Máscaras versus irrelevâncias, por Margareth Dalcolmo

No Informe Ensp

Com tanto assunto relevante e desafios que regem nosso cotidiano, completados dois anos de pandemia entre nós, e sobretudo diante da brutalidade dos dias de guerra atuais, observamos mais do que com curiosidade, um interesse público verdadeiro em conhecer a evolução da doença e seus prognósticos, os resultados dos últimos estudos epidemiológicos, a expectativa de liberação dos novos medicamentos orais e o que será nosso amanhã.

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Mulheres são as mais impactadas pelas desigualdades na América Latina

Região mais desigual do mundo, a América Latina retrocedeu 27 anos em índices que indicam aumento da pobreza

Fernanda Paixão, Brasil de Fato

Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, as lutas organizadas e cotidianas na América Latina refletem os desafios aprofundados pela pandemia de covid-19. Ainda como a região mais desigual do mundo, a América Latina foi impactada com um aumento de 81 a 86 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza entre 2020 e 2021, segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

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Tratamento na água gera substâncias cancerígenas em 493 cidades no Brasil

Risco de câncer e outras doenças crônicas é maior para quem bebe, de forma contínua, água com subprodutos do cloro que estão acima do limite

Por Hélen Freitas, Agência Pública/Repórter Brasil

Você pode nunca ter ouvido falar, mas provavelmente já bebeu substâncias químicas geradas a partir do tratamento da água, os chamados subprodutos da desinfecção. Eles são seguros desde que mantidos abaixo de uma concentração determinada pelo Ministério da Saúde. Levantamento inédito feito pela Repórter Brasil revela que 493 municípios, ou seja, 1 em cada 5 que fizeram testes encontraram esses produtos acima do limite de segurança pelo menos uma vez entre 2018 e 2020. 

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Rosa Luxemburgo na luta das Mulheres: e os cristãos? Por Gilvander Moreira*

Dia 08 de março de 2022, Dia Internacional de Luta das Mulheres. Por que e para quê? 

Primeiro, temos que dizer que todo dia é dia da mulher, mas o mês de março é especialmente o Mês das Mulheres. Na União Soviética, ainda antes da Revolução Soviética de 1917, mulheres camponesas fizeram muitas lutas por terra, pão e liberdade, o que fez eclodir a Revolução socialista de 1917, e nas repúblicas socialistas soviéticas, todo ano, o dia 08 de março passou a ser celebrado como o Dia Internacional das Mulheres. Nos Estados Unidos tentaram apagar essa história e inventaram uma falsa história que diz ser o dia 8 de março como tendo sido iniciado por mulheres trabalhadoras estadunidenses, o que não é verdade. A maior homenagem que uma mulher pode receber é respeito, admiração e amor. “Não só flores, mas respeito”, exigem as mulheres. “Não apenas nos deseje “feliz dia”. Levante-se e lute conosco!”, bradam as mulheres lutadoras. Sugiro a leitura do nosso artigo “Mulheres na luta sempre, na Bíblia e hoje” em www.gilvander.org.br .[2]

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Reclamação à CVM pede investigação após Norte Energia omitir informações de Belo Monte

Segundo documento do ISA, faltam esclarecimentos aos investidores a respeito do processo de licenciamento ambiental e, em especial, do hidrograma de consenso

por Instituto Socioambiental (ISA)

O Instituto Socioambiental (ISA) enviou uma reclamação à CVM (Comissão de Valores Imobiliários) pontuando irregularidades na divulgação de informações sobre a Usina Hidrelétrica Belo Monte nas comunicações a investidores feitas pela Norte Energia.

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Piso salarial das enfermeiras – uma luta feminista

Hoje, profissionais lutarão pela aprovação de novo piso, travado na câmara de deputados. Trabalhadoras atravessaram bravamente a pandemia, mesmo em péssimas condições. Por que sua vitória é importante para o movimento das mulheres

