Propagação de deepfakes e nudes roubados é abjeta, mas também levanta questão: por que sentir mais culpa do que revolta, diante da intimidade violada? Assumir o sexo pode ser antídoto, diante da tentativa de disciplinar o desejo com “vazamentos”
Por Nuria Alabao*, no CTXT | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras
As mudanças na tecnologia e o desenvolvimento acelerado da inteligência artificial estão dando origem ao que chamamos de violência digital. Em um espelho deformado do que é a violência offline, as possibilidades na internet se multiplicam e surgem novas formas de causar dano: criam-se ou difundem-se conteúdos que expõem as pessoas sem o seu consentimento. Desde a divulgação de imagens sexuais privadas até os deepfakes – fotos que desnudam ou sexualizam pessoas por meio de IA – ou a instalação de câmeras escondidas em quartos de hotel. Tudo pode ser conteúdo. Tudo pode, além disso, ser monetizado.
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