão nesse processo de retomada desde 2013. No início desse ano, a juventude e as mulheres Kaingang, animados pelas ações realizadas em 2021 em Brasília contra o Marco Temporal, decidiram retomar novamente a área e recuperar o que o agronegócio, até então, destruiu. Eles querem recuperar, principalmente, as seis nascentes que existem no território.

por Cristiane Passos*, em CPT

Cerca de 120 pessoas participaram da ação, entre elas agentes e colaboradores da CPT do norte do Paraná, pastorais sociais da arquidiocese, estudantes, pesquisadores, apoiadores da causa indígena, e representantes de Igrejas da periferia da cidade.

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Saldo do governo Bolsonaro, para as florestas e seus povos, é de 2 conflitos por terra, por dia, na Amazônia Legal

Crescimento no número de conflitos no campo se transfunde pela Amazônia Legal nos últimos três anos, às custas das vidas e da perda de território dos povos da floresta. Movimentação no Congresso Nacional, para aprovar projetos de lei que desrespeitam comunidades tradicionais e favorecem madeireiros, grileiros e garimpeiros, segue sob esquema emergencial

Por Andressa Zumpano e Mário Manzi – Assessoria de Comunicação da CPT Nacional

Notadamente, em relação aos povos da floresta, Bolsonaro arquitetou um projeto de destruição em conjunto com o Congresso Nacional para que territórios fossem extirpados ou repassados como mercadoria para empresários e organizações que têm o intuito de explorar a floresta unicamente para obtenção de lucro.

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Nota de solidariedade ao povo A’uwê de Marãiwatsédé

Os fatos revelados que evidenciam o envolvimento de coordenação da Funai na exploração da TI Marãiwatsédé comprovam que não é prioridade da direção do órgão atuar em sintonia com suas atribuições institucionais

Cimi

O Conselho Indigenista Missionário, Regional Mato Grosso, vem por meio desta expressar sua solidariedade ao povo A’uwê-Xavante, da Terra Indígena Marãiwatsédé, em vista dos fatos revelados pela recente operação da Polícia Federal em que, mais uma vez, o órgão indigenista oficial reitera a distorção de seu papel institucional.

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Conselho Indígena de Roraima realiza 51ª Assembleia e lança carta de reivindicações ao Estado brasileiro

Tuxauas e lideranças de 256 comunidades indígenas de Roraima debateram por quatro dias a situação atual das políticas indigenistas e reafirmam: “vamos lutar pela nossa existência”

POR LÍGIA KLOSTER, DO CIMI REGIONAL NORTE I

Defender o Território é Garantir a Vida dos Povos Indígenas. Esse foi o tema da 51ª Assembleia Geral dos Povos Indígenas de Roraima que, depois de dois anos do início da pandemia, reuniu presencialmente tuxauas e lideranças dos povos Macuxi, Wapichana, Wai Wai, Yanomami, Patamona, Sapará, Taurepang, Ingarikó, pertencentes às etnorregiões Alto Cauamé, Amajari, Baixo Cotingo, Murupu, Tabaio, Raposa, Serras, Serra da Lua, Surumu, Wai Wai e Yanomami. O evento ocorreu entre os dias 10 e 14 de março no Centro Regional Lago de Caracaranã, no município de Normandia, em Roraima.

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#LivedoCimi Povos indígenas no Nordeste: resistências e existências na luta pelo país plural

A roda de conversa online está prevista para às 16h (horário de Brasília), desta quinta-feira, 24, com transmissão pelas redes sociais do Cimi e organizações apoiadoras da causa indígena

Cimi

O Cimi Nordeste, em sua caminhada profética junto aos povos indígenas, apresenta a live “Povos indígenas no Nordeste: resistências e existências na luta pelo país plural”. Buscamos trazer nesta reflexão as lutas, trajetórias e histórias do compromisso missionário do Cimi na defesa da causa indígena, e a busca de uma sociedade pluriétnica que reconhece a pluralidade dos povos indígenas no Nordeste, que sofreram extrema violência (física, psicológica, cultural e territorial) com a colonização.

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Produções em rede: ‘é colaborando que se consegue os grandes furos’

No Festival 3i, jornalistas contam o que aprenderam trabalhando em reportagens colaborativas; acordos bem definidos, comunicação sincera e disposição em aprender com o outro são essenciais

por Beatriz de Oliveira, edição por Giulia Afiune, do Festival 3i, em Ponte

A competição entre jornalistas de veículos diferentes está perdendo cada vez mais espaço para as produções colaborativas, que reúnem profissionais de diversas organizações para trabalhar em reportagens ambiciosas que só podem ser investigadas em conjunto. “A palavra máxima do jornalismo inovador é a colaboração”, defende Joana Suarez, gerente de jornalismo da revista AzMina, que mediou a mesa “Produções jornalísticas em rede: como articular grandes coberturas?”, organizada em parceria com a Ponte Jornalismo, no sexto dia do Festival 3i. 

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Onde está a força das pessoas revolucionárias? Por Gilvander Moreira*

Na América AfroLatÍndia, no alto plano andino, no seio das culturas indígenas, o peruano José Carlos Mariátegui (1894-1930), o marxista latino-americano mais original e criativo, viveu apenas 36 anos, mas deixou um legado teórico e de compromisso político na busca por harmonizar o marxismo com as concepções religiosas libertárias. No ensaio O Homem e o mito, de 1925, diz Mariátegui: “Em suas elucubrações metafísicas, o mito veio completar aquela necessidade de infinito que existia na natureza humana que nem a razão nem a ciência sozinhas poderiam satisfazer” (MARIÁTEGUI, 2010, p. 15).

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Casamento da filha de Nabhan Garcia traz elo entre policial e ruralistas contrários ao MST

Evento de luxo revela ligações de décadas entre delegado que atuou na repressão a sem-terra com Secretário Fundiário e líder da União Democrática Ruralista (UDR)

Por Alice Maciel, Yolanda Pires, em Agência Pública

Uma foto do casamento da filha do Secretário de Assuntos Fundiários do governo Bolsonaro, Luiz Antonio Nabhan Garcia, que ocorreu em fevereiro, trouxe à tona um fato histórico dos conflitos entre ruralistas e o Movimento Sem Terra (MST) no Oeste Paulista na década de 1990. A imagem, postada no Instagram pelo padrinho de batismo da noiva — o então delegado de Sandovalina, Marco Antonio Fogolin, que era conhecido como “caçador de sem terra” — foi acompanhada de um texto revelador sobre a amizade do ex-policial civil com Nabhan, que liderou a União Democrática Ruralista (UDR) na região do Pontal do Paranapanema.  

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