Por Gabriela Leite, em Outra Saúde

É simbólico que trabalhadoras da enfermagem tenham escolhido hoje, o Dia Internacional da Mulher, para organizar uma grande mobilização pelo piso salarial de R$ 4.750 para a categoria. Em Brasília e pelo país, exigirão que seja votado o mais rápido possível o PL 2.564/20 – de preferência, hoje. Não é difícil entender a relação entre a reivindicação por melhores condições de trabalho da enfermagem e a luta feminista: as mulheres são 85,1% das enfermeiras, técnicas e auxiliares. Sua situação é uma síntese da desvalorização do trabalho de cuidado: recebem salários baixos e jornada dupla ou tripla – além do trabalho diário, são quem cuida de suas casas e famílias. Muitas estão há dois anos e meio sem férias, devido à pandemia. Precisam de mais de um emprego para se manter. Sofrem violência em seu trabalho, estão vulneráveis a doenças e muitas vezes operam com equipamento de proteção individual (EPI) precário. Se expuseram na linha de frente do enfrentamento à covid, tornaram-se heroínas nacionais, mas continuam invisíveis às instituições.

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A luta feminista muito além dos novos normais

Feminismos convocam, em todo o mundo, manifestações e greves para retomar a potência dos encontros. Após dois anos de pandemia, e em meio à guerra, 8M amplia a brecha para lógicas pós-capitalistas do cuidado, partilha e circularidade

por Verónica Gago, no Viento Sur | Tradução: Maurício Ayer, em Outras Palavras

Depois de dois anos de pandemia, de transformações profundas no trabalho remunerado e no trabalho doméstico não remunerado, a necessidade de voltar a encontrar a potência que emerge das ruas é fundamental. Atravessadas pela conjuntura que impõe a dívida externa aqui na Argentina, mas que também atravessa vastos territórios da América Latina, pelas consequências das políticas sanitárias e pela necessidade de dar corpo às urgências, feministas de todos os cantos estão se encontrando para que o 8M siga tendo o caráter rebelde que recuperou a partir de 2017.

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Dia das Mulheres será marcado pela luta por um ‘Brasil sem machismo e sem Bolsonaro’

Manifestações para este 8 de Março estão previstas em mais de 30 cidades. Mulheres sem-terra e da área científica também preparam debates e ações para marcar o movimento mundial por igualdade

Por Redação RBA

São Paulo – No Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta terça-feira (8), mulheres de todo o Brasil voltam a protagonizar manifestações nacionais contra o governo Bolsonaro. Entidades e coletivos feministas pretendem ocupar as ruas e as redes para bradar “Pela vida das Mulheres”  e “Bolsonaro nunca mais!”. As manifestações estão confirmadas em 30 cidades, em pelo menos 15 estados e no Distrito Federal. Em pauta, as mulheres também vão buscar “um Brasil sem machismo, sem racismo e sem fome”. Um lema nacional que sintetiza as diversas batalhas travadas pelas brasileiras e que abre as primeiras lutas sociais do país neste ano. 

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Mulheres sofreram mais os efeitos da pandemia no mercado de trabalho, principalmente as negras

Elas foram mais atingidas pelo desemprego e têm maior dificuldade de se recolocar. Além de continuar ganhando menos do que os homens, mesmo quando têm mais escolaridade

Por Vitor Nuzzi, da RBA

São Paulo – Na “situação dramática” do mercado de trabalho brasileiro, com desemprego, informalidade, precarização e corte de direitos, aliada à pandemia, as mulheres foram “duramente atingidas”, destaca o Dieese. Em boletim divulgado para marcar o Dia Internacional da Mulher, o instituto lembra que elas historicamente já ocupam as posições mais vulneráveis no mercado. São mais atingidas pelo desemprego e maior dificuldade de reinserção, além de receber menos do que os homens, mesmo tendo maior grau de escolaridade.

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O Brasil no relatório do IPCC – o que podemos esperar do futuro no cenário de mudanças climáticas

País não está minimamente preparado para lidar com os impactos da crise do clima, diz o pesquisador Paulo Artaxo, autor de um dos capítulos do relatório

Por: Cristiane Prizibisczki, em O Eco

Ondas de calor, secas extremas, enchentes, perda de produtividade humana e agrícola, extinção de espécies e deslocamentos humanos forçados. O cardápio de impactos das mudanças climáticas no mundo – presentes e futuros – é extenso e preocupante. Com o Brasil não será diferente. A segunda parte do 6º Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), divulgado na última semana, dedica grande espaço às regiões tropicais e alerta: a Amazônia e o Nordeste brasileiro são altamente vulneráveis às mudanças no clima.

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