Terrabrás – uma estatal para a soberania

Avança, inclusive com apoio de governadores, cobiça de transnacionais dos EUA sobre riqueza mineral brasileira. Há uma alternativa, já elaborada: um Projeto de Lei para uma estatal moderna que garantiria interesses do país, protegendo seus recursos

Por Arthur Oscar Guimarães e Flávio Cruvinel Brandão, em Outras Palavras

Recentemente publicamos o artigo “TERRABRAS – uma estatal necessária”[1]. O título fala por si. Nesse novo texto trazemos ao debate da sociedade brasileira um Projeto de Lei de criação dessa empresa estatal, que denominamos no artigo original, de 11.02.2026, como “TERRABRAS – Terras Raras Brasileiras S.A.”

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Sistema Socioeducativo: ruim com ele, pior sem ele

Constituição trouxe avanços no tratamento de jovens em conflito com a lei. Está longe do ideal: unidades de internação registram desrespeito aos seus direitos e outras injustiças. Mas solução não é reduzir maioridade penal – que os submeteria a ainda mais violência

Por Deivisson Santos, Luciana De Carvalho Rocha e Sabrina Stefanello*, em Outra Saúde

Há pouco tempo, a redução da maioridade penal era o foco de discussão na Câmara dos Deputados. O tema é amplamente defendido pelo bolsonarismo e uma das bandeiras principais do candidato à presidência Flavio Bolsonaro. A proposta, que é recorrente como solução para o aumento do envolvimento de jovens em situações em conflito com a lei, estava na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança que foi sancionada essa semana. Em fevereiro, o governo conseguiu retirar o texto que aborda a redução da maioridade penal da PEC. Apesar desta retirada, a matéria será tratada em separado, em uma comissão especial do congresso ainda neste semestre.

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“O fascismo prospera nas contradições do liberalismo”. Entrevista com Richard Seymour

IHU

Leitores que apreciam analisar eventos atuais em tempo real podem não ter tempo para se aprofundar em Nacionalismo do Desastre: O Colapso da Civilização Liberal, publicado em espanhol pela Verso em 2026. O livro de Richard Seymour (Ballymena, Irlanda do Norte, 1977) foi originalmente publicado em inglês pouco antes do segundo mandato de Donald Trump na Casa Branca. No entanto, apesar dessa ligeira desconexão com as notícias mais recentes, o ensaio de Seymour não perdeu nada de seu valor. Pelo contrário, lido com a perspectiva de 2026, Nacionalismo do Desastre se mostra ainda mais perspicaz em sua análise.

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Semana dos Povos Indígenas 2026: Território e Moradia – Onde moram os teus irmãos?

Confira o material especial da Semana dos Povos Indígenas 2026, cujo tema é “Território e Moradia: Onde moram os teus irmãos?”

Cimi

Seguindo o tema da Campanha da Fraternidade deste ano, “Fraternidade e Moradia”, e o lema, “Ele veio morar entre nós”, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) propõe, nesta Quaresma, algumas perguntas incômodas que, para além das análises políticas, exigem vigilância e respostas pastorais. Antes de tudo, apropriamo-nos da pergunta “Onde mora teus irmãos?” e a transformamos para “Onde moram nossos irmãos?”.

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‘Não há dignidade de nada’: Em Cuba, bloqueio dos EUA e apagões pioram vida de mulheres

Na ilha, mulheres passam fome e ficam anos sem acesso a absorventes; embargos aumentaram com governo Trump

Por Augusta Lunardi, Julia Sena | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

Conheci Lala Valdés, 46 anos, e suas duas filhas, Naomi e Danischa Valdés, de 24 e 14, enquanto buscava ouvir mulheres sobre dignidade menstrual nas ruas de Havana, capital de Cuba, neste final de março. Quando mencionei o termo, Valdés franziu a testa. Nunca tinha ouvido essa expressão, nem parado para pensar que ela pudesse existir. Respondeu de imediato, com a firmeza de quem aprendeu a nomear a própria realidade: “Aqui não há dignidade de nada. De comida, de luz, de moradia. Não há dignidade de vida. Como vai ter dignidade menstrual?”

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Os crimes da ditadura. Por Carlos Marighella*

Em 1º de abril de 1964 foi instaurada no Brasil uma ditadura através de um golpe militar. Um ano depois, Carlos Marighella escreveu o livro “Por que resisti à prisão”, onde detalha a horripilante repressão contra trabalhadores, camponeses, estudantes, artistas, cientistas e intelectuais promovida pelo terror ditatorial.

Na Jacobin

A ditadura instaurada no Brasil pelo golpe militar de 1º de abril criou para o nosso povo uma situação de pesados sacrifícios, que vão desde a entrega e a submissão do país aos Estados Unidos até à supressão brutal das liberdades com a subsequente implantação do terror político e ideológico e o desencadeamento de perseguição em massa.

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Falta de política de Estado dificulta busca por desaparecidos forçados

Pesquisadores trabalham na identificação de 1.049 caixas com ossadas

Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

Há exatos 62 anos, um golpe militar instaurou no Brasil um regime autoritário que duraria 21 anos. Além de retirar direitos constitucionais, exercer forte repressão política e censura à imprensa, a ditadura militar brasileira (1964-1985) perseguiu, torturou e matou opositores, muitos deles ainda com seus corpos desaparecidos.

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A violência é a maior marca do Estado brasileiro. Por Edson Teles

No Blog da Boitempo

Passados 62 anos do golpe empresarial-militar de 1964, o Brasil continua estruturado em torno de formas sociais violentas que encobrem a história do país. Construímos, em termos de memória coletiva (e institucional), a narrativa de que houve um rompimento com um regime de exceção e de violência, e de que nos voltamos para a construção e consolidação do regime democrático por meio da conciliação. 

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MPF e MPMT recorrem para garantir proteção da Reserva Guariba-Roosevelt (MT)

Recurso ao TJMT sustenta como nula a decisão que viola direito de comunidades extrativistas e povos isolados, e admite ocupação privada na Resex

Procuradoria da República em Mato Grosso

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) apresentaram recurso em processo para proteger a Reserva Extrativista (Resex) Guariba-Roosevelt, no estado do Mato Grosso (MT). O objetivo é anular um acordo homologado judicialmente pela Vara Especializada do Meio Ambiente de Cuiabá, que permitiu a permanência de particulares em áreas destinadas a comunidades tradicionais extrativistas. O recurso questiona a decisão e será analisado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT).

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Ditadura: Em nome do pai, indígena enfrenta Estado por atrocidades no Reformatório Krenak

Indígena sofreu tortura e trabalho forçado por 19 meses em “campo de concentração”; 55 anos depois, filho busca Justiça

Por Isabel Seta | Edição: Ed Wanderley, Agência Pública

Há mais de um ano submetido a trabalhos forçados, um homem espera “ansiosamente” a única ordem que pode mandá-lo de volta para casa, a mais de 1,6 mil km dali. É julho de 1971, um dos períodos mais repressivos da ditadura militar no Brasil, e ele não tem o direito de ir e vir. Guilhermano Anastácio está confinado no Reformatório Krenak, em Resplendor (MG), um presídio criado para reprimir indígenas, forçá-los ao trabalho e torturá-los.

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