O grupo Riachuelo foi condenado a pagar pensão vitalícia a uma trabalhadora em mais uma ação que envolve denúncias de abusos físicos e psicológicos e mostra os problemas do sistema de “fast fashion” e sua relação com grandes marcas da moda. A costureira, segundo seu relato, era pressionada a produzir cerca de mil peças de bainha por jornada. Por hora, colocar elástico em 500 calças ou costurar 300 bolsos. Na ação, ela revelou que, não raro, evitava beber água para diminuir idas ao banheiro – que eram controladas pelo encarregado.
São Paulo não é o único polo de produção de roupas no país e imigrantes bolivianos e paraguaios tampouco são os únicos que sofrem com situação precária de parte do setor de confecções, ao contrário do que as constantes e numerosas denúncias de superexploração do trabalho na capital paulista fazem crer. A reportagem a seguir é de André Campos e Ana Aranha, da Repórter Brasil. Continue lendo “Condenação do grupo Riachuelo revela o adoecimento de trabalhadoras da moda”










